terça-feira, 27 de agosto de 2019

Pensando em matar a saudade



Negra Luz

Como posso matar a saudade,
Que habita dentro de mim.
Sem perder dela a vantagem:
Recordar o que bem vivi?

Seria finito o passado.
Retrato puído.
Tempo desgastado.
Sentimentos finitos: o fim.

Seria página encoberta.
Sem o sopro que a poeira alerta,
Permite o diálogo mesmo as pressas
Entre passado, presente e o que está por vir.

À beira dessa fatalidade,
Eu, que pretendia matar a saudade,
Chamei-a para minha realidade.
Usei da sua serenidade.

Segui com ela aqui: no meu peito.


Um comentário:

  1. Obrigada, Rodolfo.
    Sempre que posso venho no seu blog...
    E, hoje, ao encontrar uma poesia minha, fiquei muito feliz.
    Grata.

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