domingo, 17 de dezembro de 2017

Sobre a Dor de Amar



Rodolfo Pamplona Filho

Não devia ser amor,
para sentir tanta dor...
Mas, se não fosse,
talvez nem sequer doesse....
A dor em amar
quem não estar
completo no caminhar
é algo a frustar
Muita coisa doi,
mas deve valer a pena
não querer sair de cena.
Muita coisa doi,
mas existe algo maior
que faz tudo superar!


Salvador, 20 de agosto de 2017

sábado, 16 de dezembro de 2017

Soneto a quatro mãos




Vinícius de Moraes e Paulo Mendes Campos


Tudo de amor que existe em mim foi dado
Tudo que fala em mim de amor foi dito
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado. 

Tão pródigo de amor fiquei coitado
Tão fácil para amar fiquei proscrito
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado. 

Tenho dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse. 

Pois se por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Sobre a imagem no espelho



Rodolfo Pamplona Filho

Na imagem no espelho,
vejo as roupas combinando
Na imagem no espelho,
percebo os corpos se encaixando
Na imagem no espelho,
há um momento que se eterniza
Na imagem no espelho,
a tormenta vira brisa
Na imagem no espelho,
aprendo sobre a beleza
Na imagem no espelho,
percebo a sutileza
Na imagem no espelho,
descubro com atenção
que, na imagem no espelho,
encontro a perfeição.

Salvador, 20 de agosto de 2017.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Terra e Mar ou Mar e Terra?



Paulo Basílio

Um oceano a lhes separar.

O mesmo sol, o mesmo mar.

A mesma terra. O mesmo luar,

Só não o mesmo lugar.



Tão perto,

No pensamento,

Mas tão distante,

No firmamento



Como naufrago numa ilha,

Com um mar à frente,

Vê-se como indigente.



A distância é de milhas,

Apesar de chamar Terra,

É o Mar que tudo encerra?



quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Minha Marina


Rodolfo Pamplona Filho

Minha Marina
não é morena,
nem sequer se pintou...

Minha Marina
faz de tudo,
inclusive um favor...

Pode pintar o rosto
e o sete, com gosto,
como tudo que é seu..

Marina, você já é linda
e será sempre linda
com o que Deus deu...

Com você, nunca me aborreci,
nem me zanguei...
Isso, eu posso falar...

pois quando eu chamo Marina,
só sei me alegrar...

Eu já passei por tanta coisa...
Você nem sabe o que é chorar...
Desculpe, Marina minha,
mas nunca deixarei de amar...

Praia do Forte, 04 de julho de 2011.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Marina, morena



Dorival Caymmi

Marina, você se pintou
Marina, você faça tudo
Mas faça um favor
Não pinte esse rosto que eu gosto
Que eu gosto e que é só meu
Marina, você já é bonita
Com o que deus lhe deu
Me aborreci, me zanguei
Já não posso falar
E quando eu me zango, marina
Não sei perdoar
Eu já desculpei muita coisa
Você não arranjava outra igual
Desculpe, marina, morena
Mas eu tô de mal

Marina, morena
Marina, você se pintou
Marina, você faça tudo
Mas faça um favor
Não pinte esse rosto que eu gosto
Que eu gosto e que é só meu
Marina, você já é bonita
Com o que deus lhe deu
Me aborreci, me zanguei
Já não posso falar
E quando eu me zango, marina
Não sei perdoar
Eu já desculpei muita coisa
Você não arranjava outra igual
Desculpe, marina, morena
Mas eu tô de mal
De mal com você
De mal com você

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Momentos de Solidão



Rodolfo Pamplona Filho

Preciso de momentos
de pura solidão,
em que todo sentimento
escapa do coração
para virar poema, lamento
ou mesmo uma canção.

Preciso de instantes
para a respiração
e saber que não é o bastante
para recuperar a inspiração,
quando seguir adiante
é a única solução

Preciso de um tempo
para organização
de todos os pensamentos
que turvam a visão
de quem não perde a esperança
de acalmar seu coração.


São Paulo, 23 de setembro de 2017.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Quadrilha



Carlos Drummond de Andrade

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.


sábado, 9 de dezembro de 2017

Sinais do Corpo


Rodolfo Pamplona Filho

Meu coração mandou dizer
que pulsa por você
Minha mente me avisou
para ir com calma
Minha pele sempre sente
falta do seu calor
Meus olhos procuram
cada detalhe de seu corpo
Meus lábios encontram
finalmente o toque dos seus
e, nesse exato segundo,
descubro a felicidade.


Salvador, 20 de agosto de 2017.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

O teu riso



 Pablo Neruda

Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.

Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.


Sobre relações e submissões


Rodolfo Pamplona Filho

Não é senhora
Não é patroa
Não é dona

Não é senhor
Não é amor
Não é autor

Ser o bem
de alguém
está além
do que se tem
ou do que se quer...


Salvador, 23 de outubro de 2017.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Não se mate



Carlos Drummond de Andrade

Carlos, sossegue, o amor
é isso que você está vendo:
hoje beija, amanhã não beija,
depois de amanhã é domingo
e segunda-feira ninguém sabe
o que será.

Inútil você resistir
ou mesmo suicidar-se.
Não se mate, oh não se mate,
reserve-se todo para
as bodas que ninguém sabe
quando virão,
se é que virão.

O amor, Carlos, você telúrico,
a noite passou em você,
e os recalques se sublimando,
lá dentro um barulho inefável,
rezas,
vitrolas,
santos que se persignam,
anúncios do melhor sabão,
barulho que ninguém sabe
de quê, praquê.

Entretanto você caminha
melancólico e vertical.
Você é a palmeira, você é o grito
que ninguém ouviu no teatro
e as luzes todas se apagam.
O amor no escuro, não, no claro,
é sempre triste, meu filho, Carlos,
mas não diga nada a ninguém,
ninguém sabe nem saberá.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

A Loirinha do Show



Rodolfo Pamplona Filho

Lábios vermelhos de batom
Cabelos longos como um cometa
Corpo balançando com o som
Olhos azuis como bola de gude

Roupa preta para combinar
com a pele Branca a ostentar
uma tatuagem de uma rosa
como a pedir um cheiro

Rebola como uma deusa
Grita como uma louca
Chora como se sofresse
Canta como se a ouvissem no palco

Um corpo torneado na academia
Um sorriso que derruba um exército
Pernas que parecem dois colossos
E uma boca que causa alvoroço

Eu nunca vou saber seu nome
Eu nunca vou segurar sua mão
Mas vou lembrar em cada sonho:
a loirinha do show...

São Paulo, 24 de setembro de 2017.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Eu te amo calado



Luiz Santos / Nelson Motta

Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim
Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração
Silenciosamente eu te falo com paixão
Eu te amo calado
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz
Nós somos medo e desejo
Somos feitos de silêncio e som
Tem certas coisas que eu não sei dizer
Silenciosamente eu te falo com paixão
Eu te amo calado
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz
Nós somos medo e desejo
Somos feitos de silêncio e som
Tem certas coisas que eu não sei dizer e digo

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Álbum de Figurinhas



Rodolfo Pamplona Filho

Como se diz a alguém
que ela não é mais o seu bem?
Como se faz para falar
que é o momento de separar?

A vida a dois
é um álbum de figurinhas...
A cola une
para ser eterno,
mas, com força,
dá para retirar...
mas sempre fica um pouco
do álbum na figurinha
e da figurinha no álbum...

Como se comunica
não se querer mais dividir a vida?
Como se rompe
o que era para sempre?

A vida a dois
é um álbum de figurinhas...
O tempo esmaece
o que era vivo e viçoso
e o que já foi muito gostoso
pode continuar assim
ou mudar o tom
para um quadro sem cor
ou um filme sem som...

A vida a dois
é um álbum de figurinhas...


Praia do Forte, 8 de setembro de 2017.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

A SERENATA



Adélia Prado
 
Uma noite de lua pálida e gerânios
ele viria com boca e mãos incríveis
tocar flauta no jardim.
Estou no começo do meu desespero
e só vejo dois caminhos:
ou viro doida ou santa.
Eu que rejeito e exprobro
o que não for natural como sangue e veias
descubro que estou chorando todo dia,
os cabelos entristecidos,
a pele assaltada de indecisão.
Quando ele vier, porque é certo que vem,
de que modo vou chegar ao balcão sem juventude?
A lua, os gerânios e ele serão os mesmos
— só a mulher entre as coisas envelhece.
De que modo vou abrir a janela, se não for doida?
Como a fecharei, se não for santa?       
                                                                       

domingo, 26 de novembro de 2017

Do Ausente aos Presentes


(Discurso como Patrono dos Formandos em Direito da UniNassau 2017.1)
Rodolfo Pamplona Filho

Do Ausente aos Presentes,
transmito a saudação
de quem queria cantar a canção,
mas não pode esperar
ver a banda passar...

Do Ausente aos Presentes,
mando um forte abraço,
daqueles que parecem um amasso,
de quem sonhou o momento
de dividir todo o sentimento.

Do Ausente aos Presentes,
registro a minha alegria
de, em excelente companhia,
ter sido homenageado
para este momento encantado.

Do Ausente aos Presentes,
lembro que patrono é
quem se conta para o que der e vier,
sendo o exemplo e o defensor
daquele que o homenageou.

Do Ausente aos Presentes,
faço a solene promessa
de que tudo que interessa
no decorrer de sua trajetória
terá minha presença compulsória.

Do Ausente aos Presentes,
agradeço a honra imensa,
verdadeira recompensa
para um magistério não presencial
de livros, palestras e mundo virtual.

Do Ausente aos Presentes,
deixo a inabalável certeza
de que mesmo não estando na mesa,
estou aqui de outra forma,
sem burlar qualquer outra norma.

Do Ausente aos Presentes,
apresento meu compromisso
de que jamais serei omisso
na caminhada a seguir


por onde o destino nos unir.

Do Ausente aos Presentes,
trago a mensagem
de que o mundo pede passagem
e que não se pode perder
a razão da sede de viver.

Do Ausente aos Presentes,
canto que é preciso
estar de sobreaviso
para as surpresas e armadilhas
que nos esperam a cada trilha.

Do Ausente aos Presentes,
ensino a derradeira lição
de que a flor sobrevive ao canhão
e de que a poesia tem mais verdade
do que todas as leis da humanidade.

Do Ausente aos Presentes,
aconselho a cuidar mais da alma,
pois tudo mais vem com calma
e o mundo é por demais cruel
com aqueles que somente fazem seu papel

Do Ausente aos Presentes,
oriento que não se deve perder
a oportunidade de dizer
que só o amor nos diferencia
de quem apenas espera o fim do dia.

Do Ausente aos Presentes,
choro o meu lamento
da impossibilidade de comparecimento
para estar na retina e na fotografia
da recordação de sua biografia.

Do Ausente aos Presentes,
espero que este poema
seja, então, a minha recordação
para guardar no ecossistema
do fundo do seu coração.

Declamado em 21 de outubro de 2017, em Salvador/BA.

sábado, 25 de novembro de 2017

Retalhos de mim,


Rosana Bouleh

Retalhos de mim,
pedaços de seda, viscose, lã e algodão.
Tem também pecados de chita e poliéster pra completar o meu eterno Patchwork em formação.
Retalhos de mim,
não são pedaços de mim, são partes de um pedaço que há em mim, onde não mora a razão.
Onde as ideias se encontram, as paixões adentram, a loucura é ardente e me faz sentir emoção.
Retalhos de mim,
não são fatias do que sobrou, mas o lado saboroso da bolacha que restou, a parte mais engraçada da piada contada, o doce gostoso quando a vida insiste em amargar,
o arrepio sem frio de uma noite de amor.
Retalhos de mim,
guarda as verdades de um amor que ficou, do cheiro do perfume que impregnou, do toque que enfeitiçou, da alma que nunca mais se encontrou... no mosaico de paixão que dentro de mim você desenhou.
Rosana Bouleh... rabiscos...

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Arquitetura de Impacto


Rodolfo Pamplona filho

Paralelas
Iluminações
Passarelas
Calçadões
Subterrâneas
Construções
Contemporâneas
Inovações

Toda mudança choca,
pois o apego à segurança
 do que se passou
(e não voltará jamais)
termina por travar
o avanço ou evolução
do que veio para ficar
e não apenas ser saudade.

Seja a pirâmide
para o Louvre
ou Chagall para o teto
da ópera de Paris,
o que é novo
gera repulsa
de quem vive a nostalgia
e não vê a realidade.

Seja no Porto
ou em Salvador,
novas tecnologias
sempre terão um opositor,
pois a essência
da resposta natural
a qualquer mudança
é a negativa total.

Mais difícil
do que transformar
é conseguir superar
a resistência,
pois nem todos percebem
que simplesmente mudar
pode ser a única forma
de sobrevivência.


Salvador, 20 de agosto de 2017.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Do pretérito



João Victor Braga

O que é o passado?
Aquilo que se passou?
O momento que se concretizou?
O período nostálgico?
O instante de embate?
O minuto mal vivido?
Ou segundo exaurido?
Qual é a finalidade do passado?
É esquecer?
É lembrar e estremecer?
É se queixar daquilo que não foi acabado?
É se arrepende por não ter esforçado?
É se alegrar por ter amado?
Ou se entristecer por ter odiado?
No que consiste o passado?
É esconder aquilo que foi vivenciado?
É expressar as virtudes que foram alcançadas?
É se confessar por ter errado?
É recorda daquilo não se fez?
Ou se alegrar por ter enfrentado?
Na verdade, a definição do passado
Se materializa de acordo a vontade
Em cultivar o presente
Almejando o futuramente
Valorizando cada instante
Como se fosse o ultimo pertencente tempo em se conquistar!

09/11/2017, Teixeira de Freitas

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Declaração de Paternidade


Rodolfo Pamplona  Filho

Reconhecer
a paternidade
é mostrar ao mundo
a verdade
de que todo homem
pode se projetar
além do fim
da sua própria vida.

Aceitar
a paternidade
não é capitular
de uma luta,
mas sim vivenciar
o doce sentimento
que faz superar
qualquer sofrimento.

Assumir
a paternidade
é mais que garantir
o papel passado:
é viver
o papel presente
e saber
seu papel no futuro.

Salvador, 19 de setembro de 2017.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Poeminha do Contra



Mario Quintana

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Eu só quero que você me ame...



Rodolfo Pamplona filho

Eu só quero que você me ame...
E que não fique me batendo...
E não fique desconfiando de mim...
E não interprete cada ato meu
como se fosse algo contra você...

Eu só quero que você me ame...
Eu só quero amor somente...
E que não desconte em mim
por coisas que eu não fiz
ou nem sei o que é...

Eu só quero que você me ame...
E que não me maltrate...
E nao ache que todo comentário meu
seja uma crítica ou acusação
que exija defesa ou ser rebatida...

Eu só quero que você me ame...
Amor para sempre...
Amor pungente...
Amor fervente...
Amor decente...

Eu só quero que você me ame...
Amor urgente
Amor bem quente...
Amor somente...
Somente amor.

São Paulo, 23 de setembro de 2017.

domingo, 19 de novembro de 2017

Lua adversa



Cecília Meireles

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua…
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua…)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua…
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu…

sábado, 18 de novembro de 2017

Histeria



Rodolfo Pamplona Filho

Uma multidão reunida
esperando a chegada
do amado protagonista

Olhares fascinados,
apenas vidrados
para não perder nada.

Como se algo pudesse
realmente ser perdido
em uma fração de segundo.

E chega a hora!
gritos na expectativa
e na efetiva entrada

O Culto começa:
Palavras de ordem
expressas em Canções

Palmas e Coros
Brados e Braços
levantados na Catarse

Luzes e som
em todos os lados
e em cada canto...

Na Adoração,
pouca diferença há
entre Sacerdotes, cantores
ou líderes políticos:
Tudo coopera para
a manifestação da histeria.

São Paulo, 23 de setembro de 2017, assistindo um show...

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

O Girassol



Vinicius de Moraes
 

Sempre que o sol
Pinta de anil
Todo o céu
O girassol
Fica um gentil
Carrossel

Roda, roda, roda
Carrossel
Roda, roda, roda
Rodador
Vai rodando, dando mel
Vai rodando, dando flor

Sempre que o sol
Pinta de anil
Todo o céu
O girassol
Fica um gentil
Carrossel

Roda, roda, roda
Carrossel
Gira, gira, gira
Girassol
Redondinho como o céu
Marelinho como o sol

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Mulher Brasileira



Rodolfo Pamplona Filho

A mulher brasileira batalha
e enfrenta a luta diária.
Ela não tem medo da vida.
Ela não tem medo de nada.
Ela não quer pena
ou condescendência:
ela só quer respeito
e consciência
para construir seu caminho
e conquistar seu espaço
Marias, Helenas,
Fernandas, Marinas,
Moanas, Cecílias,
Marianas, Luizas,
Julianas, Emilias,
Marcellas, Patrícias,
Cristianes, Renatas,
Alines, Cristinas
Todas elas guerreiras
Todas elas meninas
Todas elas mulheres
Todas elas humanas.



Salvador, 04 de agosto de 2017.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Nadador



Cecília Meireles

O que me encanta é a linha alada
das tuas espáduas, e a curva
que descreves, pássaro da água!

É a tua fina, ágil cintura,
e esse adeus da tua garganta
para cemitérios de espuma!

É a despedida, que me encanta,
quando te desprendes ao vento,
fiel à queda, rápida e branda

E apenas por estar prevendo,
longe, na eternidade da água,
sobreviver teu movimento…

terça-feira, 14 de novembro de 2017

O fim


Rodolfo Pamplona Filho

Não pense que algo termina,
seja uma vida, um emprego
ou mesmo um casamento,
porque outra opção surgiu.
Se for por isso,
sempre haverá
outro olhar a comparar.
Só se termina algo
porque não tem mais
como continuar.
Termina-se algo
porque as coisas mudaram,
sentimentos se transformaram,
o mundo efetivamente girou...


Salvador, 30 de setembro de 2017.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Cansou




Letra: Adelmo Schindler Jr. e Rodolfo Pamplona Filho
Música: Adelmo Schindler Jr.

Eu, sem saber,
inventei a verdade:
tentei viver
sem olhar pra cidade

Hoje nem sei
o que é coragem:
triste, sentei
na dura paisagem

Ela falou que
não tava tão tarde...
Pintou seu lábio
e saiu sem saudade.

O seu olhar
procura beleza...
É pena eu não virar
o que ela deseja...

Eu queria ser
o seu belo presente
e não perceber
o que ela sente.

Agora não dá!
A tampa fechou
O frio já tá
A vida cansou...
cansou de fazer
cansou de cansar
cansou de doer

cansou de amar.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O amor é confuso



Rodolfo Pamplona Filho

O amor é confuso.
Se não fosse confuso, não seria amor
Poderia ser paixão. Muito mais simples.
Paixão explode, é intensa.
Quando acalma, acaba.
Pronto, passou.

O amor é confuso.
O amor é tão confuso, que teima em viver
um tempo não vivido.
São as lembranças dos dias felizes,
um planejamento de futuro
e ainda tem o se,
aquele do futuro do pretérito.

O amor é confuso.
O amor não pensa, só sente.
Por não pensar, não tem razão.
Não é certo e nem errado.
Pode ser triste e,
no minuto seguinte,
te deixar em êxtase.

O amor é confuso.
Ficamos admirando
o objeto do nosso amor,
da nossa devoção,
embasbacados,
sem saber se partimos
ou se ficamos.

O amor é confuso.
É difícil viver com ele
É difícil viver sem ele
É impossível não querer vivê-lo.
É impossível passar por ele sem sofrer.

O amor é confuso.
Mas não vale a pena
ter vivido
se não tiver sido experimentado
pelo menos uma vez...

Salvador, 20 de agosto de 2017

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Você Não Me Ensinou a Te Esquecer


Caetano Veloso 

Não vejo mais você faz tanto tempo
Que vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços
É verdade, eu não minto

E nesse desespero em que me vejo
Já cheguei a tal ponto
De me trocar diversas vezes por você
Só pra ver se te encontro

Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando me encontrar

E nesse desespero em que me vejo
Já cheguei a tal ponto
De me trocar diversas vezes por você
Só pra ver se te encontro

Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando me encontrar

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Do Ausente aos Presentes


(Discurso como Patrono dos Formandos em Direito da UniNassau 2017.1)
Rodolfo Pamplona Filho

Do Ausente aos Presentes,
transmito a saudação
de quem queria cantar a canção,
mas não pode esperar
ver a banda passar...

Do Ausente aos Presentes,
mando um forte abraço,
daqueles que parecem um amasso,
de quem sonhou o momento
de dividir todo o sentimento.

Do Ausente aos Presentes,
registro a minha alegria
de, em excelente companhia,
ter sido homenageado
para este momento encantado.

Do Ausente aos Presentes,
lembro que patrono é
quem se conta para o que der e vier,
sendo o exemplo e o defensor
daquele que o homenageou.

Do Ausente aos Presentes,
faço a solene promessa
de que tudo que interessa
no decorrer de sua trajetória
terá minha presença compulsória.

Do Ausente aos Presentes,
agradeço a honra imensa,
verdadeira recompensa
para um magistério não presencial
de livros, palestras e mundo virtual.

Do Ausente aos Presentes,
deixo a inabalável certeza 
de que mesmo não estando na mesa,
estou aqui de outra forma,
sem burlar qualquer outra norma.

Do Ausente aos Presentes,
apresento meu compromisso
de que jamais serei omisso
na caminhada a seguir


por onde o destino nos unir.

Do Ausente aos Presentes,
trago a mensagem
de que o mundo pede passagem
e que não se pode perder
a razão da sede de viver.

Do Ausente aos Presentes,
canto que é preciso
estar de sobreaviso
para as surpresas e armadilhas
que nos esperam a cada trilha.

Do Ausente aos Presentes,
ensino a derradeira lição
de que a flor sobrevive ao canhão
e de que a poesia tem mais verdade
do que todas as leis da humanidade.

Do Ausente aos Presentes,
aconselho a cuidar mais da alma,
pois tudo mais vem com calma
e o mundo é por demais cruel
com aqueles que somente fazem seu papel

Do Ausente aos Presentes,
oriento que não se deve perder
a oportunidade de dizer
que só o amor nos diferencia
de quem apenas espera o fim do dia.

Do Ausente aos Presentes,
choro o meu lamento 
da impossibilidade de comparecimento
para estar na retina e na fotografia
da recordação de sua biografia.

Do Ausente aos Presentes,
espero que este poema
seja, então, a minha recordação
para guardar no ecossistema
do fundo do seu coração.

Declamado em 21 de outubro de 2017, em Salvador/BA.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Do prazer em esquecer



João Victor Braga

O que lembro que te
Esqueci!
Da sua astucia e bravura
Do dinamismo dissipado em
Mim!
Dos sermões robustos
Das palavras inexoráveis
Da sua forma de lastimar
Os desejos alheios que porventura
Es em admirar!
Da volitividade de te ter
Impugnando a compunção em
Te afligir..
O sabor da sua alma
Peculiarizado pela formidável
Fragrância do apolíneo anseio
Que vem a mim sugestionar
Arremata eu em dizer
Que todas as vezes que te esqueço
Meu pensamento preconiza a ti
Assim, a finalidade em olvidar
E lembrar você.

21/10/2017

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

domingo, 29 de outubro de 2017

O Poema que Aconteceu



Carlos Drummond de Andrade

Nenhum desejo neste domingo
nenhum problema nesta vida
o mundo parou de repente
os homens ficaram calados
domingo sem fim nem começo.

A mão que escreve este poema
não sabe o que está escrevendo
mas é possível que se soubesse
nem ligasse.

sábado, 28 de outubro de 2017

Momentos Felizes


Rodolfo Pamplona Filho

Não dá para ser
feliz o tempo todo,
nem acreditar que
é para sempre
a felicidade que contagia
aquele que está curtindo...
O importante é
saber viver
os momentos felizes
ou, ainda mais,
saber extrair,
tal qual Poliana,
a alegria de cada instante,
como a água de um cactos
ou um suco de uma fruta
que já passou o tempo
de ser comida...
É preciso aproveitar
os momentos felizes...

Puerto Varas-Chile, 02 de julho de 2012.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Na tua pele




Manuel Alegre

Na tua pele toda a terra treme
alguém fala com Deus, alguém flutua
há um corpo a navegar e um anjo ao leme.

Das tuas coxas pode ver-se a Lua
contigo o mar ondula e o vento geme
e há um espírito a nascer de seres tão nua...

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Amor e Dor

 

Rodolfo Pamplona 

Falar de amor
muitas vezes
invoca um bordão 
ou uma rima pobre...
como se não houvesse
outra parelha para amar 
que não seja sofrer...
A saudade faz parte 
da vida de quem ama,
como o sono para a cama,
o teto para a casa
e o vento para a asa...
Amar é muito bom, 
mas também dói
Antes de amar,
preferia viver 
sem sentir dor...
Hoje acho melhor 
sentir dor 
do que não 
conhecer o amor...
As vezes acho que 
poderia simplificar tudo...
Bastava não amar...
Por que precisar 
tanto de alguém?
Não sei porque,
mas sei que 
preciso e muito...
Achava que não precisava
de nada, mas descobri 
que não sei ficar sem você...
Amar não é voluntário...
Se fosse, seria mais fácil...
E nunca se tem 
por inteiro:
sempre uma parte!
Para qualquer outra coisa,
seria muito pouco,
mas, para o amor,
cada segundo é 
uma eternidade,
seja na distância,
seja na intensidade...
Como saber o que fazer?
Não precisa saber... 
Basta sentir, amar e viver...

Boston, 29 de junho de 2016.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Certos amores



Martha Medeiros

Aquele amor poderia ter me matado
Como mata centenas de mulheres por aí
Certos amores não passam
De uma bomba a ser desativada a tempo...

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Ele sabe que nunca serei ela


Rodolfo Pamplona Filho 
Eu o perdoo
por ter medo
Eu não perdoo
por ser covarde
Eu não resisto
a me entregar ao prazer
do seu corpo
só para me divertir
e me perco
na armadilha do amor

Se eu fosse ele,
eu nunca me deixaria ir...
Mas não sou...
Eu deveria parar
de lembrar que
nunca serei ela

Odeio amar você
Não consigo colocar
mais ninguém
acima de você...
Completamente sozinha,
As vezes você me mata lentamente...
Talvez o erro seja meu
Eu só queria ser feliz...

Salvador, 17 de abril de 2017.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

As faces do eu na temporalidade.



Antonio Lafayette.

As faces do eu na temporalidade.

A solidão nos atormenta silenciosamente

Na presença encontramos solidão

E a tormenta silenciosa se revela aos olhos dos (des)amparados

Revele-se e descubra a sua identidade

Ou esconda-se da sua timidez

Busca-se verdade(s) no desamparo dos desesperados ou na certeza dos letrados

Encontre-se com o alter no seu ego

O ego não suporta o super-ego

Encontre-se na perdição, pois a certeza te condenou a solidão

Mas solidão silencia sua tormenta e a tormenta alimenta sua ilusão.

Ilusão do que seremos, do que somos ou do que fomos, num jogo de superposição de tempo

Passado, presente, futuro se entrelaçam na minha visão, esclarecida ou obscurecida na minha ilusão

Aprendi que excesso de luz pode gerar escuridão

Assim como a verdade do-ente pode atormentar a sua mente.

Viver na racionalidade é um devaneio da loucura, pois nada menos humano que a falta de loucura.


domingo, 22 de outubro de 2017

Trabalho denso, tenso e intenso


Rodolfo Pamplona


Densidade
como algo cada dia
mais profundo,
em que se cai
sem saber se e quando
se alcança o fundo.

Tensão
como algo que não desliga,
pois, a cada momento,
tudo pode mudar
com um acidente, uma chamada
ou um novo elemento.

Intensidade
como algo que nunca cessa,
pois a opressão
castra a iniciativa,
limita a perspectiva
e cala a opinião.

É preciso aprender
a finalmente sobreviver
à benção convertida em maldição,
ao prêmio que virou castigo
do trabalho denso,
tenso e intenso

São Paulo, 21 de junho de 2016.

sábado, 21 de outubro de 2017

SANGRANDO



Antonio Lafayette.

Intensidade morta
Mortificação da sobrevivência
A voz que não nos revela
Mas que sangra o olhar
A moral que reprime (des)amparados
Lança-nos no viver ausente
Encontramo-nos na origem imaginária
O utópico real, o lugar do desejo não permitido
Pertence-se ao inexistente
Inexistência do viver, do desejo
Os olhos sangram, a voz mente
Manifestação inautêntica
Tempo e representação
 Intensidade sangrando


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Carinho



Rodolfo Pamplona Filho

Preciso demais
Preciso de mais
Preciso de monte
Preciso para ontem...
Preciso para frente...
Preciso para sempre...
Preciso loucamente
Preciso serenamente
Preciso não ser mais sozinho
Preciso imensamente de carinho.

Salvador, 31 de julho de 2012.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Um... [Indefinido]



Anna Clara Andrade de Oliveira

Um... [Indefinido]

(...) Um rio negro e profundo,

Que corre sem parar,

Sem reparar as margens,

A grandeza do mar é o seu destino.

Este rio é uma vida!

Negro, difícil de olhar por sua superfície;

Profundo, que esconde sua essência como se temesse que algo a roubasse ou entendesse.

Um rio de carne e osso;

É um livro de sangue escrito em uma língua que já não existe.

Queria poder ser capaz de achar todas as respostas,

Mas me limito.

Queria poder ler no mínimo sua sinopse,

Mas não consigo nem mesmo ler a minha!

E dentro de tudo isso o tempo passa

E acaba que quem deságua no mar sou eu.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Provar a Dor


Rodolfo Pamplona Filho 

Ver-te no provador
é provar a dor
de não ter-te,
mas entreter-te
para provar que a dor
verte a cada ver-te
sem ter-te,
na vertente
de ter uma prova
de que serei só teu.



Salvador, 06 de abril de 2017.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Reforma Trabalhista


Cyntia Possídio

Deram-me vinte minutos para falar do meu tema,
Mas a verdade é que nele enxergo outro problema
De amplitude maior do que ousei supor,
E a partir destes versos tentarei lhes expor.
Se nos dedicamos a analisar pormenorizadamente a questão,
Veremos que a disputa dá-se entre os poderes da Nação.
Judiciário e Legislativo, como se isso fosse possível,
Travam uma batalha em torno do Direito, invocando seus super poderes para prevalecer o que pensam de qualquer jeito.
Aos que têm jurisdição opõem-se aqueloutros com a legislação,
Trocando em miúdos o que querem dizer talvez façam os homens de toga a lei obedecer.
À provocação que lhes é feita, de modo reativo,
Respondem os homens de preto com ativismo,
E nesse cabo de guerra flagrantemente instituído,
Destina-se à sociedade o maior prejuízo.
Haveríamos, em pleno século XXI, de estarmos discutindo o feixe de poderes que lhes é atribuído?
Ou deveríamos estar aprimorando os direitos que já foram concebidos?
No assunto em questão não há novidade: a matéria foi posta sem discussão dar margem.
O papel dos sindicatos foi constitucionalmente reconhecido e Convenções da OIT isso reverberaram no mesmo sentido.
Mas no vazio normativo ou inação dos atores sociais investidos da função,
Não foram poucas as vezes que a jurisdição deu lugar à inovação.
A proliferação de normas apartadas do processo legislativo
Resultou num sistema de segurança jurídica desprovido,
Deixando sem rumo, no caso do Direito do Trabalho, sindicato, empregador e empregado.
E para corrigir essa distorção que se revela mais ampla, é preciso dizer o que já está dito,
Chegando ao extremo de se criar até princípio,
Como forma de criar uma barreira de contenção, limitando o Judiciário em sua atuação.
E nessa incessante peleja, há quem na reforma nada de bom veja!
Blocos antagônicos se formam, dos que não gostam e dos que com ela concordam,
Turvando, asim, a nossa visão, tirando-nos o foco do que está em questão:
Não é a prevalência do negociado sobre o legislado em matéria trabalhista,
Mas aonde chegaremos com essa postura beligerante e maniqueísta!

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Ele sabe que nunca serei ela


Rodolfo Pamplona Filho 
Eu o perdoo
por ter medo
Eu não perdoo
por ser covarde
Eu não resisto
a me entregar ao prazer
do seu corpo
só para me divertir
e me perco
na armadilha do amor

Se eu fosse ele,
eu nunca me deixaria ir...
Mas não sou...
Eu deveria parar
de lembrar que
nunca serei ela

Odeio amar você
Não consigo colocar
mais ninguém
acima de você...
Completamente sozinha,
As vezes você me mata lentamente...
Talvez o erro seja meu
Eu só queria ser feliz...

Salvador, 17 de abril de 2017.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

A Minha Felicidade



Friedrich Nietzsche

Depois de estar cansado de procurar
Aprendi a encontrar.
Depois de um vento me ter feito frente
Navego com todos os ventos.