sábado, 27 de setembro de 2014

O Ocaso

O Ocaso

Rodolfo Pamplona Filho
Dos dias
Do calor
Das vidas
Do amor
De nada
De tudo
Do nada
Do mundo


Bogotá, 05 de outubro de 2013, em conexão para o Brasil, olhando o entardecer...

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

TIRA O PAU OU DEIXA COMO ESTÁ?





Calma lá! Não é pornografia, é um fato real
*Leia a interessante notícia publicada em um jornal sobre o curioso caso da mulher que queria tirar o pau.*O Tribunal de Justiça de Brasília teria recebido o seguinte requerimento:"Esmeraldas, 5 de Março de 2002. Eu, Maria José Pau, gostaria de saber da possibilidade de se abolir o sobrenome Pau de meu nome, já que a presença do Pau tem me deixado embaraçada em várias situações. Desde já, antecipo agradecimento e peço deferimento. Maria José Pau"
A resposta:Em resposta, o Tribunal teria lhe enviado a seguinte mensagem padrão: 


"Cara Senhora Pau, sobre sua solicitação de remoção do Pau, gostaríamos de lhe dizer que anova legislação permite a retirada do seu Pau, mas o processo é complicado. Se o Pau tiver sido adquirido após o casamento, a retirada é mais fácil, pois, afinal de contas, ninguém é obrigado a usar o Pau do marido se não quiser.Se o Pau for de seu pai, se torna mais difícil, pois o Pau a que nos referimos é de família, e vem sendo usado por várias gerações. Se a senhora tiver irmãos ou irmãs, a retirada do Pau a tornaria diferente do resto da família. Cortar o Pau de seu pai, pode ser algo que vá chateá-lo.Outro problema, porém, está no fato de seu nome conter apenas nomes próprios e poderá ficar esquisito caso não haja nada para colocar no lugar do Pau. Isso sem falar que, caso tenha sido adquirido com o casamento, as demais pessoas estranharão muito ao saber que a senhora não possui mais o Pau de seu marido.Uma opção viável, seria a troca da ordem dos nomes. Se a senhora colocar o Pau atrás da Maria e na frente do José, o Pau pode ser escondido, porque a senhora poderia assinar o seu nome como Maria P. José. Nossa opinião é a de que esse preconceito contra esse nome já acabou há muito tempo e que, já que a senhora já usou o Pau do seu marido por tanto tempo, não custa nada usá-lo um pouco mais. Eu mesmo possuo Pinto, sempre ousei, e muito poucas vezes o Pinto me causou embaraços 
Atenciosamente,Geraldo Pinto Soares Desembargador do Tribunal de Justiça - Brasília/DF" 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Equinócio

Equinócio

Rodolfo Pamplona Filho
Março ou setembro:
não importa se me lembro
qual é realmente
o semestre presente
ou a estação do ano!
O fundamental, sem engano,
é aproveitar o momento
em que cessa todo lamento
para apenas presenciar o Sol,
quando ele está mais iminente,
sentindo-se, de novo, gente
e nunca mais se sentir só...


Quito, 03 de outubro de 2013.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Emoção sem perder a noção

>> Emoção sem perder a noção
>>
>> A poesia é muito linda
>> Sempre muito bem vinda
>> Mas em mim serviu de guarida
>> A um amor que não tem mais vida
>>
>> E por assim dizer que virou ferida
>> Não me arrependo da minha vida
>> A ela devo tudo que me fez sentida
>> Porque na vida só nos resta poder sentir a vida
>>
>> Ter o que lembrar
>> E até mesmo porque chorar
>> O sorriso não seria tão sincero
>> Se tudo que fiz não foi porque quero
>>
>> Quero nessa vida ter o que recordar
>> Daqueles beijos que me fez sonhar
>> E com muitos mais planos poder receber 
>> O sentimento belo que me faz florescer
>>
>> Virar um jardim
>> Flor que perfuma além de mim
>> Foi Ele quem mandou
>> E meu filho em mim originou
>>
>> Tenho hoje o amor mais sincero
>> E por isso se fez mais belo
>> Não que se merce o amor
>> Só que esse não veio com dor
>>
>> Expectativas além da vida
>> Deixo assim aquilo que pensei além da partida 
>> Hoje cansei de acompanhar 
>> Quero minha família agora desfrutar
>>
>> E todo suor que até então derramei
>> Coloco nos versos que sempre chorei
>> Nas mãos do Senhor deixo o destino
>> E nas minhas carrego todas as chances em desatino
>>
>> Fazer da vida uma roda gigante
>> Torna da mulher um ser inconstante
>> Mas se inconstante também é a vida
>> Constante será a dor da ferida
>>
>> Voltar ao passado
>> Ainda que revelado
>> Não trará a nenhum ser acordado
>> Nada além de um culpado
>>
>> Mas se culpado não há
>> O tempo perdido estará
>> Então tem razão
>> Aquele que segue em frente com seu alazão
>>
>> Com folha e papel na mão
>> Viverei qualquer emoção
>> Em qualquer verso farei sentido
>> Àquilo que não foi esquecido
>>
>>

>> (Vanessa Bacilieri)

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Pequenas Verdades Acadêmicas (em 3 linhas)

Pequenas Verdades Acadêmicas (em 3 linhas)

Rodolfo Pamplona Filho
Desconfie de quem
não consegue tratar
um garçom com educação.

O que é combinado
verdadeiramente
não é caro ou barato.

Títulos só podem
ser menosprezados
por quem os detém.

Destacar-se em certas atividades
não significa ter cultura para
discutir outros assuntos.

Sisudez não é sinônimo de seriedade,
mas respeito e educação ajudam
a demonstrar compromisso.

Formalidade não garante resultado,
mas permite a sensação de que
foi feito o que se podia fazer.

Displicência com a liturgia
transparece mais indolência
do que domínio da matéria.

Conteúdo e forma são dialéticos:
um decorre e necessita do outro
para alcançar a verdadeira síntese.


Salvador, 06 de outubro de 2013.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Poema "If", de Rudyard Kipling, em tradução de Guilherme de Almeida.

Poema "If", de Rudyard Kipling, em tradução de Guilherme de Almeida.

Se

Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;

Se és capaz de pensar --sem que a isso só te atires,
De sonhar --sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder , sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: "Persiste!";

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que mais --tu serás um homem, ó meu filho!

If

If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you,
If you can trust yourself when all men doubt you
But make allowance for their doubting too,
If you can wait and not be tired by waiting,
Or being lied about, don't deal in lies,
Or being hated, don't give way to hating,
And yet don't look too good, nor talk too wise;

If you can dream--and not make dreams your master,
If you can think--and not make thoughts your aim;
If you can meet with Triumph and Disaster
And treat those two impostors just the same;
If you can bear to hear the truth you've spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
And stoop and build 'em up with worn-out tools;

If you can make one heap of all your winnings
And risk it all on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breath a word about your loss;
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: "Hold on!"

If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with kings --nor lose the common touch,
If neither foes nor loving friends can hurt you;
If all men count with you, but none too much,
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds' worth of distance run,
Yours is the Earth and everything that's in it,
And --which is more-- you'll be a Man, my son!



domingo, 21 de setembro de 2014

Azulejos Quebrados (Soneto Desconectado)



Azulejos Quebrados (Soneto Desconectado)

Rodolfo Pamplona Filho
Do lixo à arte
Restos de parte
do que já serviu
e que servirá novamente

para adornar lindamente
o que outrora era feio
e, hoje, tornou-se belo,
como jamais se pensou ser...

na lógica do reciclar
azulejos quebrados
em novos formatos

de rostos, bichos e ditados,
surgindo de todos os lados,
sempre a nos encantar.


Guayaquil, 01 de outubro de 2013.