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quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Aldrava

 




Rodolfo Pamplona Filho



 Aldrava 


Aljava 


A porta  


ou a trava 


A saída  


ou a arma  


A paz  


ou o Karma  


 


Salvador, 24 de janeiro de 2021

sábado, 31 de maio de 2025

Aldrava



 

Rodolfo Pamplona Filho


Aldrava 

Aljava 

A porta  

ou a trava 

A saída  

ou a arma  

A paz  

ou o Karma  



Salvador, 24 de janeiro de 2021

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Os A’s da Depressão

 



Observe os “A”’s

da sua própria vida,

para não cair na tentação 

de sucumbir à depressão.


Veja o “A” de Angústia,

em que a sensação 

de inquietação 

e de não caber em si

fulmina a possibilidade 

revigorante da paz


Veja o “A” de Apatia,

em que o desinteresse 

da vida e de tudo mais

sobrepuja o gosto de viver

o que pode estar por trás 


Veja o “A” de Anergia,

em que o cansaço 

e a letargia 

dominam o corpo,

retirando a energia

como se desliga uma tomada…


Veja o “A” de Anedonia,

em que a ausência de prazer

torna enfadonho 

tudo que se faz,

como se nada prestasse mais…


Angústia, Apatia,

Anergia, Anedonia

“A” de armadilha,

que ataca a mente

e o coração.


Salvador, 03 de dezembro de 2021

sábado, 16 de outubro de 2021

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Verbo julgar




Eu quero eliminar, para mim, 

a 1ª pessoa do singular do verbo julgar.

Será factível?

Será possível?


Vivo me policiando

Me esquivando!

Deixa o juiz fazer isso!

É difícil, mas não impossível!


Será que eu julgo quando penso

que alguém está julgando?

Já estou conjecturando?

Daqui a pouco, estão me observando.


A vida: o imponderável!

E se eu falho?

Lá vem julgamento 

de todos os lados!


Sério! Tenho preocupando-me muito 

em não julgar. Exercício diário benéfico! Estou me esforçando, com afinco,

para não fazer mais isto.


É tarefa árdua,

todavia tenho evitado essa prática,

por vezes, nefasta

por vezes, ingrata!


Ao perceber a sociedade julgando, 

e, a todo instante, pessoas, 

fora da atuação típica, analisando, sobretudo crimes, pego-me em pânico!


Ando deixando que o magistrado

faça esse trabalho, afinal,

ele sim 

foi para isso talhado!


Difícil libertar-me do Direito,

que me ensinou

a decidir, mas que bom chegou

a Psicologia que me ensinou a refletir!


O Direito, pragmático,

mostrou-me como agir! Conduziu-me

na busca por soluções imediatas.

A Psicologia me fala que tenho que sentir!


Soltei

a minha alma,

começando

a estudá-la!


O Direito nos faz, por vezes,

ter posições firmes demais!

A Psicologia acolhe, nem sempre resolve,

porém envolve!


Estas duas profissões 

deveriam andar lado a lado!

Travariam um excelente diálogo!

O nosso Direito é deveras orgulhoso!


O Direito fala!

A Psicologia escuta!

Ele procura justiça.

Ela corre atrás da paz.


Evidentemente, justiça traz paz,

mas e para parte que não se satisfaz?

Tem muita gente aguerrida,

que gosta de mexer na ferida!


Aí, a Psicologia pode acalmar!

Pode trazer vida 

para a pessoa

que desanima!


Em muitos casos, é melhor fechar a porta do passado.

Depois de estudado o nosso caso,

é bom seguir avante! Confiante!


Para mim funcionou assim:

Deixei o radicalismo de lado!

A Psicologia virou minha rainha;

O Direito, meu amigo do peito! 


Perfeito encontro! 

Excelente contraponto!

Estudar sempre!  Aprender!

Crescer!


Agora, só me debruço

em algum assunto

se tenho algo a decidir

Já é demais para mim!


O Direito jamais ficará esquecido!

Ele é fundamental!

Essencial!

Na verdade, a ciência jurídica é linda!


Não gosto é deste nosso ordenamento jurídico! Frio!

Não se curva à filosofia! 

Não se aproxima da sociologia!


Não conversa com outras ciências!

Não troca ideia com a Psicologia

Isso eu reparo!

É falho!


Tenho que reconhecer um movimento tímido, caminhando nesse sentido.

Deus, já estou eu julgando?

Vou me calando!


Vou me penitenciando!

Tenho esperança que o homem, 

que opera o Direito,

fique cada vez mais humano!


Lu Jorge

segunda-feira, 28 de junho de 2021

quinta-feira, 25 de março de 2021

Verbo julgar




Eu quero eliminar, para mim, 

a 1ª pessoa do singular do verbo julgar.

Será factível?

Será possível?


Vivo me policiando

Me esquivando!

Deixa o juiz fazer isso!

É difícil, mas não impossível!


Será que eu julgo quando penso

que alguém está julgando?

Já estou conjecturando?

Daqui a pouco, estão me observando.


A vida: o imponderável!

E se eu falho?

Lá vem julgamento 

de todos os lados!


Sério! Tenho preocupando-me muito 

em não julgar. Exercício diário benéfico! Estou me esforçando, com afinco,

para não fazer mais isto.


É tarefa árdua,

todavia tenho evitado essa prática,

por vezes, nefasta

por vezes, ingrata!


Ao perceber a sociedade julgando, 

e, a todo instante, pessoas, 

fora da atuação típica, analisando, sobretudo crimes, pego-me em pânico!


Ando deixando que o magistrado

faça esse trabalho, afinal,

ele sim 

foi para isso talhado!


Difícil libertar-me do Direito,

que me ensinou

a decidir, mas que bom chegou

a Psicologia que me ensinou a refletir!


O Direito, pragmático,

mostrou-me como agir! Conduziu-me

na busca por soluções imediatas.

A Psicologia me fala que tenho que sentir!


Soltei

a minha alma,

começando

a estudá-la!


O Direito nos faz, por vezes,

ter posições firmes demais!

A Psicologia acolhe, nem sempre resolve,

porém envolve!


Estas duas profissões 

deveriam andar lado a lado!

Travariam um excelente diálogo!

O nosso Direito é deveras orgulhoso!


O Direito fala!

A Psicologia escuta!

Ele procura justiça.

Ela corre atrás da paz.


Evidentemente, justiça traz paz,

mas e para parte que não se satisfaz?

Tem muita gente aguerrida,

que gosta de mexer na ferida!


Aí, a Psicologia pode acalmar!

Pode trazer vida 

para a pessoa

que desanima!


Em muitos casos, é melhor fechar a porta do passado.

Depois de estudado o nosso caso,

é bom seguir avante! Confiante!


Para mim funcionou assim:

Deixei o radicalismo de lado!

A Psicologia virou minha rainha;

O Direito, meu amigo do peito! 


Perfeito encontro! 

Excelente contraponto!

Estudar sempre!  Aprender!

Crescer!


Agora, só me debruço

em algum assunto

se tenho algo a decidir

Já é demais para mim!


O Direito jamais ficará esquecido!

Ele é fundamental!

Essencial!

Na verdade, a ciência jurídica é linda!


Não gosto é deste nosso ordenamento jurídico! Frio!

Não se curva à filosofia! 

Não se aproxima da sociologia!


Não conversa com outras ciências!

Não troca ideia com a Psicologia

Isso eu reparo!

É falho!


Tenho que reconhecer um movimento tímido, caminhando nesse sentido.

Deus, já estou eu julgando?

Vou me calando!


Vou me penitenciando!

Tenho esperança que o homem, 

que opera o Direito,

fique cada vez mais humano!


Lu Jorge

sábado, 20 de março de 2021

Aldrava

  


 

Aldrava 

Aljava 

A porta  

ou a trava 

A saída  

ou a arma  

A paz  

ou o Karma  

 

Salvador, 24 de janeiro de 2021

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Verbo julgar



Eu quero eliminar, para mim, 

a 1ª pessoa do singular do verbo julgar.

Será factível?

Será possível?


Vivo me policiando

Me esquivando!

Deixa o juiz fazer isso!

É difícil, mas não impossível!


Será que eu julgo quando penso

que alguém está julgando?

Já estou conjecturando?

Daqui a pouco, estão me observando.


A vida: o imponderável!

E se eu falho?

Lá vem julgamento 

de todos os lados!


Sério! Tenho preocupado-me muito 

em não julgar. Exercício diário benéfico! Estou me esforçando, com afinco,

para não fazer mais isto.


É tarefa árdua,

todavia tenho evitado essa prática,

por vezes, nefasta

por vezes, ingrata!


Ao perceber a sociedade julgando, 

e, a todo instante, pessoas, 

fora da atuação típica, analisando, sobretudo crimes, pego-me em pânico!


Ando deixando que o magistrado

faça esse trabalho, afinal,

ele sim 

foi para isso talhado!


Difícil libertar-me do Direito,

que me ensinou

a decidir, mas que bom chegou

a Psicologia que me ensinou a refletir!


O Direito, pragmático,

mostrou-me como agir! Conduziu-me

na busca por solucões imediatas.

A Psicologia me fala que tenho que sentir!


Soltei

a minha alma,

começando

a estudá-la!


O Direito nos faz, por vezes,

ter posições firmes demais!

A Psicologia acolhe, nem sempre resolve,

porém envolve!


Estas duas profissões 

deveriam andar lado a lado!

Travariam um excelente diálogo!

O nosso Direito é deveras orgulhoso!


O Direito fala!

A Psicologia escuta!

Ele procura justiça.

Ela corre atrás da paz.


Evidentemente, justiça traz paz,

mas e para parte que não se satisfaz?

Tem muita gente aguerrida,

que gosta de mexer na ferida!


Aí, a Psicologia pode acalmar!

Pode trazer vida 

para a pessoa

que desanima!


Em muitos casos, é melhor fechar a porta do passado.

Depois de estudado o nosso caso,

é bom seguir avante! Confiante!


Para mim funcionou assim:

Deixei o radicalismo de lado!

A Psicologia virou minha rainha;

O Direito, meu amigo do peito! 


Perfeito encontro! 

Excelente contraponto!

Estudar sempre!  Aprender!

Crescer!


Agora, só me debruço

em algum assunto

se tenho algo a decidir

Já é demais para mim!


O Direito jamais ficará esquecido!

Ele é fundamental!

Essencial!

Na verdade, a ciência jurídica é linda!


Não gosto é deste nosso ordenamento jurídico! Frio!

Não se curva à filosofia! 

Não se aproxima da sociologia!


Não conversa com outras ciências!

Não troca ideia com a Psicologia

Isso eu reparo!

É falho!


Tenho que reconhecer um movimento tímido, caminhando nesse sentido.

Deus, já estou eu julgando?

Vou me calando!


Vou me penitenciando!

Tenho esperança que o homem, 

que opera o Direito,

fique cada vez mais humano!


Lu Jorge

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Inovadores e Conservadores

Resultado de imagem para futuro


Rodolfo Pamplona Filho


Inovar não é
fazer programas incomuns
para a maioria,
mas, sim, sair
da zona de conforto

Inovar não é
vestir-se diferente
dos uniformes da patuleia,
mas, sim, usar
o que te fazer sentir bem

Inovar não é
vociferar o discurso raivoso
dos que destilam seu ódio,
mas, sim, ponderar
e saber criticar sem desrespeitar

Inovar é,
finalmente,
apenas não ter receio
de olhar sem preconceitos para o lado,
em vez de ser um conservador disfarçado.

São Paulo, 17 de novembro de 2019.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Síndrome de Madre Superiora



Rodolfo Pamplona Filho

Comandar os passos,
mesmo quando ninguém
pediu por isso

Portar-se como censor,
estabelecendo volume
e assunto que possa ser tratado

Irar-se e fechar-se
quando alguém faz algo
fora do script

Desconhecer que
o Líder de verdade
tem sua autoridade
na sua credibilidade,
e não na sua vontade.

São Paulo, 16 de novembro de 2019.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Dualidade


Rodolfo Pamplona Filho

Coxinhas
e mortadelas
Times rivais
que viram
Inimigos
quando o mundo
é muito mais complexo
do que um
cara e coroa.


Miami, 29 de dezembro de 2018.