sábado, 3 de outubro de 2026

Tietê

 


Ieda Estergilda



No caldo grosso do rio


derramei lágrimas de tristeza e mágoa


pela águas urbanas, paulistanas, devastadas.


Ontem peixes e barcos, hoje leito fedido


na capital


esse rio vive além da lama


dos cadáveres encalhados


dos esgotos que desembocam nele


esse rio em que acredito


pois salvar é coisa dos homens


mesmo que tarde.




Um rio


é uma beleza, um ser


o Tietê é uma beleza ferida


uma ferida que brilha


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