sábado, 21 de agosto de 2010

Vocação (F.I.M. 90)

Vocação (F.I.M. 90)
Rodolfo Pamplona Filho

Um dia, eu quis voar,
mas não tinha asas de vôo!
Um dia, eu quis amar,
mas não sabia o que era o amor!
Um dia, eu quis matar,
mas não sabia o que era a dor!

Fui forçado e sou forçado
a fazer algo que não sei
que não vi
que não há
Vocação que não existe, nem existirá

Quando encontrei minha vocação?
Achei no dia que tomei coragem
de encarar o espelho
de mergulhar na grande imensidão do nada
(no fundo do meu ser)

Então, qual é a minha vocação?

É ser... EU.

(1990)

Sorrisos

Sorrisos
Rodolfo Pamplona Filho

Todo sorriso é um enigma
mais difícil que o da esfinge
pois não há saída: ele nos devora,
seja alegre ou seja triste!

Cada dente exposto,
cada expressão no rosto
contém uma mensagem
Cada olhar brilhante,
cada riso vibrante
transmite uma imagem

Ela sorri para mim?
Ou ela sorri de mim?
Compreender é tão difícil
quanto se espera um “sim”!
Não se sabe se um sorriso
é um beijo ou uma ironia!
Não se sabe se um sorriso
emana sarcasmo ou poesia!

Por isso mesmo,
repito sempre o lugar comum:
“Sorria sempre, mesmo
que seja um sorriso triste!
Pois antes um sorriso triste
do que a tristeza
de não saber sorrir!”

(1991)

Benção do Casamento

Benção do Casamento

Afilhados, costumo dizer publicamente que, na modernidade, o casamento não é para qualquer um.

A ampla liberdade sexual e a relevância social do investimento pessoal na habilitação profissional pessoal tem nos tornado, cada dia mais, poços profundos de egocentrismo, em que as nossas necessidades pessoais são sempre vistas em primeiro lugar, como se nosso umbigo fosse o centro do universo.

O casamento, porém, é a quebra desta lógica egoísta, pois se trata do mais profundo aprendizado de algo que somente a maturidade emocional - que nos leva os cabelos e os anos, mas nos traz a sabedoria dos tempos vividos - é capaz de proporcionar.

Conviver é aprender a renunciar, a tolerar, a aceitar as diferenças...

Note como a palavra é construída: CON + VIVER, ou seja, VIVER COM, viver com alguém, nos bons e maus momentos, nas dúvidas e nas incertezas, na alegria e na tristeza.

É aprender a falar e aprender a ouvir! Ao mesmo tempo, é aprender a entender os sinais do corpo e dos olhos, em que um olhar ou um sorriso podem dizer muito mais do que milhares de palavras...

Meus amigos e colegas desta maravilhosa aventura que é aprendizado do viver a dois, saibam - como já sabem! - que a base de tudo é o AMOR! Não deixem que te convençam da maior mentira do inimigo de que isso é uma pieguice ou uma fraqueza!

Quando a paixão esfriar com o tempo, ou quando o tesão diminuir pelo natural envelhecimento físico, o que os sustentará é, mesmo, o AMOR!

E o Amor não é somente a atração física ou o sentimento romântico dos jantares a luz de velas ou dos passeios maravilhosos a dois...

É, na verdade, um conjunto de sentimentos e atribuições, no que se incluem, apenas exemplificativamente, a AMIZADE, a TOLERÂNCIA e o RESPEITO.

Como já estou me alongando demais, deixa eu falar um pouquinho rápido desses três sentimentos com vocês!

Minha mulher é minha melhor amiga! Se, como muitos homens, por vezes concentro-me demais no trabalho, pensando e esperando que tudo seja compreendido pelo resto da humanidade, é ela quem me traz de volta para a terra, mostrando-me o caminho certo para trilhar. Se pareço muitas vezes um foguete querendo subir cada vez mais, tenho sempre um porto seguro onde posso atracar o meu barco com a convicção de que posso sempre confiar... Há uma música de Renato Russo, que diz algo assim: quero alguém para confiar, alguém que depois não use o que disse contra mim...

Tolerar é aceitar o outro como ele é. Dizem, numa dessas piadas machistas (in)felizes, que um dos segredos de um casamento feliz é o homem saber que a mulher vai mudar e que a mulher saber que o homem não vai mudar... eheheheheheh. Falando sério, é preciso compreender e tolerar que há uma esfera personalíssima no indivíduo que, dificilmente, muda e é preciso respeitá-la profundamente. Por outro, gostos, preferências e hábitos podem ser alterados, mas devem partir de uma consciência íntima ou de uma evolução natural, para não soar forçada...

Nisso, se abrange o respeito. Pouco importa se a fidelidade é um dever jurídico ou não! Tentações sempre existirão, mas é preciso sempre pensar como o outro se sentiria no caso concreto e como NÓS nos sentíriamos se estivessmos no lugar do outro.

A opção de viver junto é de repartir sonhos e sentimentos, sendo preciso respeitá-los para conseguir conviver. O amor e a amizade geram intimidade, mas é preciso muito cuidado com a ironia e o sarcasmo, que entram, tal qual penetras em uma festa, para minar os nossos sonhos de uma vida comum.

SIRVAM-SE um ao outro. Sejam amigos, servos, parceiros, amantes, pais e filhos, um do outro!

Aprendendo a CONviver, vocês descobrirão, também no AMOR, o PERDÃO, que nada mais é do que a mais lídima manifestação de um sentimento divino na nossa imperfeita humanidade. Racional ou emocionalmente, quando no fogo da ferida aberta, o perdão nunca é compreendido ou compreensível. Todavia, ele está na base que nos autoriza, não a continuar pecando, mas sim a confessar a nossa imperfeição e mudar - aí, sim, mudar! - pelo AMOR, AMIZADE, TOLERÂNCIA e REPEITO que se tem ao outro...

Por isso, contradigam o poeta: que o amor seja eterno E PONTO. Pois tudo mais se acaba, mas o amor, o verdadeiro amor, este viverá sempre, mesmo que escondido nas armadilhas da rotina e de um mundo cada dia mais tentador.

Espero que tenham a mesma felicidade que tive no casamento.

Jesus os abençoe, pois a nossa benção (minha, de Emilia e da pequena Marina), vocês já têm!

Beijos e abraços afetuosos,

Rodolfo Pamplona Filho

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Canção da Partida sem Despedida

Canção da Partida sem Despedida
Letra e Música: Rodolfo Pamplona Filho

Você não pensa em sua vida,
mas sabe que o tempo
corre como um louco
e está contra você!
Você se perde em si mesmo,
pensando que o prazer
dura para sempre
no gozo do poder...
Cara limpa é uma bobagem
quando o corpo não reclama
e o bom é curtir
o aqui e o agora
Trinta anos não é tarde
para começar a vida,
mas é cedo demais
para ir embora
Mas outros já foram há
mais tempo do que isso...
Há formas dolorosas
de descobrir...
toda a verdade!

Será que vale a pena
Viver intensamente?
Será que vale a pena
Partir sem despedir?
Se viver já é um risco,
todo instante é precioso,
mas isso é sem sentido
quando não se teve medo
de viver cada momento
como se esse fosse último
E a decadência ajuda
A pensar o impensável...
Será que realmente
mortes são precoces?
Ou a nossa história
já está limitada?
Que jeito de terminar
quando mal se começou
se o vazio faz sofrer
Sua sina, então, é...
... sobreviver...

Não há o que julgar
Não há o que condenar
Há apenas a saudade
e a lembrança de um tempo
em que as Jam´s e as piadas
venciam a madrugada
e o sonho era o gás
para por o pé na estrada...
Quando o riff é uma lágrima
e o solo a depressão,
parece até gostoso
morrer como um rock star...
Tudo isso para não ver
a terrível frustração
de não realizar
o que se ama fazer...
A angústia invade o peito...
A dor vem aquecer...
o nó que toma a garganta
Quem sabe se vou...
... sobreviver...

Balada

Balada

Ela era uma menina
Que tinha tudo para ser feliz
Inteligente e bonita,
Tivera as coisas que sempre quis
Mas havia angústia
Em seu pobre coração
E sentimentos confusos
Se misturam num turbilhão

Ah, menina bonita!

E a triste garota,
Sem motivos aparentes,
Se afastava dos amigos,
Alegando estar doente!
E a sua mente
Ia criando um muro,
Que a isolava das pessoas,
Que a tirava do resto do mundo!

Ah, menina bonita!

Se a vida é curta
E seu destino sombrio,
Na hora da luta,
Procure um caminho.
E se as portas
Não quiserem mais abrir,
Faça como eu:
Aprenda a sorrir!

Letra e Música: Rodolfo Pamplona Filho
(1988)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Quando os Pais viram filhos...

Quando os Pais viram filhos...
Rodolfo Pamplona Filho

Quando os Pais viram filhos...
Não se está pronto para este momento,
pois filhos virarem pais é o que se espera de movimento.

Quando os Pais viram filhos...
É preciso exercitar a gratidão,
o dar-se sem interesse, o amor sem ilusão...

Quando os Pais viram filhos...
É hora de retribuir o tempo investido,
o dinheiro gasto, o sono perdido...

Quando os Pais viram filhos...
É preciso renovar a paciência,
o respeito ao passado, a prática da clemência...

Quando os Pais viram filhos...
É hora de esquecer todo trauma,
todo castigo, toda dor da alma...

Quando os Pais viram filhos...
É hora de lembrar o abraço apertado,
o sorriso largo, o beijo estalado...

Quando os Pais viram filhos...
É preciso assumir a responsabilidade
de saber que os papéis mudam com a idade...

Quando os Pais viram filhos...
Tudo pode mudar a cada ano,
só não muda o valor de dizer “Eu Te Amo”...

Salvador, 09 de maio de 2010 (dia das mães)

Desespero

Desespero

Ninguém vai saber minhas intenções...
Ninguém vai saber minhas intenções...
...minhas intenções...

Onde é o seu lar?
Onde é o seu deserto?
Prefiro vagar
Sem destino certo
(desespero)
Ninguém vai sair daqui com vida!
Faça o que quer
Faça como quiser
Faça como puder

A vida é muito curta
E a dor é muito grande
Quando não se tem fé,
A paz é um sonho distante
Meus pés estão no chão,
Minha cabeça está na lua,
Minha família está na rua
E eu não sei o que fazer!
Um filho sem o pão
Um choro de criança
Faminta de esperança
Me faz enfrentar... a realidade!

Onde é o seu lar?
Onde é o seu deserto?
Não há saída!
Estou perdido!!!
“Meu Deus, o que fiz?”

Letra: Rodolfo Pamplona Filho
Música: Rodolfo Ramirez / Cedric Romano
(maio/1988)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Amigo-Irmão

Amigo-Irmão
Rodolfo Pamplona Filho

Há lindos afetos que, da vida, se colhe:
pais e filhos, espontânea paixão!
Mas há uma família que se escolhe:
é a eleita pelo coração!

Quando a tristeza assalta
ou a grana está curta;
quando se perde a pauta
ou o chefe surta;

quando se teme o futuro
ou ninguém estiver lá;
do seu lado, eu asseguro,
seu amigo, firme estará...

Amizade é como fé: um laço
mais forte que sangue e nação!
Alguém que não recusa um abraço
e se reconhece sincero como irmão!

Para que serve um amigo sincero?
Coisas que não se faz mais ninguém!
Compartilhar um desejo secreto
ou contar que se gosta de alguém!

Com amigo, toma-se porre junto,
nem que seja de coca-cola...
Com amigo, não há segredo de assunto,
seja casa, trabalho, amor ou escola!

Por isso, divide-se a saudade,
a alegria, a tristeza e os medos.
Amigos são pouco e, de verdade,
em uma mão, sobram dedos...

Aeroporto de Fortaleza, madrugada de 17 de agosto de 2010,
para Pablo Stolze Gagliano

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Canção do Exílio (se Gonçalves Dias nascesse na Bahia)

Canção do Exílio (se Gonçalves Dias nascesse na Bahia)
Rodolfo Pamplona Filho

“Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.”

Minha terra tem palmeiras,
onde canta o Sabiá;
mas também há outras coisas
que valem a pena apreciar...

Minha terra tem coqueiros,
cujos côcos têm uma água doce;
tão feliz eu não seria,
se baiano eu não fosse

Há um mar verde-azulado
que parece não ter fim,
com uma brisa de beijo salgado
de uma mulher que só diz sim...

Há um clima maravilhoso,
em que imperam o sol e o calor
e onde um inverno rigoroso
se limita a chuva e a frescor.

E uma comida abençoada por Deus,
que é uma mistura democrática de heranças,
convivendo negros, índios e europeus,
ensinando o respeito ao outro desde crianças.

Minha terra tem musicalidade
e um artista em cada cidadão,
fazendo festa em cada canto da cidade,
pois ser feliz não custa um único tostão.

Minha terra tem um povo hospitaleiro,
que trata o visitante como um amigo,
recebendo-o em seu ambiente caseiro,
como se fosse um companheiro antigo.

“Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.”

Não permita Deus que eu morra
e perca toda esta alegria...
sem que lembre dos amores
que deixei na minha Bahia

Não permita Deus que eu morra,
sem que eu volte para lá;
sem que eu reveja meus amores
que não existem por cá;
sem que eu chore horrores,
até reencontrar o meu lugar.

Salvador, 10 de julho de 2010

Resolução de Vida Nova

Resolução de Vida Nova

Rodolfo Pamplona Filho

Cansei!
Resolvi lutar!
Daqui em diante,
tudo vai mudar!

Quero me relacionar
com quem me olhe nos olhos
e me identifique pelo nome,
não por um número de RG, CPF,
Cartão de Crédito, CTPS,
Passaporte ou PIS/PASEP.

Eu não quero viver
com quem me pergunta como vou
e não presta atenção na resposta;
com quem arrota uma grandeza
que não é e que não tem
(como se ter algo engrandecesse alguém...)

Eu não vou fazer mais
o que não me dá prazer,
o que não me cause risos ou lágrimas,
o que não me dê vontade de repetir,
o que não me dê frio na barriga,
o que não me faça me sentir vivo...

Eu não vou mais dinheiro guardar,
como se não fosse feito para gastar...
Eu não vou me poupar
de um sabor experimentar,
de ver um filme ou curtir um show,
ou de viajar e conhecer um lugar...

Eu não vou mais tolerar
gente mal-amada e mal-comida,
que desconta seus complexos
em que está à sua volta
como se culpados fossem
da sua esperança nascer morta...

Eu não vou mais ouvir
gente que precisa, dos outros, falar mal,
que destila seu veneno ou afia suas garras
em resenhas que não constroem nada amado:
não andarei segundo seus conselhos,
não me deterei em seu caminho, nem me assentarei ao seu lado...

Jamais esquecerei
que a história é um livro aberto,
cujas páginas, porém, não se pode voltar,
mesmo quando se quer reescrevê-las,
pois palavras proferidas são flechas desferidas,
que não voltam, mesmo quando miram estrelas...

Não deixarei anestesiar
minha capacidade de me indignar...
Não descansarei...
...até você também se empolgar...
Vou viver como sempre quis...
...minha resolução de vida nova é ser feliz!

João Pessoa, 19 de julho de 2010.

Trava-Línguas

Trava-Línguas
Rodolfo Pamplona Filho

Quando contar contos, conte quantos contos conta
e pergunte qual é o doce mais doce que o doce de batata-doce,
pois se o rato roeu a roupa do rei de roma
e o sabiá não sabia que a sabiá sabia assobiar;
se a aranha arranha a rã
e a gaivota, voando em volta, voava e virava de volta;
se o tempo perguntou pro tempo quanto tempo o tempo tem,
tendo o tempo respondido pro tempo que o tempo tem o todo tempo que o tempo tem;
se mesmo que três traças tracem três trajes sem trégua
e entreguem três pratos de trigo para três tigres tristes;
por que o único verdadeiro trava-línguas é Treblebes?

Salvador, 15 de agosto de 2010

Sex Appeal


Sex Appeal
Rodolfo Pamplona Filho

Desejo, libido, tesão,
amor, necessariamente, não,
talvez, no máximo, paixão,
fogo que arde, queima e não se extingue,
vontade que tira a paz,
mas acalma quando alimentada.

Demoisselle Chanel,
morangos flambados,
um Prosseco inebriante
ou uma massagem com sais...
O estímulo afrodisíaco
do perfume do sexo
e do vinho espumante que borbulha
mente, gosto e colo.

Prazerosa sensação...
Roçar pele e carne,
entrelaçar dedos e coxas,
penetrar, sem ferir,
mas, sim, completar

Entrega que se esgota no sentimento
não passa de declaração vazia...
Gozo físico abundante,
porém menor que o emocional:
somente quando dois se tornam um
é que o um só se torna pleno.

Salvador, 15 de agosto de 2010

domingo, 15 de agosto de 2010

Sobre os textos inicialmente postados

Prezados

Vou fazer o seguinte: postarei, pelo menos, um poema, canção ou texto antigo por dia, sem prejuízo de ir inserindo textos novos, para que, brevemente, todos possam conhecê-los e comentá-los (sem necessidade de ter acesso a orkut ou aos textos impressos).
Acho que é uma idéia que dá menos trabalho e deixa o blog com alguma movimentação diária (até mesmo para eu ir acostumando...).
Abraços a todos,

RPF

P.S.: Quem estiver curioso, porém, para conhecer todos os poemas e letras de vez, basta acessar a comunidade da Treblebes no orkut:
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=1171076

A Perda da Inocência

A Perda da Inocência
Rodolfo Pamplona Filho
Hoje, eu acordei...

... e percebi, finalmente, que estava dormindo!

Dormindo não o sono dos justos,

dos exauridos pelo esforço de se manter vivo

e sim o sono dos puros

que, em sua inocência, vivem o sonho

e sonham o real



Hoje, eu acordei...

... e olhei nos olhos do mundo com olhos de autista

(anjos barrocos em poemas simbolistas)

contando um todo e vendo uma parte,

cantando canções pela metade...



Hoje, eu acordei...

... e tenho medo como criança pequena

de se descobrir vivo num mundo de máscaras,

de ter acreditado que viver era bom...



Hoje, eu acordei...

E pena!!!

Acho que nunca mais vou dormir...



(Salvador, 02 de janeiro de 1992)

O que é TREBLEBES?

O que é TREBLEBES?

O que é TREBLEBES? Você tem certeza de que quer saber? - Será a corruptela de "três bêbados"? Ou a corruptela de "TREBLE (agudo) + BASS (grave)?". - Será o barulho que uma mosca faz ao se afogar em um pires? Ou será o barulho de uma concha de porte médio ao adentrar as águas do rio? - ESQUECA! Não e possível rotular o que dispensa rótulos. Pense apenas em seis caras que curtem fazer um som Rocker, com variadas influências Pop (e pitadas de metal, blues e reggae), com o único compromisso de criar algo com sentimento e conteúdo... A banda atuou de 1988 a 1992, tendo voltado a ativa depois de mais de 10 anos de descanso... Isso é Treblebes...


TREBLEBES: Informações Gerais

Orkut da Banda: orkut.com.br/MainCommunity?cmm=1171076

Membros da Banda 1) Cedric Romano (baixista e backing vocal); 2) Cristiano Macchi (tecladista); 3) Hosano Lima Jr. (baterista); 4) Iuri Vieira (vocalista e violonista); 5) Jorge Eduardo Pigeard (guitarrista); 6) Rodolfo Pamplona Filho (vocalista e saxofonista)

Influências Rock brasileiro dos anos 80 (Legião Urbana, Barão Vermelho, Titãs, Paralamas do Sucesso, RPM), Pink Floyd, Dire Straits, Deep Purple...

Semelhantes Depende do dia, depende da hora, depende da canção... Em "Resposta", por exemplo, parece Pink Floyd com Renato Russo no vocal e Rick Wakeman nos teclados... Em "Variações do Mesmo Ego" e "Eu digo Não!'87", ouve-se, tranquilamente, Titãs e Legião Urbana, nas fases raivosas... Em "Escravos", temos Barão Vermelho na melhor forma... "Hitler, meu filho!" e "A Perda da Inocência" são Led Zeppellin sem excessos e com letras que trazem efetivamente um significado... "Sorrisos" é um reggae sem vergonha, contagiante, que poderia ter sido feito na Jamaica... "Olhos de Deus" é Engenheiros do Hawaii quando ainda prestava... "Química Bélica" é pop-rock brasileiro legítimo, antes que funk virasse palavrão... "Crise dos 20 anos" é uma tentativa de Metal brasileiro, com alguma coisa na cabeça... "Balada" é auto-explicativa... Linda...

Selo de Gravação O que é isso? A gente auto-bancou...

Ler mais: http://www.myspace.com/treblebes

Estreando o blog

Prezados

Confesso que nunca tinha pensado em fazer um blog.
Todavia, há algum tempo, tenho postado meus textos, notadamente meus poemas, na comunidade do orkut da minha banda, Treblebes: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=1171076
E, da mesma forma, tenho reunido em um livreto chamado "O Direito no ano que passou" os textos de discursos, prefácios, artigos jornalísticos que tenho desenvolvido aqui e ali...
Ontem, conversando no MSN, Luciano Martinez, que considero um dos meus melhores amigos (ele disse que nunca devo dizer que ele é meu melhor amigo, pois isso seria um arroubo de minha parte e meus demais amados amigos ficariam com ciúmes...), disse que eu tinha de criar um blog, para postar tudo aqui, pois nem todo mundo tem orkut e nem todo mundo tem acesso aos textos impressos.
Bem, aí está!
Vou postar alguns textos aqui para encher esta página (rs...) e, depois, vou recuperar cada um dos poemas já postados, colocando-os todos aqui e deixando livre para quem quiser analisar, comentar, criticar ou simples postar alguma coisa junto deles...
Vamos ver se este negócio dá certo!
Seja bem-vindo ao meu blog...
Abraços a todos,

Rodolfo Pamplona Filho