terça-feira, 15 de outubro de 2013

Fonte do saber


Fonte do saber

Aline Malheiros Rocha Vidal
Homem contador de histórias
Paciente... Sublime amigo
Tem consigo tantas glórias
És mestre e sábio querido.

No magno trabalho
Dentro de sua profissão
Estende-se em mancheias
Em sagrada doação.

Ouve a todos sem distinção,
Aclarando destinos;
Tens laboriosa missão,
Alumiando caminhos.

Ilustra conhecimento
A nós, todo momento;
Ensina-me como viver...
És como um sol divino,
A grandeza d’um escrínio...
Doce fonte do saber.

Mas o que és afinal?...
O sol mais brilhante
Que vigor pleno expande
Aquecendo corações...
Transmutando mentes rudes,
Em emissários de virtudes
De portentosas lições...

És como as ondas do mar...
Humildes se aproximam,
Firmemente caminham
E estações sabem marcar...

És pura sabedoria;
Aprender é minha alegria;
De vós jamais esquecerei...
Enxergarei atrás dos montes
Terei vistas no horizonte,
E teu exemplo seguirei.

Ser descobridora no mundo,
Desvendar os mistérios profundos,
Que o planeta possa ter...
Saber de onde venho
E para onde vou;
Não ser o que tenho,
Mas o que realmente sou.

Sei que sou apenas...
E simplesmente apenas
Como aquelas sementes pequenas...
Que buscam na vida crescer,
Que tornando-se árvore,
Talvez transformada em mármore,
Ou até mesmo em lenha,
Os galhos insistem em aquecer.

Em cada passo que trilhar
Possas luzes espalhar...
Integra a constelação,
Sinônimo de bondade;
Perpetua na eternidade,
Com reluzente feição.

Simbolizemos na vida,
A Justiça e a Verdade,
Irmãs que palmilham juntas
Em busca da igualdade.

Os anos não o envelhecem,
Dão-te o dom da maturidade;
Fulgura através do tempo,
Aos que ficam, deixa saudade.

Mestre... és raio de luz infinda
Obrigada por existir
Propagador de Esperança
Nas sendas do progredir.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Aprisionado


Aprisionado

Rodolfo Pamplona Filho
A vida além das grades
não passa de uma lembrança
de um sonho longínquo
e a esperança da liberdade
é um sussuro em meio
a um violento tornado...
E, neste fio quase invisível,
busca-se um poder sobrenatural
de adentrar o coração das trevas
sem medo e sem ser incomodado,
para salvar sua vida
das ignonímias infernais
sofridas neste purgatório...
O que será esta força?
A certeza de que é melhor
morrer em pé do que de joelhos...

No trem de Pamplona para Madrid, 03 de outubro de 2012.

domingo, 13 de outubro de 2013

Ferreira Gullar



"Já fiquei doze anos sem publicar um livro. Meu último saiu há onze anos. Poesia não nasce pela vontade da gente, ela nasce do espanto, alguma coisa da vida que eu vejo e que não sabia. Só escrevo assim. Estou na praia, lembro do meu filho que morreu. Ele via aquele mar, aquela paisagem. Hoje estou vendo por ele. Aí começo um poema… Os mortos veem o mundo pelos olhos dos vivos. Não dá para escrever um poema sobre qualquer coisa. O mundo aparentemente está explicado, mas não está. Viver em um mundo sem explicação alguma ia deixar todo mundo louco. Mas nenhuma explicação explica tudo, nem poderia. Então de vez em quando o não explicado se revela, e é isso que faz nascer a poesia. Só aquilo que não se sabe pode ser poesia.
Com o avanço da idade, diminuem a vontade e a inspiração. A gente passa a se espantar menos. Tem poeta que não se espanta mais, mas insiste em continuar escrevendo, não quer se dar por vencido. Então ele começa a escrever bobagens ou coisas sem a mesma qualidade das que produzia antes. Saber fazer ele sabe, mas é só técnica, falta alguma coisa. Não se faz poesia a frio. Isso não vai acontecer comigo. Sem o espanto, eu não faço. Escrever só para fazer de conta, não faço. Eu vou morrer. O poeta que tem dentro de mim também. Tudo acaba um dia. Quando o poeta dentro de mim morrer, não escrevo mais. Não vou forçar a barra. Isso não vai acontecer. Toda vez que publico um livro, a sensação que tenho é de que aquele é o definitivo. Escrever um poema para mim é uma grande felicidade. Se não acontecer, não aconteceu."(Ferreira Gullar)

sábado, 12 de outubro de 2013

Compartilhando Carinho de Criança


Compartilhando Carinho de Criança

Rodolfo Pamplona Filho
Sem nojo, frescura ou receio
do convívio naquele meio
e do contato com o moribundo,
que não vive mais em seu mundo.
Mesmo sem as amarras sociais,
cuidar com um carinhoso talento
daquele que não tem tempo mais
e vive seu derradeiro momento
Ser simplesmente criança,
simbolizando toda a esperança,
até daquilo que nunca irá acontecer,
e conversar sobre o que fazer
e qual é a sua vontade,
que independe da idade
e de tudo que reprime
ou da dor que oprime...
E, sem precisar qualquer pedido,
abrir um largo sorriso,
que ilumina qualquer ambiente
e renova o brilho no olhar e na mente
de quem o destino já traçou
o fim de que, fugir, se tentou...

Santiago-Chile, 28 de junho de 2012.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Conquista em Ciudad Real


Conquista em Ciudad Real

Rodolfo Pamplona Filho
Vini, vidi et vici.
O sabor da conquista
é maravilhoso e inesquecível.
Realizar em tempo recorde
aquilo que outros
não conseguem fazer
em toda uma vida
é uma satisfação
que não se quer abrir mão...
Sentir-me como meu amado
Esquadrão de Aço,
buscando mais um...
mais um título de glória
é uma felicidade comparável
a escrever um livro,
plantar uma árvore
ou ter um filho:
é preciso viver para sentir!
E tudo que fica
é a sensação
e a vontade de dizer:
Para o alto e avante!


Ciudad Real, 04 de outubro de 2012

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

José Saramago



Não perguntamos ao sonhador por que está sonhando, não requeremos do pensador as razões do seu pensar, mas de um e de outro quereríamos conhecer aonde os levaram, ou levaram eles, o sonho e o pensamento, aquela pequena constelação de brevidades… Porém, ao poeta-sonho e pensamento reunidos não se lhe há de exigir que nos venha explicar os motivos, desvendar os caminhos e assinalar os propósitos. O poeta, à medida que avança, apaga os rastos que foi deixando, cria atrás de si, entre os dois horizontes, um deserto, razão por que o leitor terá de traçar e abrir, no terreno assim alisado, uma rota sua, pessoal, que no entanto jamais se justaporá, jamais coincidirá com a do poeta, única e finalmente indevassável. Por sua vez o poeta, tendo varrido os sinais que, durante um momento, marcaram não só o carreiro por onde veio, mas também as hesitações, as pausas, as medições da al tura do sol, não saberia dizer-nos por que caminho chegou aonde agora se encontra, parado no poema ou já no fim dele. Nem o leitor pode repetir o curso do poeta, nem o poeta poderá reconstruir o percurso do poema: o leitor interrogará o poema feito, o poeta não pode senão renunciar a saber como o fez. 

(trecho do prefácio de José Saramago ao livro O Menino e o Travesseiro, de Horácio Costa, ed. Geração Editorial, pg8)

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O Canto do Cisne


O Canto do Cisne

Rodolfo Pamplona Filho
A proximidade da despedida
faz com que a melodia
mais encantadora
seja continuamente entoada,
como a forçosamente lembrar
os momentos de fascinação
que ficaram no passado
e que nunca voltarão...
Assim, sai de cena o Cisne,
dando lugar, no palco da vida,
a quem viverá o futuro...

Madrid, 06 de outubro de 2012.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Medo, Caos e Dor


Medo, Caos e Dor

Rodolfo Pamplona Filho
A trilogia do desespero
foi o mote perfeito
para a completa compreensão
da epopéia, com nascimento,
apogeu e decadência
do cavaleiro das trevas,
que nos ensina como lidar
com nossos instintos
mais primitivos,
muitas vezes reprimidos,
mas sempre presentes...

Madrid, 06 de outubro de 2012,
remetendo à noite de 04/10/2012, em Ciudad Real

domingo, 6 de outubro de 2013

Consideração do Poema


Consideração do poema

Não rimarei a palavra sono
com a incorrespondente palavra outono.
Rimarei com a palavra carne
ou qualquer outra, que todas me convêm.
As palavras não nascem amarradas,
elas saltam, se beijam, se dissolvem,
no céu livre por vezes um desenho,
são puras, largas, autênticas, indevassáveis.
Uma pedra no meio do caminho
ou apenas um rastro, não importa.
Estes poetas são meus. De todo o orgulho,
de toda a precisão se incorporam
ao fatal meu lado esquerdo. Furto a Vinicius
sua mais límpida elegia. Bebo em Murilo.
Que Neruda me dê sua gravata
chamejante. Me perco em Apollinaire. Adeus, Maiakovski.
São todos meus irmãos, não são jornais
nem deslizar de lancha entre camélias:
é toda a minha vida que joguei.
Estes poemas são meus. É minha terra
e é ainda mais do que ela. É qualquer homem
ao meio-dia em qualquer praça. É a lanterna
em qualquer estalagem, se ainda as há.
– Há mortos? há mercados? há doenças?
É tudo meu. Ser explosivo, sem fronteiras,
por que falsa mesquinhez me rasgaria?
Que se depositem os beijos na face branca, nas principiantes rugas.
O beijo ainda é um sinal, perdido embora,
da ausência de comércio,
boiando em tempos sujos.
Poeta do finito e da matéria,
cantor sem piedade, sim, sem frágeis lágrimas,
boca tão seca, mas ardor tão casto.
Dar tudo pela presença dos longínquos,
sentir que há ecos, poucos, mas cristal,
não rocha apenas, peixes circulando
sob o navio que leva esta mensagem,
e aves de bico longo conferindo
sua derrota, e dois ou três faróis,
últimos! esperança do mar negro.
Essa viagem é mortal, e começa-la.
Saber que há tudo. E mover-se em meio
a milhões e milhões de formas raras,
secretas, duras. Eis aí meu canto.
Ele é tão baixo que sequer o escuta
ouvido rente ao chão. Mas é tão alto
que as pedras o absorvem. Está na mesa
aberta em livros, cartas e remédios.
Na parede infiltrou-se. O bonde, a rua,
o uniforme de colégio se transformam,
são ondas de carinho te envolvendo.
Como fugir ao mínimo objeto
ou recusar-se ao grande? Os temas passam,
eu sei que passarão, mas tu resistes,
e cresces como fogo, como casa,
como orvalho entre dedos,
na grama, que repousam.
Já agora te sigo a toda parte,
e te desejo e te perco, estou completo,
me destino, me faço tão sublime,
tão natural e cheio de segredos,
tão firme, tão fiel… Tal uma lâmina,
o povo, meu poema, te atravessa.



(C.Drummond de Andrade)

sábado, 5 de outubro de 2013

Soneto do Sentimento não correspondido

Soneto do Sentimento não correspondido

Rodolfo Pamplona Filho

Eu prefiro a saudade pulsante
do que a presença apática.
Eu quero amor ou ódio cortante,
nunca a velha morna tática

de levar as coisas, sem resolver,
até ver como se acomodam,
na esperança de alguém perceber
ou que a ninguém incomodam...

Pior que a negativa grosseira
é o silêncio ensurdecedor
que agonia e dá canseira

em quem tem a vã ilusão
de que encontrar o amor
é a única solução.

Salvador, 26 de novembro de 2011.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Wisława Szymborska


"O poeta, independentemente de educação, idade, sexo e preferências, permanece no seu coração o herdeiro espiritual da humanidade dos primórdios. Explicações científicas sobre o mundo não o impressionam muito. Ele é um animista, um fetichista, que acredita nos poderes secretos adormecidos em todas as coisas, e está convencido de poder mexer com essas forças com a ajuda de um punhado de palavras bem escolhidas. O poeta pode até ter recebido um ou outro título com distinção e louvor, mas no momento em que se senta para escrever um poema, seu uniforme da escola racionalista começa a pinicar sob os braços. Ele se retorce, bufando, abre primeiro um botão, depois outro, até arrancar a roupa de uma vez, expondo-se diante de todo mundo como um selvagem que leva uma argola no nariz. Isso mesmo, um selvagem. Do que mais se pode chamar uma pessoa que fala em v ersos com os mortos e os não-nascidos, com as árvores, os pássaros, e até mesmo com abajures e pernas de mesa?" (Wisława Szymborska) 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Soneto do Ódio


Soneto do Ódio

Rodolfo Pamplona Filho
Nervos guinchando
como cordas de violino
em chamas, trepidando,
com um instinto assassino

que injeta adrenalina
e faz subir a pressão,
rompendo definitivamente  a linha
que separa instinto e razão.

E o ozônio preenche o ar...
E o gosto de sangue vem à boca...
A fúria toma corpo e olhar

para finalmente manifestar
a vontade incontrolável e louca
de seu odiado inimigo esmagar.

Rio de Janeiro, 09 de outubro de 2012

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Carta de Amor à Izaura



Carta de Amor à Izaura

Na nobreza que te veste a alma, 
Acalanto dos meus sonhos-madrugadas,
Sobrevoando telhados, sonos, casas,
De nunca se pôr ao Pôr-do -Sol,
Que é mais além do além de nós...
Que é Alvorada !!!!!!!

Que é tão real que é sonho.
Te convido a fechar os olhos...
E voarmos aos sons do Buena Vista Social Club,
A dançarmos, entrelaçados, feito teclas de piano
Brancas e pretas, agudas e graves...

Convido-te a cantarmos entre os silêncios...
A silenciarmos entre cânticos,
A nos prescrutarmos em cada canto de nós,
Quando à sós nunca estivermos sós na multidão de nós que somos outros...

Te abraçar no vento que te abraça, voar nos cabelos que esvoaça o vento mesmo, por sobre o teu sorriso,
E feito brisa quero percorrer teu corpo, inteiro.
Quero-te o querer "Quase sem querer" e de propósito,
Adredemente deveras,

Perdoa-me por perder-me na imensidão do teu abraço,
Ajuda-me a achar-me em tanto espaço,
Respirar e ser sufocado nas tormentas dos teus lábios,
Quero teu coração de quatro horizontes,
Teus "sonhos-mais-longe"...tão perto alcançados,
Teu Destino, teu desatino, tua mágica !!!

Vestida em tuas madeixas,
Rainha, Gueixa,
Queixa...xeque-mate...

Teu passinho de passarinho saltitante,
Voz de menina-moça e Czarina,
Tez de sorvete de creme-com-passas,
Fazei de mim chocolate em calda...

Teu rosto sobre o céu no fim (infinito) da tarde,
Teu dorso nú no fim do (meu) mundo,
Teus olhos que me comem e me começam,
Meus olhos que te conhecem e te confessam,

Izaura...
Quero-te de ponta a ponta,
Tendo o amor como ponte,
Como fonte,
Como fato !

(Não) te rias...Sim, te rias...
Sim: TERIAS !!!
Quero-te o Amor-nariz...
A ponta do meu no teu...
A rodopiarmos feito crianças
Que fazem do Amor um Sonho !!!!!!!!!!!!!

Márlus Pinho, 2012

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Montanha Russa da Vida


Montanha Russa da Vida

Rodolfo Pamplona Filho
Tudo na vida
tem seus altos e baixos.
O segredo é subir lentamente
e não pensar na loucura...
Claro que os riscos são calculados,
mas nada mede a adrenalina
que é sentir a velocidade
e a sensação da aventura...
Quando já se chega ao topo,
sabe-se, porém, que todo o resto
é realmente ladeira abaixo,
a menos que haja, escondida,
uma nova subida a encarar...
Por isso, pergunte-se sempre:
se as coisas estão em movimento
e nada está fora dos trilhos,
por que não aproveitar o passeio?

Salvador, 09 de setembro de 2012.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Lei do Caminhão de Lixo...


Lei do Caminhão de Lixo...
By Mônica Xavier 

Um dia peguei um taxi para o aeroporto.
Estávamos rodando na faixa certa quando, de repente, um carro preto saiu do estacionamento direto na nossa frente. 

O taxista pisou no freio bruscamente, deslizou e escapou de bater em outro carro, foi mesmo por um triz!
O motorista desse outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente.

Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável !
Indignado lhe perguntei: 'Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro, a nós e quase nos manda para o hospital ?!?!'
Foi quando o motorista do taxi me ensinou o que eu agora chamo de
"A Lei do Caminhão de Lixo."
Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo.
Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, de raiva, traumas e desapontamento.
À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente.
Nunca tome isso como pessoal.
Isto não é problema seu! É dele!
Apenas sorria, acene, deseje-lhes sempre o bem, e vá em frente.
Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, EM CASA, ou nas ruas.
Fique tranquilo... respire E DEIXE O LIXEIRO PASSAR.
O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia.
A vida é muito curta, não leve lixo com você!
Limpe os sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações.
Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem.
A vida é dez por cento do que você faz dela e noventa por cento da maneira como você a recebe!

Tenha um bom dia, e lembre-se! Livre-se dos lixos!!!

domingo, 29 de setembro de 2013

Guitarra Baiana


Guitarra Baiana

Letra: Rodolfo Pamplona Filho
Música: Alexandre Machado
A terra mais linda é a Bahia,
em que se respira poesia
e o baiano sabe muito bem
que o verso vai muito mais além:
pois toca o coração!

E, neste solo abençoado,
que viu Caymmi e Jorge Amado,
vive um povo alegre e apaixonante
e que brilha mais que diamante:
pois toca o coração!

REFRÃO (COM A PRIMEIRA PARTE VARIÁVEL)
Da Barra ao Litoral Norte
De Ondina à Praia do Forte
Eu vou sempre dizer (para você):
Que o som da Guitarra Baiana
é a trilha de um mundo bacana
em que vale a pena viver...

Aqui nasceu o trio elétrico
e o mundo se tornou mais feérico
pois, na arte de Dodô e Osmar,
a música veio para encantar:
pois toca o coração!

O carnaval é energia pura
em que se é livre em plena rua,
colocando para fora a fantasia
de ser rei, princesa ou rainha:
tocando o coração!

REFRÃO (COM A PRIMEIRA PARTE VARIÁVEL)
Em Morro de São Paulo,
Ilhéus ou em Abrolhos
Eu vou sempre dizer (para você):
Que o som da Guitarra Baiana
é a trilha de um mundo bacana
em que vale a pena viver...

REFRÃO (COM A PRIMEIRA PARTE VARIÁVEL)
No Pelourinho ou na Liberdade,
Na Paralela ou no Centro da Cidade
Eu vou sempre dizer (para você):
Que o som da Guitarra Baiana
é a trilha de um mundo bacana
em que vale a pena viver...

REFRÃO (COM A PRIMEIRA PARTE VARIÁVEL)
Na Contorno ou na Praça do Poeta,
Na Chapada ou em qualquer festa,
Eu vou sempre dizer (para você):
Que o som da Guitarra Baiana
é a trilha de um mundo bacana
em que vale a pena (simplesmente) viver...



Salvador, 20 de setembro de 2012.

sábado, 28 de setembro de 2013

COISA DE MULHERES


COISA DE MULHERES
Francisca Lacerda

Essa couraça não é minha

Ë empréstimo da vida

Um dia será devolvida.

Uso com galhardia

Pra afastar ignaros,

Chamados preclaros,

 E profetas do apocalipse.

Esse posto também não é meu.

É  da vida. Exigiu-me subir.

Escalar. Guardar e Cuidar.

Coisa de mulheres.

A espada é adereço da couraça.

Ë pura exibição. Ego soberbo.

Passado o tempo. Missão cumprida.

Devolvo o posto. A couraça. A espada.

Vou brincar na praia.


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Batman e Direito


Batman e Direito

Rodolfo Pamplona Filho
O Direito é como o Batman...
Se tudo que ele defende
efetivamente existisse,
ele próprio não precisaria existir...

Salvador, 15 de agosto de 2012, refletindo em uma dissertação de mestrado...

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Concurso

Concurso
Vanessa Bacilieri
08/07/2012


Sentada na escada, esperando a passagem
Depois de mais uma prova
Nada mais me vem na cabeça senão a viagem
Cansada, sem ter o que pensar a não ser a dosagem

Qual a verdadeira medida do estudo?
Quando receberei a recompensa?
O resultado do gabarito diz tudo?
Ou não passará de uma dispensa?

Tomara que dessa vez o examinador não esqueça
De que embora seja a primeira
Muito esforço houve nessa avença
E o que se mede não basta uma simples peneira

De volta pra casa eu oro
Peço a Deus proteção e paz
Porque se não for dessa vez, eu choro
Mas viro a página porque sou sagaz