Rodolfo Pamplona Filho
Palavras proibidas
Assuntos censuradas
Nomes defesos
Ideias que não podem ser discutidas
A impossibilidade absoluta
de qualquer diálogo.
Morro de São Paulo, 02 de janeiro de 2020.
Blog para ler e pensar... Um texto por dia... é a promessa... Ficarei muito feliz em ler e saber o que cada palavra despertou... Se você quiser compartilhar um texto, não hesite em mandar para rpf@rodolfopamplonafilho.com.br. Aqui, não compartilho apenas os meus textos, mas de poetas que eu já admiro e de todas as pessoas que queiram viajar comigo na poesia... Se quiser conhecer somente a minha poesia, acesse o blog rpf-poesia.blogspot.com.br. Espero que goste... Ficarei feliz com isso...
Rodolfo Pamplona Filho
Palavras proibidas
Assuntos censuradas
Nomes defesos
Ideias que não podem ser discutidas
A impossibilidade absoluta
de qualquer diálogo.
Morro de São Paulo, 02 de janeiro de 2020.
Paulo Leminski
isso de querer
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além
(in "Distraído Venceremos" Ed. Brasiliense, 1987)
Rodolfo Pamplona Filho
amor e desejo
amor é centrífugo
desejo é centrípeto
amor quer se entregar
ao destinatário
do amar
desejo
quer absorver
o objeto
a incorporar
Amar e desejar
fazem parte do viver,
mas amar se auto-renova,
enquanto desejar depende do querer.
Salvador, 09 de janeiro de 2020.
Paulo Leminski
um texto morcego
se guia por ecos
um texto texto cego
um eco anti anti anti antigo
um grito na parede rede rede
volta verde verde verde
com mim com com consigo
ouvir é ver se se se se se
Rodolfo Pamplona Filho
A paixão é um delírio,
uma alucinação,
em que se vê o outro
como se quer que ele seja,
e não como ele é.
Salvador, 3 de novembro de 2023.
Nos cobriram de prerrogativas e excederam nas limitações
Não precisa ter conhecimento de lei pra entender que a nossa
balança é desleal
Andamos sobre saltos em calçadas, escadas, pedras,
cascalhos, discriminações e injustiças
Seguimos sem cair sobre a corda bamba da retidão
Pedem para sermos direitas no direito e na vida
Esquecem que somos escolhas, lado, área, carreira
e vontade
Que seja de Direita a nossa direção
Esquerda a nossa oportunidade
Somos constituição de sonhos e amor
Levamos na contestação o choro do filho
a conta pra pagar
os problemas políticos
o machismo, a fome de conhecimento, o desafio
O medo de perder e o poder do medo
Embora gigantes, sensíveis
Embora acusação, emoção
Embora justiça, razão
Não há contradição em nossa defesa
A mulher advogada é garra
É mãe e profissional
Esposa e defensora
Estudante e consultora
Mulher e procuradora
Não existe uma sem a outra
Somos mistura homogênea
A advogada é balança que equilibra
É sentença incontestável
É Justiça natural.
(Tenylle Mota)
E aí?
Mano
Top
De boa
Se ligue
Man
Véi
Baratino
Barril
Sipá
Sepa
Pala
Paia
Partiu
Morro de São Paulo, 02 de janeiro de 2020.
Elisandro Carvalho
Amigo é a alma que se encontra na escuridão,
Aquele farol que guia na solidão,
É o verso secreto no poema não escrito,
É o fado partilhado, o destino bendito.
Não é só o pão que divide a fome,
É o silêncio cúmplice, é o gesto que consome,
O sonho tecido nas noites insones,
É a lágrima que desce, sem nome.
É a mão estendida na estrada incerta,
A verdade nua, de voz sempre aberta,
Mesmo que doa, mesmo que fira,
A amizade é espelho que não se mira.
O amigo não se cala ante a mentira,
Sabe dizer não com a doçura de quem inspira,
E na alegria, sua face resplandece,
Na dor, é âncora que nunca se esquece.
É a presença que persiste no vazio,
A pergunta que espera, sem desvio,
O riso partilhado, o consolo mudo,
O sentido da amizade é tudo.
Esse é o amigo, o porto seguro,
A chama que aquece no inverno duro,
A melodia sutil que nos abraça,
Amizade é eternidade que não passa.
Crato/CE, 22/05/2024.
Rodolfo Pamplona Filho
Pode ser
Não sei
Tanto faz
Legal, mas não é minha praia
É isso aí!
Morro de São Paulo, 01 de janeiro de 2020.
Elisandro Carvalho
Amor é quase tudo,
dizes com acerto,
Mas o quase, em seu vulto,
é segredo encoberto.
O que falta ao amor,
perguntas, em lamento,
Para ser mais profundo,
um etéreo sentimento?
Talvez seja o cuidado
nas horas fugidias,
A carícia espontânea
que alivia os dias,
O apoio incondicional
que ampara sem demora,
A entrega sem retorno
que em nós se ancora.
Amor é quase tudo,
um mistério constante,
Mas o quase, decerto,
não é menos relevante.
O que falta ao amor
para ser sem cessar,
Um fio interminável,
um eterno despertar?
Talvez seja o mistério
nos olhares cruzados,
O suspiro no espelho,
em sonhos revelados,
O desabafo em lágrimas
que purifica a alma,
O frio na barriga
que o coração acalma.
Amor é quase tudo,
um tudo que nos parte,
Mas o quase, na verdade,
é a chave desta arte.
O que falta ao amor
para ser esmagador,
Um peso delicado,
um infinito calor?
Talvez o bilhete
de palavras sussurradas,
A surpresa matutina
nas manhãs desejadas,
Dormir em braços firmes,
sonhar sem se afastar,
Pois amor é quase tudo,
e o quase é completar.
Sua mente é um aparelho
em constante busca
de soluções
para qualquer tipo
de problema:
na ausência
de um desafio,
ela se introverte
e entra em modo avião.
Seu cérebro é um processador
mais rápido do que
qualquer computador,
em que todo questionamento
automaticamente
é respondido,
antes que o interlocutor
termine o raciocínio.
Suas atitudes são reflexos
de anos de condicionamento,
em que a lógica
não excluiu a emoção,
mas a separou
em caixas diferentes
para não haver confusão.
Seu coração é um dínamo
que se alimenta de carinho
e deseja retribuir,
como o óleo e o combustível
que renovam e fazem funcionar
todo o sistema.
Ele parece uma máquina
e há quem ache que seja mesmo,
mas, no final das contas,
ele é apenas
o que Nietzsche vaticinou:
humano, demasiadamente humano,
a ponto de ser tão diferente
que a humanidade não lhe reconhece...
São Paulo, 16 de novembro de 2019.
Rodolfo Pamplona Filho
Por vezes, tenho vontade de chorar...
Sei o motivo, mas não consigo controlar
Há um vácuo que preenche o que era completo
Uma carência de beijo, dengo e afeto
Não sei o que é pior: a distância ou a despedida;
O romper do contato no momento da partida
Um olhar para trás, um abraço apertado,
um aceno tristonho, um olhar desolado...
Como uma dor machuca tanto sem ferir?
Como dominar o que posso apenas sentir?
A paz é arrancada desde a raiz
Uma marca viva que não vira cicatriz...
Pense duas vezes antes de reclamar
Dos problemas da vida, da rotina do lar...
Há tristeza que ninguém sabe como se mede
Só se valoriza o que se tem quando se perde
A lágrima vem solta e quente
Quem negar isso apenas mente
mas faz bem, porque, como um rio
leva o fel para um outro lado vazio....
A cada alvorecer, há uma nova esperança...
que surge inocente, como sorriso de criança,
mudando planos e rumos, batendo asa,
tudo por causa da saudade de casa...
Ciudad Real, 09 de setembro de 2008
Por iniciativa da parte
O processo começará
Por impulso oficial
Ele se desenvolverá
Salvo as exceções
Previstas em lei
São estas as disposições
Que no CPC encontrei.
Jorge da Rosa
Rodolfo Pamplona Filho
Quando as cores da aquarela
Se tornarem uma só
Quando a vida, então bela,
Virar fogo, virar pó
Quando o verde virar cinza
E o céu não for anil
Vida não era mais vida,
Homem-bicho será vil
Quando o sangue derramado
Escorrer por minha mão
Lembrarei que, algum dia,
Já vivi em comunhão
E era belo, e era lindo
E era tudo o meu viver:
Homem-planta, homem-flor,
Homem-homem, Homem-ser
Não sabia que havia
Vida pura e sem dor
Bicho e homem, seres iguais,
Já viveram com amor
(1990)
Não vou querer o mesmo passo
Só vou querer andar descalço
Serei dono de milhões depositados
Na memória
Vou entender que é fácil
Cantar e sorrir
Vou aprender a correr sem carro
Só vou depender do meu acaso
Para compreender que sou um
Mais um
Completo nenhum
Depois de enriquecer não quero entender
O que entende o cansaço
De um trabalho escarvo
Para ter o tudo
Pisar no rastro
Andando em ciclo
Ouvindo dizer
Dizendo no embalo
Depois de enriquecer de vida
Não quero viver para enriquecer
Serei pássaro
Que voa raso em meio ao caos
Serei obrigado
A ser obrigado
Em ter como razão, a oração
Tenylle
Mota
Rodolfo Pamplona Filho
Há quem prefira
vender uma amizade
por um cachê artístico;
desprezar um amor puro
por ouvir a opinião de uma prima;
desprestigiar o trabalho alheio
para tentar se auto-afirmar;
esquecer uma fraternidade solidária
para soar de vítima da situação;
humilhar com ar de superioridade
a efetivamente investigar o ocorrido;
tripudiar a imagem de colegas
para posar de voz da maioria;
blefar descaradamente e sem pudor
do que aceitar ajuda desinteressada;
ignorar a presença e o cumprimento
em vez de tentar um diálogo honesto;
fazer troça da desgraça alheia
para se sentir aceito no grupo;
perseguir incansavelmente
por não tolerar o diferente;
jogar fora a chance de fazer o Bem,
para se deleitar com seu veneno...
Isso só gera mágoa,
que vira raiva,
até se converter,
se houver o remédio
do esquecimento,
em profunda indiferença,
mesmo sendo cicatriz,
que não se apaga,
para ensinar
em quem vale confiar...
Pamplona, 03 de outubro de 2012, pensando sobre o passado...
Negociação.
Paralisação.
Suspensão.
Solução.
Representação Sindical.
Menos contato pessoal.
Com assembleia virtual,
Para evitar aglomeração.
Diálogo Social.
Negociação coletiva.
Liminar ou sua cassação.
Defender a vida.
Atender as duas frentes.
Que conhecem seus interesses.
(Paulo Basílio – 29/07/2020)
NOTÍCIAS DE JORNAL - Correios
Correios: seu Funcionários
Entraram em greve.
Estão lutando por Salários,
Como se atreve(m)?
Ser contra a Privatização.
Será este o melhor caminho,
Atrasar o destino da Nação?
Não teria outro escrutínio.
Não sei não!
Acelerar a nefasta
Privatização?
O Truque é este.
Primeiro detona!
Depois abandona!
E, finalmente, golpe fatal.
Venda a troco de banana!
(Paulo Basílio – 18/08/2020)
Rodolfo Pamplona Filho
Sinto sede, fome e desejo
Sede dos seus seios,
da sua boca
e do gosto doce do seu beijo
Fome de seu corpo,
do seu abraço
e da maciez de sua pele
Desejo da sua essência,
da sua alma
e do gozo que extravasa cada poro.
Sede, fome e desejo
É o nosso trio elétrico,
que energiza minha existência
e me mostra
o verdadeiro carnaval do amor.
Salvador, 14 de fevereiro de 2024.
Nesta caminhada tive alguns percalços;
Várias derrotas;
Perdas incontáveis;
Várias decepções;
Teve divergências e convergências;
Teve acertos e desacertos;
Tive vitórias;
Sorri , chorei, caí, levantei, segui
em frente...;
Não estive sozinho;
Vários acontecimentos...;
A vida é assim..., tudo passa, tudo
repassa, tudo faz parte;
Enfim, cheguei onde não imaginaria
chegar;
Mas sei que posso mais nesta missão
que me foi creditada.
Márcio Berto Alexandrino de Oliveira
- 24/06/2022
Rodolfo Pamplona Filho
Pessoas são como músicas.
Algumas, nós gostamos desde o início.
É a paixão à primeira vista!
É a energia que bate imediatamente!
Outras, gostamos somente
depois de um tempo.
São feitas para serem ouvidas
e compreendidas.
Algumas tocam a nossa vida
e sempre que a encontramos,
uma boa lembrança vem à mente
e/oi um sorriso vem ao rosto…
mas sempre há uma,
que é a mais mais especial:
essa é a nossa trina sonora.
Salvador, 18 de fevereiro de 2024.