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terça-feira, 12 de agosto de 2025

IF

 




Poema "If", de Rudyard Kipling, em tradução de Guilherme de Almeida.


Se


Se és capaz de manter a tua calma quando

Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;

De crer em ti quando estão todos duvidando,

E para esses no entanto achar uma desculpa;

Se és capaz de esperar sem te desesperares,

Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,

Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,

E não parecer bom demais, nem pretensioso;


Se és capaz de pensar --sem que a isso só te atires,

De sonhar --sem fazer dos sonhos teus senhores.

Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires

Tratar da mesma forma a esses dois impostores;

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas

Em armadilhas as verdades que disseste,

E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,

E refazê-las com o bem pouco que te reste;


Se és capaz de arriscar numa única parada

Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,

E perder e, ao perder , sem nunca dizer nada,

Resignado, tornar ao ponto de partida;

De forçar coração, nervos, músculos, tudo

A dar seja o que for que neles ainda existe,

E a persistir assim quando, exaustos, contudo

Resta a vontade em ti que ainda ordena: "Persiste!";


Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes

E, entre reis, não perder a naturalidade,

E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,

Se a todos podes ser de alguma utilidade,

E se és capaz de dar, segundo por segundo,

Ao minuto fatal todo o valor e brilho,

Tua é a terra com tudo o que existe no mundo

E o que mais --tu serás um homem, ó meu filho!


If


If you can keep your head when all about you

Are losing theirs and blaming it on you,

If you can trust yourself when all men doubt you

But make allowance for their doubting too,

If you can wait and not be tired by waiting,

Or being lied about, don't deal in lies,

Or being hated, don't give way to hating,

And yet don't look too good, nor talk too wise;


If you can dream--and not make dreams your master,

If you can think--and not make thoughts your aim;

If you can meet with Triumph and Disaster

And treat those two impostors just the same;

If you can bear to hear the truth you've spoken

Twisted by knaves to make a trap for fools,

Or watch the things you gave your life to, broken,

And stoop and build 'em up with worn-out tools;


If you can make one heap of all your winnings

And risk it all on one turn of pitch-and-toss,

And lose, and start again at your beginnings

And never breath a word about your loss;

If you can force your heart and nerve and sinew

To serve your turn long after they are gone,

And so hold on when there is nothing in you

Except the Will which says to them: "Hold on!"


If you can talk with crowds and keep your virtue,

Or walk with kings --nor lose the common touch,

If neither foes nor loving friends can hurt you;

If all men count with you, but none too much,

If you can fill the unforgiving minute

With sixty seconds' worth of distance run,

Yours is the Earth and everything that's in it,

And --which is more-- you'll be a Man, my son!

terça-feira, 29 de julho de 2025

Alento

 



Rodolfo Pamplona Filho



A sensação de dever cumprido

A lembrança de um amor vivido

A esperança de um futuro melhor

A certeza de que não sonho só

Tudo isso vai me dar um alento

neste dia turbulento


Salvador, 02 de junho de 2020.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Viagem no Tempo






Rodolfo Pamplona Filho


O sol já foi embora,

mas ainda dá para ver...

Olhamos para o horizonte,

vendo o passado,

em um instante levado

além dos seus limites


Viajar no tempo

não é ir ao futuro

ou voltar ao passado,

mas, sim, ter mais tempo

para estar no presente

e apreciar a beleza

que fatalmente desaparecerá.


Salvador, 14 de outubro de 2018.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

Precedente

 

 





O que ocorreu


pode iluminar


a desconhecida estrada


de um novo caminhar


 


como a saber


a rota tomar,


se antes alguém


não veio desbravar


 


a floresta da incerteza,


o que se por à mesa


e a dúvida inata


à qualquer indecisão?


 


Saiba: “o dia precedente


é o mestre do dia seguinte”


e o porvir, do presente,


é a mais bela lição.


 


Salvador, 24 de outubro de 2021.

domingo, 19 de janeiro de 2025

Na preparação

 






Juliana Guanaes




você pode decidir não bater

e pode também decidir não apanhar.

Você de repente percebe

que para vencer, vencer de verdade,

todos precisam ganhar.

Fazer o que é melhor para si,

Adam estava incompleto.

Fazer o que é melhor para si e para o grupo

E quando todos estiverem satisfeitos

Encontraremos um equilíbrio perfeito.

Nash já sabia.

Isso também é jogo, é luta diária

Quem disse que seria fácil?

Bater até cansar...

Apanhar até morrer...

Mas, e coletivizar para viver?

Agora é hora de praticar.

Vem, vamos nos preparar.




quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Lembranças Atemporais

 





Paulo Basílio 




Por que tem que ser assim? 


Ferréz me chamou à lembrança, 


Nestes tempos de pandemia, 


Música do Consciência Humana. 




No Roda Viva o Emicida, 


Lembrou-me do Aristocrata, 


Encontro da Negrada,


Ilustres da velha guarda. 




Clube da Zona Sul. 


Onde assistir ao Show 


Do Arlindinho Cruz. 




Várias gerações, 


Presente, Passado 


E Futuro, lado a lado. 




( 27/07/2020) 

quinta-feira, 8 de agosto de 2024

A hora e a vez: da coragem

 





Zecson Lopes


Fico de longe a observar,

imaginar, sonhar

um futuro com você.

Mas o futuro é agora

E eu escrevo minha história,

Não vou nem

pensar em me esconder.


Dediquei-me à

ação.

Faço cartas ao

desconhecido

Descrevendo o

coração.

Sem meias

palavras.

Escrevo mensagens

imaculadas.

Para quem faz

parte de TUDO,

E de NADA.

domingo, 4 de agosto de 2024

Trabalho em mutação


 




Platon Neto


O futuro do trabalho

Não se pode prever

Palpite certo ou falho

Só saberá quem viver


Robôs fabricando gente?

Gente servindo robô?

“Prazer”, sou seu novo gerente

Me chamo computador


O labor é intermitente

Nesse tempo de mutação

Salário: um palito de dente

O suor não paga meu pão


A vida na palma da mão

Nela som, paixão e dor

Na tela a face do irmão

Obra do Steve, o sonhador


A ciência que traz alegria

Tira emprego do trabalhador

Como equilibrar sem histeria

Esse cenário transformador?


O robô nano faz cirurgia

O feto na impressão 3D

O vento gera energia

Tudo é game pra geração Z


Do outro lado a vida bandida

De quem não tem o que comer

No carro não há motorista

No banco ninguém que se vê


E a máquina já faz arma e casa

Tudo de modo avassalador

E o ser humano jogado à traça

Mas não se pode fabricar o amor


Ribeirão Preto, agosto de 2018

sábado, 22 de junho de 2024

Resolução de Vida Nova

 





Rodolfo Pamplona Filho


Cansei!

Resolvi lutar!

Daqui em diante,

tudo vai mudar!


Quero me relacionar

com quem me olhe nos olhos

e me identifique pelo nome,

não por um número de RG, CPF,

Cartão de Crédito, CTPS,

Passaporte ou PIS/PASEP.


Eu não quero viver

com quem me pergunta como vou

e não presta atenção na resposta;

com quem arrota uma grandeza

que não é e que não tem

(como se ter algo engrandecesse alguém...)


Eu não vou fazer mais

o que não me dá prazer,

o que não me cause risos ou lágrimas,

o que não me dê vontade de repetir,

o que não me dê frio na barriga,

o que não me faça me sentir vivo...


Eu não vou mais dinheiro guardar,

como se não fosse feito para gastar...

Eu não vou me poupar

de um sabor experimentar,

de ver um filme ou curtir um show,

ou de viajar e conhecer um lugar...


Eu não vou mais tolerar

gente mal-amada e mal-comida,

que desconta seus complexos

em que está à sua volta

como se culpados fossem

da sua esperança nascer morta...


Eu não vou mais ouvir

gente que precisa, dos outros, falar mal,

que destila seu veneno ou afia suas garras

em resenhas que não constroem nada amado:

não andarei segundo seus conselhos,

não me deterei em seu caminho, nem me assentarei ao seu lado...


Jamais esquecerei

que a história é um livro aberto,

cujas páginas, porém, não se pode voltar,

mesmo quando se quer reescrevê-las,

pois palavras proferidas são flechas desferidas,

que não voltam, mesmo quando miram estrelas...


Não deixarei anestesiar

minha capacidade de me indignar...

Não descansarei...

...até você também se empolgar...

Vou viver como sempre quis...

...minha resolução de vida nova é ser feliz!


João Pessoa, 19 de julho de 2010.

quarta-feira, 19 de junho de 2024

O mar em súplica

 






Negra Luz


Minha mãe, me protege!

Tô perdendo nessa briga, não sei filtrar.

O óleo entrou em minhas ondas,

Só a você, mãe, posso reclamar.


Eu que fiz parte de belas fotografias,

Nas festas estava que fizeram pra ti saudar,

Dei alimento, fui tema de filme, novela e poesia,

30 dias eu sangro esse betume e ninguém a me cuidar


Eu que pensava ser das leis um protegido,

Sou um desvalido, contagiado, a contaminar.

Restando apenas rogar a ti a beira desse abismo:

- Vem das profundezas, minha rainha, me abraçar!


Tenho certeza de que sua força contagia.

E com você, essa ferida vai passar.

Interceda! Muda as correntes! Seja meu guia! Onda marinha serei fiel no meu caminhar!



segunda-feira, 29 de abril de 2024

Um Índio

 



Caetano Veloso


 

Um índio descerá de uma estrela colorida brilhante

de uma estrela que virá numa velocidade estonteante

e pousará no coração do hemisfério sul

na américa num claro  instante

depois de exterminada a última nação indígena

e o espírito dos pássaros das fontes de água límpida

mais avançado que a mais avançada

das mais avançadas das tecnologias

virá impávido que nem Muhamed Ali

virá que eu vi

apaixonadamente como Peri

virá que eu vi

tranqüilo e infalível como Bruce Lee

virá que eu vi

o axé do afoxé,  Filhos de Gandhi

virá 

um índio preservado em pleno corpo físico

em todo sólido , todo gás e todo líquido

em átomos, palavras, alma, cor,

em gesto, em cheiro, em sombra,

em luz, em som magnífico

num ponto eqüidistante entre o Atlântico e o Pacífico

do objeto sim resplandecente descerá  o índio

e as coisa que ele dirá , fará não dizer 

assim de de um modo explícito

virá impávido que nem Muhamed Ali

virá que eu vi

apaixonadamente como Peri

virá que eu vi

tranqüilo  e infalível como Bruce Lee

virá que eu vi

o axé do afoxé,  Filhos de Gandhi 

virá 

 


e aquilo que nesse momento se  revelará aos povos

surpreenderá  a todos não por ser exótico

mas pelo fato de poder estar sempre

estado oculto quando terá sido o óbvio

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Adiamento

 



Álvaro de Campos

 


 

   Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã... 

   Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã, 

   E assim será possível; mas hoje não... 

   Não, hoje nada; hoje não posso. 

   A persistência confusa da minha subjetividade objetiva, 

   O sono da minha vida real, intercalado, 

   O cansaço antecipado e infinito, 

   Um cansaço de mundos para apanhar um elétrico... 

   Esta espécie de alma... 

   Só depois de amanhã... 

   Hoje quero preparar-me, 

   Quero preparar-me para pensar amanhã no dia seguinte... 

   Ele é que é decisivo. 

   Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos... 

   Amanhã é o dia dos planos. 

   Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo; 

   Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã... 

   Tenho vontade de chorar, 

   Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro... 

 

   Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo. 

   Só depois de amanhã... 

   Quando era criança o circo de domingo divertia-rne toda a semana. 

   Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância... 

   Depois de amanhã serei outro, 

   A minha vida triunfar-se-á, 

   Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático 

   Serão convocadas por um edital... 

   Mas por um edital de amanhã... 

   Hoje quero dormir, redigirei amanhã... 

   Por hoje, qual é o espetáculo que me repetiria a infância? 

   Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã, 

   Que depois de amanhã é que está bem o espetáculo... 

   Antes, não... 

   Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei. 

   Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser. 

   Só depois de amanhã... 

   Tenho sono como o frio de um cão vadio. 

   Tenho muito sono. 

   Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã... 

   Sim, talvez só depois de amanhã... 

 

   O porvir... 

   Sim, o porvir...

domingo, 10 de setembro de 2023

Testamento








Como seria bom poder controlar

os rumos da vida depois do meu passar,

em uma extensão pós-morte do querer,

como se houvesse luz após o anoitecer.


Ensinaria tudo que não deu tempo de falar...

Protegeria todos aqueles que aprendi a amar...

Apagaria os rastros dos meus erros no caminho...

Confortaria todos que ficaram sem carinho...


Pediria perdão a quem eu magoei...

Explicaria o que sentia quando chorei...

Mostraria o que é o fracasso e a glória...

Tentaria dar um sentido à minha história...


O registro autêntico da minha vontade

A declaração antecipada (e inútil) da minha saudade

A eternização da vida em um único momento

A força simbólica de meu testamento.


Salvador, 23 de maio de 2010

sábado, 8 de julho de 2023

Ruptura Biográfica

 


Rodolfo Pamplona Filho

Muitas vezes,

nossa vida,

nosso mundo

sofre um corte

bem profundo,

em um ruptura

biográfica,

em que o passado

não volta,

o futuro é incerto

e aprender a viver

o presente

é o que importa.


Salvador, 18 de outubro de 2019.

segunda-feira, 8 de maio de 2023

Precedente


 




Rodolfo Pamplona Filho



O que ocorreu

pode iluminar

a desconhecida estrada

de um novo caminhar


como a saber

a rota tomar,

se antes alguém

não veio desbravar


a floresta da incerteza,

o que se por à mesa

e a dúvida inata

à qualquer indecisão?


Saiba: “o dia precedente

é o mestre do dia seguinte”

e o porvir, do presente,

é a mais bela lição.


 


Salvador, 24 de outubro de 2021.

sexta-feira, 5 de maio de 2023

Na preparação

 





você pode decidir não bater

e pode também decidir não apanhar.

Você de repente percebe

que para vencer, vencer de verdade,

todos precisam ganhar.

Fazer o que é melhor para si,

Adam estava incompleto.

Fazer o que é melhor para si e para o grupo

E quando todos estiverem satisfeitos

Encontraremos um equilíbrio perfeito.

Nash já sabia.

Isso também é jogo, é luta diária

Quem disse que seria fácil?

Bater até cansar...

Apanhar até morrer...

Mas, e coletivizar para viver?

Agora é hora de praticar.

Vem, vamos nos preparar.



Juliana Guanaes

quarta-feira, 26 de abril de 2023

Deixa Fluir

 




Rodolfo Pamplona Filho e Sebastião Marques Neto

 

Deixa fluir!

Para que represar?

As águas vão rolar…

 

Não apresse o rio!

Ele tem o seu ritmo!

As águas vão rolar…

 

Não apresse o rio!

Ele corre para o mar!

As águas vão rolar…

 

Não apresse o sol!

Ele vem para acalmar!

As águas vão rolar…

 

Mesmo nublado o dia,

o tempo flui,

a paz conduz

e a água vai limpar…

Mesmo nublado o dia,

o mal rui,

virá a luz

e o céu se abrirá…

 

Deixa fluir

Para que represar?

As águas vão rolar…

 

Não apresse o rio!

Ele tem o seu ritmo!

As águas vão rolar…

 

Não apresse o rio!

Ele corre para o mar!

As águas vão rolar…

 

Não apresse o sol!

Ele vem para acalmar!

As águas vão rolar…

 

Mesmo nublado o dia,

o tempo flui,

a paz conduz

e a água vai limpar…

Mesmo nublado o dia,

o mal rui,

virá a luz

e o céu se abrirá…

 

Deixa fluir!

Para que represar?

As águas vão rolar…

 

Salvador, 04 de março de 2023.


sábado, 22 de abril de 2023

Filhos

 

 


Rodolfo Pamplona Filho

Filho é filho…

A gente tem de aceitar,

mesmo sendo chato

 

Filho é filho…

A gente tem de respeitar,

mesmo sendo injusto

 

Filho é filho…

A gente tem de cuidar,

mesmo dando trabalho

 

Filho é filho…

A gente tem de amar,

mesmo fazendo tudo errado.

 

Salvador, madrugada de 27 de fevereiro de 2023.



sexta-feira, 14 de abril de 2023

Virada de Chave

 



 Rodolfo Pamplona Filho


Virada de chave

Virada de vida

Tomada de consciência

e dimensão da importância

e da grandeza do que decidir

Não é só um desafio

Não é só uma prova

Não é só uma data

É o futuro que chega

e se torna presente,

fazendo que o hoje

se torne apenas passado.

 

Nem sempre os pais estarão fortes

Nem sempre os pais estarão vivos

Nem sempre haverá quem cuidar

Nem sempre haverá quem

as lágrimas irá secar

Quando a criança desaparece

Quando o adolescente esquece

O adulto chega

para descobrir finalmente

a seriedade do compromisso

e como pode ser dura (e linda),

assustadora (e encantadora),

a sua própria vida.

 

Salvador, 23 de fevereiro de 2023.

sábado, 3 de dezembro de 2022

Don’t Wait ‘Till Tomorrow What you Can do Today!!!

 




Don’t wait ‘till tomorrow what you can do today!!!

Don’t wait ‘till tomorrow what you can do today!!!


Have you ever thought

That your life is short

and death...

... it’s in your eyes!

You said you were the best,

Forgeting all your past,

You believed you’ll live forever...

...this is your sin!

Your home is the place

Of your own disgrace

You cant’t run out now,

SO GOOD BYE!!!


I’m your nightmare;

Your worst dream come true;

I’m the killer that’s waiting behind you!!!


Don’t wait ‘till tomorrow what you can do today!!!

Don’t wait ‘till tomorrow what you can do today!!!


Tears don’t touch me...

Dead, you won’t be free

I will chase your soul...

... ‘till end of times

It’s the point of no return

Don’t scream, you’re alone

Pray to your Lord, ‘cause...

...this is your fate

time is like sand

In a little boy’s hand

And your cycle is complete

You’ll DIE!!!


I’m your nightmare;

Your worst dream come true;

I’m the killer that’s waiting behind you!!!


Don’t wait ‘till tomorrow what you can do today!!!

Don’t wait ‘till tomorrow what you can do today!!!


I’m your nightmare;

Your worst dream come true;

I’m the killer that’s waiting behind you!!!


Close your eyes

And shut up your mouth

This song is over

‘cause you are dead!!!


(1992)

Letra: Rodolfo Pamplona Filho

Música: Rodolfo Ramirez e Cedric Romano