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domingo, 5 de abril de 2026

Fake News na Pandemia





Rodolfo Pamplona Filho


A Internet

deu voz

a quem não tem

o que dizer

e que acaba

dizendo

o que não consegue esconder:

a sua própria raiva,

ódio e ignorância,

misturados com a insegurança

de simplesmente

antipatizar

quem virou alvo

do seu difamar,

como se seu mal querer

pudesse justificar

ou verdade tornar

o fel que escorre

no íntimo do seu ser.


 


Salvador, 25 de julho de 2020

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Funcionamento

 


 


 






Sua mente é um aparelho


em constante busca


de soluções


para qualquer tipo


de problema:


na ausência


de um desafio,


ela se introverte


e entra em modo avião.




Seu cérebro é um processador


mais rápido do que


qualquer computador,


em que todo questionamento


automaticamente


é respondido,


antes que o interlocutor


termine o raciocínio.




Suas atitudes são reflexos


de anos de condicionamento,


em que a lógica


não excluiu a emoção,


mas a separou


em caixas diferentes


para não haver confusão.




Seu coração é um dínamo


que se alimenta de carinho


e deseja retribuir,


como o óleo e o combustível


que renovam e fazem funcionar


todo o sistema.




Ele parece uma máquina


e há quem ache que seja mesmo,


mas, no final das contas,


ele é apenas


o que Nietzsche vaticinou:


humano, demasiadamente humano,


a ponto de ser tão diferente


que a humanidade não lhe reconhece...




São Paulo, 16 de novembro de 2019.


quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Fake News na Pandemia



 


Rodolfo Pamplona Filho



A Internet

deu voz

a quem não tem

o que dizer

e que acaba

dizendo

o que não consegue esconder:

a sua própria raiva,

ódio e ignorância,

misturados com a insegurança

de simplesmente

antipatizar

quem virou alvo

do seu difamar,

como se seu mal querer

pudesse justificar

ou verdade tornar

o fel que escorre

no íntimo do seu ser.



Salvador, 25 de julho de 2020

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

AMARGO PRESENTE-PASSADO

 






A caravela ancorova em outras terras

O bramido da revolta ecoava pelo verde intocado

Os sonidos das correntes esmorecia o belicoso  

Os irados resvalavam sobre os traidores

Os olhares fixos teciam uma despedida

Suas almas saudosistas, mortas sobre o azul pairavam

O mar se quebrava em dois

Gritam os porões para a imensidão

Bramidos de guerra que se enfraqueciam 

- Vermelho de dor, toma de  trevas este azul atlântico!

"Mãe gentil", verde de resquícios amarelos

Tu que recepciona os acorrentados

Por que traístes aqueles que por ti foram adotados?

Sangue escorre pelos que lutam

Fazem fronte os revoltados

"Liberdade, liberdade!" Onde ficas para que ti alcancem?

A dança e cantos guardam a saudade do passado

A força esbraveja dentro dos que tem esperança

Até que eis os enlaces estraçalhados

Livres estão os que foram escravizados

Mas contemporaneidade  que os abarca, onde estão teus direitos?

És tu uma farça moralista? 

Sociedade, por que encarcera os livres?

Por que matas os que lutam por ti?

Por que negas carinho para os que querem amor?

Respeito para os que do alto exigem

Prisão para aqueles que embaixo vivem

Por que essa regra de tamanha estranheza?

Persistentes estigmas perversos aprisionam os iguais.

Tristes desses que lançam para longe benéficos ideais. 

"Igualdade, igualdade" onde ficas para que ti alcancem?



PAULO HENRIQUE NOVAIS SANTOS

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Ciência e Consciência





Rodolfo Pamplona Filho




Uma coisa é a ciência,

outra é a consciência.

A primeira tenta explicar pergunta

A segunda já afirma respondendo

Uma decorre de consenso

Outra do próprio senso

Uma é absolutamente infinita

Outra abrange todo o espaço disponível

Mas tudo que quer a ciência

é, um dia, virar consciência

na mente de quem não lutou por ela.


Salvador, 05 de fevereiro de 2020.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Funcionamento

 


 




Sua mente é um aparelho


em constante busca


de soluções


para qualquer tipo


de problema:


na ausência


de um desafio,


ela se introverte


e entra em modo avião.




Seu cérebro é um processador


mais rápido do que


qualquer computador,


em que todo questionamento


automaticamente


é respondido,


antes que o interlocutor


termine o raciocínio.




Suas atitudes são reflexos


de anos de condicionamento,


em que a lógica


não excluiu a emoção,


mas a separou


em caixas diferentes


para não haver confusão.




Seu coração é um dínamo


que se alimenta de carinho


e deseja retribuir,


como o óleo e o combustível


que renovam e fazem funcionar


todo o sistema.




Ele parece uma máquina


e há quem ache que seja mesmo,


mas, no final das contas,


ele é apenas


o que Nietzsche vaticinou:


humano, demasiadamente humano,


a ponto de ser tão diferente


que a humanidade não lhe reconhece...




São Paulo, 16 de novembro de 2019.


terça-feira, 5 de março de 2024

Funcionamento

 



Rodolfo Pamplona Filho






Sua mente é um aparelho

em constante busca

de soluções

para qualquer tipo

de problema:

na ausência

de um desafio,

ela se introverte

e entra em modo avião.


Seu cérebro é um processador

mais rápido do que

qualquer computador,

em que todo questionamento

automaticamente

é respondido,

antes que o interlocutor

termine o raciocínio.


Suas atitudes são reflexos

de anos de condicionamento,

em que a lógica

não excluiu a emoção,

mas a separou

em caixas diferentes

para não haver confusão.


Seu coração é um dínamo

que se alimenta de carinho

e deseja retribuir,

como o óleo e o combustível

que renovam e fazem funcionar

todo o sistema.


Ele parece uma máquina

e há quem ache que seja mesmo,

mas, no final das contas,

ele é apenas

o que Nietzsche vaticinou:

humano, demasiadamente humano,

a ponto de ser tão diferente

que a humanidade não lhe reconhece...


São Paulo, 16 de novembro de 2019.

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Acredite, pense e faça, use sua









Acredite, pense e faça,

use sua intuição,

transforme sonho em suor,

pensamento em ação.

Enfrente cada batalha

sabendo que a gente falha

e que isso é natural,

cair pra se levantar,

aprender para ensinar

que o bem é maior que o mal.



Bráulio Bessa

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Fake News na Pandemia

 




A Internet

deu voz

a quem não tem

o que dizer

e que acaba

dizendo

o que não consegue esconder:

a sua própria raiva,

ódio e ignorância,

misturados com a insegurança

de simplesmente

antipatizar

quem virou alvo

do seu difamar,

como se seu mal querer

pudesse justificar

ou verdade tornar

o fel que escorre

no íntimo do seu ser.

 

Salvador, 25 de julho de 2020

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

AMARGO PRESENTE-PASSADO



                                      
       

A caravela ancorava em outras terras

O bramido da revolta ecoava pelo verde intocado
Os sonidos das correntes esmorecia o belicoso
Os irados resvalavam sobre os traidores
Os olhares fixos teciam uma despedida
Suas almas saudosistas, mortas sobre o azul pairavam
O mar se quebrava em dois
Gritam os porões para a imensidão
Bramidos de guerra que se enfraqueciam
- Vermelho de dor, toma de trevas este azul atlântico!
"Mãe gentil", verde de resquícios amarelos
Tu que recepciona os acorrentados
Por que traístes aqueles que por ti foram adotados?
Sangue escorre pelos que lutam
Fazem fronte os revoltados
"Liberdade, liberdade!" Onde ficas para que ti alcancem?
A dança e cantos guardam a saudade do passado
A força esbraveja dentro dos que tem esperança
Até que eis os enlaces estraçalhados
Livres estão os que foram escravizados
Mas contemporaneidade que os abarca, onde estão teus direitos?
És tu uma farça moralista?
Sociedade, por que encarcera os livres?
Por que matas os que lutam por ti?
Por que negas carinho para os que querem amor?
Respeito para os que do alto exigem
Prisão para aqueles que embaixo vivem
Por que essa regra de tamanha estranheza?
Persistentes estigmas perversos aprisionam os iguais.
Tristes desses que lançam para longe benéficos ideais.
"Igualdade, igualdade" onde ficas para que ti alcancem?



PAULO HENRIQUE NOVAIS SANTOS

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Fake News na Pandemia

 




A Internet

deu voz

a quem não tem

o que dizer

e que acaba

dizendo

o que não consegue esconder:

a sua própria raiva,

ódio e ignorância,

misturados com a insegurança

de simplesmente

antipatizar

quem virou alvo

do seu difamar,

como se seu mal querer

pudesse justificar

ou verdade tornar

o fel que escorre

no íntimo do seu ser.

 

Salvador, 25 de julho de 2020

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Fake News na Pandemia

 




A Internet

deu voz

a quem não tem

o que dizer

e que acaba

dizendo

o que não consegue esconder:

a sua própria raiva,

ódio e ignorância,

misturados com a insegurança

de simplesmente

antipatizar

quem virou alvo

do seu difamar,

como se seu mal querer

pudesse justificar

ou verdade tornar

o fel que escorre

no íntimo do seu ser.

 

Salvador, 25 de julho de 2020

terça-feira, 8 de junho de 2021

Fake News na Pandemia



 A Internet

deu voz

a quem não tem

o que dizer

e que acaba

dizendo

o que não consegue esconder:

a sua própria raiva,

ódio e ignorância,

misturados com a insegurança

de simplesmente

antipatizar

quem virou alvo

do seu difamar,

como se seu mal querer

pudesse justificar

ou verdade tornar

o fel que escorre

no íntimo do seu ser.

 

Salvador, 25 de julho de 2020

sábado, 27 de março de 2021

AMARGO PRESENTE-PASSADO






A caravela ancorava em outras terras
O bramido da revolta ecoava pelo verde intocado
Os sonidos das correntes esmorecia o belicoso
Os irados resvalavam sobre os traidores
Os olhares fixos teciam uma despedida
Suas almas saudosistas, mortas sobre o azul pairavam
O mar se quebrava em dois
Gritam os porões para a imensidão
Bramidos de guerra que se enfraqueciam
- Vermelho de dor, toma de trevas este azul atlântico!
"Mãe gentil", verde de resquícios amarelos
Tu que recepciona os acorrentados
Por que traístes aqueles que por ti foram adotados?
Sangue escorre pelos que lutam
Fazem fronte os revoltados
"Liberdade, liberdade!" Onde ficas para que ti alcancem?
A dança e cantos guardam a saudade do passado
A força esbraveja dentro dos que tem esperança
Até que eis os enlaces estraçalhados
Livres estão os que foram escravizados
Mas contemporaneidade que os abarca, onde estão teus direitos?
És tu uma farça moralista?
Sociedade, por que encarcera os livres?
Por que matas os que lutam por ti?
Por que negas carinho para os que querem amor?
Respeito para os que do alto exigem
Prisão para aqueles que embaixo vivem
Por que essa regra de tamanha estranheza?
Persistentes estigmas perversos aprisionam os iguais.
Tristes desses que lançam para longe benéficos ideais.
"Igualdade, igualdade" onde ficas para que ti alcancem?




PAULO HENRIQUE NOVAIS SANTOS


sábado, 29 de agosto de 2020

O Novo Normal e a Pandemia


 


A Pandemia

destruiu

o que se entendia

e reconstruiu

o que se avizinha

como “normal”.

Seja no meio social

ou em qualquer ambiente,

a gente sente

que não se sabe mais

se o que ficou para trás

algum dia voltará

ou, de fato, como será

o que um dia

foi ou ia

ser a realidade

da sociedade.

Comunicações virtuais,

isolamentos presenciais,

audiências on line,

aulas em live,

banhos em álcool gel,

processos sem papel...

Tudo realmente mudou...

Só não muda a dor

de se sentir oprimido

ou profundamente atingido

pela exclusão digital

ou desigualdade abissal

de um mundo cruel

como um quadro sem pincel,

na construção do “novo normal”,

em que não existe bem ou mal,

pois não há passo forte ou brando

já que o caminho se faz caminhando...

 

Salvador, 02 de agosto de 2020.

 

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Fake News na Pandemia


 

A Internet

deu voz

a quem não tem

o que dizer

e que acaba

dizendo

o que não consegue esconder:

a sua própria raiva,

ódio e ignorância,

misturados com a insegurança

de simplesmente

antipatizar

quem virou alvo

do seu difamar,

como se seu mal querer

pudesse justificar

ou verdade tornar

o fel que escorre

no íntimo do seu ser.

 

Salvador, 25 de julho de 2020

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Ciência e Consciência






Uma coisa é a ciência,
outra é a consciência.
A primeira tenta explicar pergunta
A segunda já afirma respondendo
Uma decorre de consenso
Outra do próprio senso
Uma é absolutamente infinita
Outra abrange todo o espaço disponível
Mas tudo que quer a ciência
é, um dia, virar consciência
na mente de quem não lutou por ela.

Salvador, 05 de fevereiro de 2020.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

AMARGO PRESENTE-PASSADO




A caravela ancorova em outras terras
O bramido da revolta ecoava pelo verde intocado
Os sonidos das correntes esmorecia o belicoso  
Os irados resvalavam sobre os traidores
Os olhares fixos teciam uma despedida
Suas almas saudosistas, mortas sobre o azul pairavam
O mar se quebrava em dois
Gritam os porões para a imensidão
Bramidos de guerra que se enfraqueciam 
- Vermelho de dor, toma de  trevas este azul atlântico!
"Mãe gentil", verde de resquícios amarelos
Tu que recepciona os acorrentados
Por que traístes aqueles que por ti foram adotados?
Sangue escorre pelos que lutam
Fazem fronte os revoltados
"Liberdade, liberdade!" Onde ficas para que ti alcancem?
A dança e cantos guardam a saudade do passado
A força esbraveja dentro dos que tem esperança
Até que eis os enlaces estraçalhados
Livres estão os que foram escravizados
Mas contemporaneidade  que os abarca, onde estão teus direitos?
És tu uma farça moralista? 
Sociedade, por que encarcera os livres?
Por que matas os que lutam por ti?
Por que negas carinho para os que querem amor?
Respeito para os que do alto exigem
Prisão para aqueles que embaixo vivem
Por que essa regra de tamanha estranheza?
Persistentes estigmas perversos aprisionam os iguais.
Tristes desses que lançam para longe benéficos ideais. 
"Igualdade, igualdade" onde ficas para que ti alcancem?


PAULO HENRIQUE NOVAIS SANTOS

segunda-feira, 29 de junho de 2020

A Morte pode ser a melhor oportunidade na Vida






A Morte pode ser
a melhor oportunidade
na vida
de quem não ousou
viver um grande amor
ou provar da vida
o seu sabor

A Morte pode ser
a melhor oportunidade
na vida
de quem nunca sonhou
em deixar de ser refém
ou mísero escravo de quem
diz qual é a vontade do além

A Morte pode ser
a melhor oportunidade
na vida
de quem não tentou
sair da zona de conforto
e finalmente descobrir
que não nasceu morto.

Salvador, 04 de abril de 2020.