Mostrando postagens com marcador Sobre Música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sobre Música. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Pessoas como Música

 

 




Rodolfo Pamplona Filho

 


Pessoas são como músicas.


Algumas, nós gostamos desde o início.


É a paixão à primeira vista!


É a energia que bate imediatamente!




Outras, gostamos somente


depois de um tempo.


São feitas para serem ouvidas


e compreendidas.






Algumas tocam a nossa vida


e sempre que a encontramos,


uma boa lembrança vem à mente


e/oi um sorriso vem ao rosto…




mas sempre há uma,


que é a mais mais especial:


essa é a nossa trina sonora.


 




Salvador, 18 de fevereiro de 2024.

domingo, 15 de setembro de 2019

Cachorro Vira-Lata








Rodolfo Pamplona Filho

Sou um cachorro vira-lata,
solto nas ruas,
em busca de comida
e de carinho...
Procurando um refúgio,
onde possa ser amado
e não ter mais subterfúgio
para me sentir abandonado...

Puerto Varas-Chile, 02 de julho de 2012.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Se Todos Fossem Iguais A Você



Tom Jobim

Vai tua vida

Teu caminho é de paz e amor

A tua vida

É uma linda canção de amor

Abre os teus braços e canta

A última esperança

A esperança divina

De amar em paz


Se todos fossem

Iguais a você

Que maravilha viver

Uma canção pelo ar

Uma mulher a cantar

Uma cidade a cantar, a sorrir, a cantar, a pedir

A beleza de amar

Como o sol, como a flor, como a luz

Amar sem mentir, nem sofrer


Existiria a verdade

Verdade que ninguém vê

Se todos fossem no mundo iguais a você

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Paciência


Lenine 

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
E o mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não)

Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara (a vida não para não... a vida não para)

quinta-feira, 23 de março de 2017

Hope and Darkness



Letra: Rodolfo Pamplona Filho 
Música: Flávio Maranhão 

Sometimes
I feel like
I don't
have an answer

Sometimes
I feel like
I speak
always alone...

The question is not "if", but "when"!
When the sun will rise again?

Sometimes
I feel like
I get afraid
of darkness

Sometimes
I feel like
there's no space
for hope

The question is not "if", but "when"!
When the sun will rise again?

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Objeto Direto

 
Belchior

Eu quero meu corpo bem livre do peso inútil da alma
Quero a violência calma de humanamente amar
Eu quero quebrar o quebranto do permitido e do proibido
E nego o que nega os sentidos direito e dom de gozar
A verdade está no vinho "In vino veritas"
Que me faz gauche, anjo torto
Que retempera o meu corpo nos pecados capitais
Pois a pedra no sapato de quem vive em linha reta
É a sentença concreta
Viver e brincar e pensar tanto faz
Substantivo comum um infinito presente
Este, objeto direto, reto, repleto, completo
Presente, infinitamente.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Uma canção


Rodolfo Pamplona Filho


A melodia é o consolo

para a dureza da poesia

A harmonia dita regras

onde se deita a anarquia

O ritmo quer por ordem

na liberdade do caos

A métrica é a disciplina

de um quadro parnasiano

A rima é a esperança

de colorir o horizonte

A canção é o esconderijo

da alma do poeta.





Salvador, 23 de dezembro de 2016.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Eh no calor da melodia ​



Rodolfo Pamplona Filho​

Que  quero apresentar ​
A banda Crooners in concert ​
que veio para ficar, ​
Rodolfo Pamplona Filho​
Canta uma moda diferente e a ele ofereço uma estrofe do repente.
É no calor da melodia ​
Vou falar da bateria ​
Que toca todas as moda​
Com o coração a mil. ​
Mando aqui o meu abraço ​
pro batera Cássio Brasil .
Para fazer mais uma rima ​
Só tem gente afiada​
Cantam com o coração ​
Não precisam de mais nada, ​
eu aqui quero saudar ​
o Adelmo  da guitarra.
Uma banda em unidade ​
Com o coração nas cordas ​
Deixo aqui o meu recado​
Ele toca todas as modas ​
E não vence pelo cansaço ​
To falando desse cara, ​
o Fábio do contrabaixo!
Pra finalizar a brincadeira ​
deixe eu me apresentar ​
Sou Camila Nogueira ​
paraibana de rachar. ​
Quero ir para um show ​
pra ouvir vocês tocar .

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Tocando em frente


Ando devagar porque ja tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais...

Hoje me sinto mais forte
Mais feliz quem sabe?
Eu só levo a certeza do que muito pouco sei...
Ou nada sei...

Conhecer as manhãs e as manhãs...
O sabor das massas e das maçãs...
É preciso amor pra poder pulsar...
É preciso paz pra poder sorrir...
É preciso a chuva para florir...

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente...
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada
Eu vou...estrada eu sou...

Conhecer as manhãs e as manhãs...
O sabor das massas e das maçãs...
É preciso amor pra poder pulsar...
É preciso paz pra poder sorrir...
É preciso a chuva para florir...

Todo o mundo ama um dia...todo o mundo chora..
Um dia agente chega..o outro vai embora..
Cada um de nos compoe a sua historia..
E cada ser em si carrega o dom de ser capaz de ser feliz....

Conhecer as manhas e as manhãs...
O sabor das massas e das maçãs...
É preciso amor pra poder pulsar...
É preciso paz pra poder sorrir...
É preciso a chuva para florir...

Ando devagar porque ja tive pressa
E levo esse sorriso porque ja chorei demais...
Cada um de nos compoe a sua historia...
E cada ser em si carrega o dom de ser capaz...de ser feliz...

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Enarmonia

Rodolfo Pamplona Filho






Notas com nomes diferentes
para o mesmo som...
Dó sustenido e ré bemol
somente são a mesma nota
em um sistema temperado
que convenciona e uniformiza
para facilitar a compreensão...
E é preciso investir e acreditar
que realmente é possível
falar a mesma língua!
Quando a sintonia falta,
no diálogo que não se completa,
chama-se o feito à ordem
para reabrir os canais de comunicação...
Um, dois, três, testando...


Capetown, 10 de setembro de 2015.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

A Voz

Rodolfo Pamplona Filho









Um som que ecoa,
balança e ressoa

Melodia que entoa,
ressoa e abençoa

Possante, avante,
verdadeiramente tonitroante...

Mais que um trovão...
Mais que um instrumento musical...
A humanidade da canção...
O começo, meio e final...

Só ela...

A Voz...

09/02/2014...

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Violões

Violões

Rodolfo Pamplona Filho
Ninguém nunca me ensinou
a afinar um violão...
Foi a vida que me mostrou
como trabalhar a tensão...
E, muitas vezes, vi romper
cordas novas e imaculadas
que pareciam, a meu ver,
prontas para suas baladas...

Ninguém nunca me ensinou
a tocar um violão...
Foi a vida que me levou
a criar minha canção...
Misturando acordes frágeis
de uma peculiar harmonia
com o soar de notas ágeis
a construir a melodia...

Ninguém nunca me ensinou
a cuidar de um violão...
Foi a vida que me forçou
a guardá-lo com atenção,
para que, da tristeza, o espanto
não faça que eu pereça
e, da música, o encanto
jamais desapareça...



Praia do Forte, madrugada de 30 de novembro de 2013, pensando em papear com Fachin...

terça-feira, 20 de maio de 2014

Entre Notas

Entre Notas

Rodolfo Pamplona Filho
Hã muito mais Lá
entre um Si e um Dó,
do que possam imaginar
nossas vãs filosofias!
Ou entre o Si e a Dó!
Ou entre o Lá e o Dó maior!
Ou entre o Lá distante do Sol!
Entre Si e Mi, de Ré,
sem Dó, no Sol-Fá!
Lá, distante do Sol,
existe em Mi,
um profundo Dó!
No Ré pensar
do que Fá zer,
penso em Si,
penso em Mi,
penso em nunca mais ser Sol.


Mainz, 02 de maio de 2013.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Ouvido Absoluto: As Canções a Seu Tempo

Ouvido Absoluto: As Canções a Seu Tempo

Patrícia Plumbo
No final do ano assistimos na tv Ivete Sangalo ladeada por dois dos maiores ícones vivos da música popular, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Grande parte do repertório da autoria deles com destaque para a belíssima Atrás da Porta, de Chico Buarque, como um dos pontos altos do programa. Ivete saiu-se bem. Cantou bonito, na intenção certa e emocionou platéia e colegas mesmo correndo o risco iminente da comparação com Elis Regina.
O desfile de clássicos acabou suscitando um debate acalorado entre meus amigos e eu sobre a natureza genial dos compositores ali presentes e a novissima geração que estamos vendo surgir. É lugar comum dizer que não se fazem mais canções como aquelas, que a poesia contida na produção contemporânea é rasa se comparada ao lirismo de Drão, Super Homem, Amor Até o Fim, Tá Combinado, Tigresa, pra citar algumas que fizeram parte do especial e indo mais longe o que dizer dos versos de Vinicius de Moraes, de Lupicínio, Cartola e outros mestres.
Bom, meu argumento a favor da canção comtemporânea é simples, toda canção reflete seu tempo, tem contexto histórico e é a partir daí que é possivel fazer juizo de valor. Como comparar a dor de cotovelo de um Antonio Maria que viveu nos anos 50 quando desfazer um casamento era um crime com punição social máxima com a leveza de um jovem como Thiago Pethit que vive num tempo com toda a liberdade de amar quer quiser? Vamos as versos: “ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de meu amor…”. – Antonio Maria; ou Valsa de Eurídice, de Tom Jobim e Vinicius: “oh, meu amado não parta, não parta de mim, ah, uma ternura que não tem fim…. ”.
Agora, Mapa Mundi, de Thiago Pethit: “me escreva uma carta sem remetente, só o necessario e se está contente, tente lembrar quais eram os planos, se nada mudou com o passar dos anos…e me pergunte o que será do nosso amor…”. Pra ser menos radical na diferença vamos pra Jards Macalé e Wally Salomão com Vapor Barato nos anos 70 quando a liberdade era uma bandeira: “vou descendo por todas as ruas e vou tomar aquele velho navio, eu não preciso de muito dinheiro, graças a deus, e não me importa, honey…”. Voltando algumas décadas vamos lembrar de outro tipo de romance retratado na belissima Último Desejo de Noel Rosa – “Nosso amor que não esqueço e que teve o seu começo numa festa de São João, morre hoje sem foguete, sem retrato, sem bilhete, sem luar, sem violão…” Pra nossa tristeza, quem é que começa nesses anos 2000 e tanto uma história de amor com retrato e bilhete
No meio da discussão apareceu uma outra questão bastante comum, onde estão os genios dessa geração? Se temos Chico, Gil, Caetano, Jobim, Noel, o que vem agora? O que virá depois? Continuo com meu determinismo histórico, não precisamos de gênios. Temos excelentes compositores, e até em maior número do que nas geracões anteriores. Com a disseminação da música pela internet, com a facilidade de acesso aos meios de produção, não há 3 ou 4 grandes nomes para a década, mas muitos.
Listo aqui alguns artistas com ótimas letras: o já citado Thiago Pethit, Rodrigo Campos, Tulipa Ruiz, Marcelo Camelo, Lirinha, Ava Rocha, Junio Barreto. Numa época em que casar e descasar é sazonal, o amor é Só Sei Dançar Com Você: “você sacou a minha esquizofrenia e maneirou na condução, toda vez que eu errava você dizia pra eu me soltar porque você me conduzia …” como canta Tulipa.
Os anos 50 foram difíceis pro amor, os 60 e 70 pra liberdade, os 80 uma espécie de compasso de espera, nos anos 90 se consolida a diversidade e agora colhemos os frutos de tudo isso. Tem poesia com profundidade e erudição nos versos de Lirinha mas também uma jovem que dança pra espantar a dor. Tem o fim da solidão de Marcelo Camelo e o amanhecer espantado com os preços da cidade de Ava Rocha. Só que é espalhado, diluido, solto por aí. Não está na televisão.
Mais que nunca é com ouvido esperto e curioso que se ouve e se descobre a boa música. Como disse uma vez Arnaldo Antunes, não tem porque termos saudades dos movimentos. O melhor é sempre o que nos emociona e de maneira geral o que mais emociona é o que nos traduz. Cada canção a seu tempo