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quinta-feira, 9 de julho de 2026

Fui Eu



 


Poema de Fernando Py (1935-2020)



Fui eu esse menino que me espia

– melancólico olhar, sereno rosto,

postura fixa e o todo bem composto –

no retrato que o tempo desafia.


Fui eu na minha infância fugidia

de prazeres ingênuos, e o desgosto

de sentir tão efêmera a alegria

bem depressa mudada em seu oposto.


Fui eu, sim; mas o tempo que perpassa

e tudo altera nem sequer deixou

um grão de infância feito esmola escassa.


Fui eu; e da figura só ficou

o olhar desenganado na fumaça

em que a criança inteira se mudou.



abril 1998


(De Sentimento da Morte – 2003)





sábado, 4 de abril de 2026

Fui eu esse menino que me espia



  


Poema de Fernando Py (1935-2020)


– melancólico olhar, sereno rosto,


postura fixa e o todo bem composto –

no retrato que o tempo desafia.


Fui eu na minha infância fugidia

de prazeres ingênuos, e o desgosto

de sentir tão efêmera a alegria

bem depressa mudada em seu oposto.


Fui eu, sim; mas o tempo que perpassa

e tudo altera nem sequer deixou

um grão de infância feito esmola escassa.


Fui eu; e da figura só ficou

o olhar desenganado na fumaça

em que a criança inteira se mudou.


abril 1998


(De Sentimento da Morte – 2003)

quarta-feira, 23 de julho de 2025

Arraia no ar não tem dono





Rodolfo Pamplona Filho


Arraia no ar

não tem dono:

é de quem primeiro pegar

e sair soltando!

Como uma oportunidade que surge,

como um amor que nasce,

como uma ideia a desenvolver,

como um poema a recitar...


Arraia no ar

não tem dono:

é de quem primeiro pegar

e sair soltando!


Salvador, 02 de fevereiro de 2020.

sexta-feira, 18 de julho de 2025

Fui Eu

 









Fui eu esse menino que me espia

– melancólico olhar, sereno rosto,

postura fixa e o todo bem composto –

no retrato que o tempo desafia.


Fui eu na minha infância fugidia

de prazeres ingênuos, e o desgosto

de sentir tão efêmera a alegria

bem depressa mudada em seu oposto.


Fui eu, sim; mas o tempo que perpassa

e tudo altera nem sequer deixou

um grão de infância feito esmola escassa.


Fui eu; e da figura só ficou

o olhar desenganado na fumaça

em que a criança inteira se mudou.


abril 1998


(De Sentimento da Morte – 2003)


Poema de Fernando Py (1935-2020)

quinta-feira, 17 de julho de 2025

Crianças feridas

 





Rodolfo Pamplona Filho


Crianças feridas

se reconhecem reciprocamente.

Encontros de sensibilidades

na carência de amor

e de reconhecimento.

Na precisão

do olhar do outro

com bons olhos.

No reconhecimento

não por ser brilhante,

mas por ser específico.

Ser visto com olhos normais

se limita ao senso comum;

os bons olhos veem

apenas o que é único.


Salvador, 12 de fevereiro de 2020

sábado, 7 de junho de 2025

Fui eu esse menino que me espia





Poema de Fernando Py (1935-2020)


 – melancólico olhar, sereno rosto,


postura fixa e o todo bem composto –

no retrato que o tempo desafia.


Fui eu na minha infância fugidia

de prazeres ingênuos, e o desgosto

de sentir tão efêmera a alegria

bem depressa mudada em seu oposto.


Fui eu, sim; mas o tempo que perpassa

e tudo altera nem sequer deixou

um grão de infância feito esmola escassa.


Fui eu; e da figura só ficou

o olhar desenganado na fumaça

em que a criança inteira se mudou.


abril 1998


(De Sentimento da Morte – 2003)



terça-feira, 27 de maio de 2025

Chegada de Giovanna e Gabriella

 

 





(Rodolfo Pamplona Filho/Marcelo Paulo)




Duas estrelinhas


surgiram no céu de nossa cidade!


Duas pequenas rosas nasceram


no jardim da felicidade!


Será que existe maior alegria


do que viver cada dia


na enorme expectativa


do momento de sua vinda?


Se uma só já seria amada,


recebermos duas na mesma fornada


é amor que não mede tamanho!


Venham ver como a vida é bela,


Giovanna e Gabriella


quarta-feira, 8 de maio de 2024

Chegada de Giovanna e Gabriella

 


(Rodolfo Pamplona Filho/Marcelo Paulo)


Duas estrelinhas

surgiram no céu de nossa cidade!

Duas pequenas rosas nasceram

no jardim da felicidade!

Será que existe maior alegria

do que viver cada dia

na enorme expectativa

do momento de sua vinda?

Se uma só já seria amada,

recebermos duas na mesma fornada

é amor que não mede tamanho!

Venham ver como a vida é bela,

Giovanna e Gabriella

domingo, 21 de janeiro de 2024

Nossas microbiografias

 




Heitor Ferraz Mello


Às vezes acontece

do acaso

inconfortável

abrir uma brecha

na rasteira do presente

e alguma imagem

que estava presa

se libertar.

Do silêncio

escapa um rumor

de risos e vozes

(talvez na ponte

sobre um velho ribeirão)

e braços longos e desajeitados

de uma garota

longa e desajeitada

se acomodam sobre as coxas

e outra garota

esconde a timidez

de uma gargalhada

colocando a mão na boca.



quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

O filho do século

 




Murilo Mendes



Nunca mais andarei de bicicleta

Nem conversarei no portão

Com meninas de cabelos cacheados

Adeus valsa "Danúbio Azul"

Adeus tardes preguiçosas

Adeus cheiros do mundo sambas

Adeus puro amor

Atirei ao fogo a medalhinha da Virgem

Não tenho forças para gritar um grande grito

Cairei no chão do século vinte

Aguardem-me lá fora

As multidões famintas justiceiras

Sujeitos com gases venenosos

É a hora das barricadas

É a hora da fuzilamento, da raiva maior

Os vivos pedem vingança

Os mortos minerais vegetais pedem vingança

É a hora do protesto geral

É a hora dos vôos destruidores

É a hora das barricadas, dos fuzilamentos

Fomes desejos ânsias sonhos perdidos,

Misérias de todos os países uni-vos

Fogem a galope os anjos-aviões

Carregando o cálice da esperança

Tempo espaço firmes porque me abandonastes.


sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Crianças Feridas

 



Rodolfo Pamplona Filho


Crianças feridas

se reconhecem reciprocamente.

Encontros de sensibilidades

na carência de amor

e de reconhecimento.

Na precisão

do olhar do outro

com bons olhos.

No reconhecimento

não por ser brilhante,

mas por ser específico.

Ser visto com olhos normais

se limita ao senso comum;

os bons olhos veem

apenas o que é único.


Salvador, 12 de fevereiro de 2020

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Fui eu esse menino que me espia




– melancólico olhar, sereno rosto,

postura fixa e o todo bem composto –
no retrato que o tempo desafia.

Fui eu na minha infância fugidia
de prazeres ingênuos, e o desgosto
de sentir tão efêmera a alegria
bem depressa mudada em seu oposto.

Fui eu, sim; mas o tempo que perpassa
e tudo altera nem sequer deixou
um grão de infância feito esmola escassa.

Fui eu; e da figura só ficou
o olhar desenganado na fumaça
em que a criança inteira se mudou.

abril 1998

(De Sentimento da Morte – 2003)

Poema de Fernando Py (1935-2020) 

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Fui eu esse menino que me espia

  




– melancólico olhar, sereno rosto,

postura fixa e o todo bem composto –
no retrato que o tempo desafia.

Fui eu na minha infância fugidia
de prazeres ingênuos, e o desgosto
de sentir tão efêmera a alegria
bem depressa mudada em seu oposto.

Fui eu, sim; mas o tempo que perpassa
e tudo altera nem sequer deixou
um grão de infância feito esmola escassa.

Fui eu; e da figura só ficou
o olhar desenganado na fumaça
em que a criança inteira se mudou.

abril 1998

(De Sentimento da Morte – 2003)

Poema de Fernando Py (1935-2020)

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Fui eu esse menino que me espia





 – melancólico olhar, sereno rosto,

postura fixa e o todo bem composto –
no retrato que o tempo desafia.

Fui eu na minha infância fugidia
de prazeres ingênuos, e o desgosto
de sentir tão efêmera a alegria
bem depressa mudada em seu oposto.

Fui eu, sim; mas o tempo que perpassa
e tudo altera nem sequer deixou
um grão de infância feito esmola escassa.

Fui eu; e da figura só ficou
o olhar desenganado na fumaça
em que a criança inteira se mudou.

abril 1998

(De Sentimento da Morte – 2003)

Poema de Fernando Py (1935-2020)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Fui eu esse menino que me espia




– melancólico olhar, sereno rosto,
postura fixa e o todo bem composto –
no retrato que o tempo desafia.

Fui eu na minha infância fugidia
de prazeres ingênuos, e o desgosto
de sentir tão efêmera a alegria
bem depressa mudada em seu oposto.

Fui eu, sim; mas o tempo que perpassa
e tudo altera nem sequer deixou
um grão de infância feito esmola escassa.

Fui eu; e da figura só ficou
o olhar desenganado na fumaça
em que a criança inteira se mudou.

abril 1998

(De Sentimento da Morte – 2003)

Poema de Fernando Py (1935-2020)

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Fui Eu






 Fui eu esse menino que me espia

– melancólico olhar, sereno rosto,
postura fixa e o todo bem composto –
no retrato que o tempo desafia.

Fui eu na minha infância fugidia
de prazeres ingênuos, e o desgosto
de sentir tão efêmera a alegria
bem depressa mudada em seu oposto.

Fui eu, sim; mas o tempo que perpassa
e tudo altera nem sequer deixou
um grão de infância feito esmola escassa.

Fui eu; e da figura só ficou
o olhar desenganado na fumaça
em que a criança inteira se mudou.

abril 1998

(De Sentimento da Morte – 2003)

Poema de Fernando Py (1935-2020)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Fui Eu




 Fui eu esse menino que me espia

– melancólico olhar, sereno rosto,
postura fixa e o todo bem composto –
no retrato que o tempo desafia.

Fui eu na minha infância fugidia
de prazeres ingênuos, e o desgosto
de sentir tão efêmera a alegria
bem depressa mudada em seu oposto.

Fui eu, sim; mas o tempo que perpassa
e tudo altera nem sequer deixou
um grão de infância feito esmola escassa.

Fui eu; e da figura só ficou
o olhar desenganado na fumaça
em que a criança inteira se mudou.

abril 1998

(De Sentimento da Morte – 2003)

Poema de Fernando Py (1935-2020)

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

DA PREVENÇÃO




Está no ECA

Como dever a prevenção 

Prevenir ocorrências 

De ameaças e violação  


União, Estado

Distrito Federal e Municípios

Todos devem agir

Para garantir os Princípios 


Elaborar Políticas Públicas

Campanhas de divulgação 

Trazendo à luz a consciência 

Que criança e adolescente merecem proteção 


São inúmeros os campos de atuação 

Nas famílias 

Nas escolas

Em toda instituição 


Informar é preciso

Levando todos a reflexão 

Pois somos nós os protetores

Do futuro da nação


Maria Aparecida Francisco

sábado, 10 de outubro de 2020

DO DIREITO À LIBERDADE, AO RESPEITO E À DIGNIDADE (ARTS.15 E 16 DO ECA)




A criança e o adolescente 

Têm direito à liberdade 

Ao respeito, certamente 

E à dignidade 


O direito de liberdade compreende

Os aspectos de ir, vir e estar

De praticar esportes 

De se divertir e brincar 


De opinião e expressão 

Crença e culto religioso 

Vida familiar e comunitária, sem discriminação 

Legislador atencioso 


Da vida política participar 

De acordo com a legislação 

Refúgio buscar, 

E também auxílio e orientação.



Jorge da Rosa

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

DO DIREITO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA(ART. 19 DO ECA)



É direito da criança e do adolescente 

A criação e educação absoluta 

No seio de sua família e, excepcionalmente 

Em família substituta 


A convivência familiar e comunitária 

Será assegurada sem nenhum mal

Em um ambiente sem falhas 

Que garanta seu desenvolvimento integral 


Guarde em sua mente:

Será garantida a convivência integral 

Da criança com a mãe adolescente 

Que estiver em acolhimento institucional 


A mãe adolescente 

Assistida será 

Por equipe especializada 

Multidisciplinar. 


Jorge da Rosa