Mostrando postagens com marcador Indagações. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Indagações. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de março de 2026

A UM MENDIGO


 


Barros Alves


Hoje eu senti a dor que abrasa os entes

Exposta em face exangue e mui sofrida;

Eu vi a dor que dilacera a vida,

Olhar de angústia, magras mãos trementes.


Vi de perto a miséria dos viventes

Sem pão, sem teto; alma combalida

A transportar a vida mal vivida

Dos desgraçados. Miseráveis gentes!


Acercou-se de mim. Pobre mendigo!

Mão estendida, triste olhar pedinte

Como se nem mais Deus lhe fosse ouvinte.


Desventura voz! Eu não consigo

Esquecê-la jamais. Voz que consome:

- Uma esmola, senhor, pois tenho fome...


segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Como é a nossa escrita








Ludmila Costa




Como é a nossa escrita


vista por outros leitores?


Causa dor?


Causa amor?


Causa raiva?


Causa tristeza?


Causa inspiração?


Que causemos um pouco de tudo


menos a solidão de não ser lido!


Justa causa amar a poesia!








quinta-feira, 17 de julho de 2025

Crianças feridas

 





Rodolfo Pamplona Filho


Crianças feridas

se reconhecem reciprocamente.

Encontros de sensibilidades

na carência de amor

e de reconhecimento.

Na precisão

do olhar do outro

com bons olhos.

No reconhecimento

não por ser brilhante,

mas por ser específico.

Ser visto com olhos normais

se limita ao senso comum;

os bons olhos veem

apenas o que é único.


Salvador, 12 de fevereiro de 2020

terça-feira, 5 de novembro de 2024

O que fizeram, o que eu fiz e para onde fui

 




Vitor Henrique


É foda, a cabeça lota em quotas de devaneio. 

Sujeira que me jogaram, amarraram e me deixaram em uma mar uivante de Abrantes.  

Não se iluda com a forma lúdica da localidade airosa, porque não existe rosas sem espinhos, nem que se for no pinho do seu ninho. 

Não importa a forma, a sonata está perdida em uma ida sem partida, mas com chegada aonada mais me consola.  


As solas nem estão gastas em lascas. Mas já sei que não há nada mais. 

Porque não há? 

Porque eu já disse, me sujaram, amarraram e me jogaram no meio do nada e eu não sei nadar, nem ao menos andar no desconhecido. 

Não sei que lugar é esse, 

Não sei se tenhas o nobre e o pobre, e se eles se importam em ouvir os meus pensamentos confusos tontos pela… a maré.   

A porta parece  torta,  cheias de discursos  de nenhures. Porque, donde eu veio pelos devaneios, não conheci achar meios a abrir. 


A cabeça tida madura, já sabe que a vida  é assim, dura igual uma pedra, que  que  esmurra em uma algazarra de sentimentos. 

Uma verdadeira surra de  momentos e tormentos em só lamentos. 

Não se engane ou encane, dizem que é apenas uma pane no sistema. 

Urge então a necessidade de saber, para não beber na fonte da ignorância, porque a ânsia em uma direção de uma ação, que nasce naquela  idade.

Naquela idade, em que você não vê as coisas do jeito que antes via. 

Você de per si, sabe que  a vida é assim, no sim ou no não, sempre serei o anão da pirâmide. 


Ahhh, se eu pudesse ja ter descobre está chave mestra para concertar ou atar os nós do que já se foi. 

Aos amigos que você tem que não ligam, 

o  sinal de pane aparece e você não amanhece 

É, no verso da canção, no abrir da chave, que a ave ligeira já sabe antes  que você, que é só ela e mais nada. 

Não existe amor no clamor da dor de um sociedade doente. 

Quem fala que sim mente, pela  simples mediocridade que transforma a terra em letra de funeral. 

Não existe compaixão, nem paixão. 

Não existe nada além dessa vida, porque na ida, você sabe que  somos meros passageiros prestes a partir. 

Desligue os castelos do tetris, que moldam quem está certo ou errado na peça de encaixe, desligue a máquina, desligue a cina.  

Porque nada importa, nem a forma, nem o como e o porque.







domingo, 18 de fevereiro de 2024

A UM MENDIGO

 



Barros Alves


Hoje eu senti a dor que abrasa os entes

Exposta em face exangue e mui sofrida;

Eu vi a dor que dilacera a vida,

Olhar de angústia, magras mãos trementes.


Vi de perto a miséria dos viventes

Sem pão, sem teto; alma combalida

A transportar a vida mal vivida

Dos desgraçados. Miseráveis gentes!


Acercou-se de mim. Pobre mendigo!

Mão estendida, triste olhar pedinte

Como se nem mais Deus lhe fosse ouvinte.


Desventura voz! Eu não consigo

Esquecê-la jamais. Voz que consome:

- Uma esmola, senhor, pois tenho fome...

 

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Olhar de Estranhamento

 



Rodolfo Pamplona Filho


De repente,

um gesto 

uma palavra 

ou um suspirar 

despertam 

um novo olhar 

de questionamento

-diria mais: estranhamento -

sobre o que aconteceu…


Salvador, 22 de setembro de 2023.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

O Caminho dos Afetos

 



Rodolfo Pamplona Filho


Meus afetos seguem 

um caminho habitual 

que o tempo normalizou:

uma trilha percorrida

por quem ou por algo 

importante para mim…

Não importa quem seja!

Não interessa o que foi!

Não ligo para o que pensam!

Meus Alunos 

Meus Cachorros

Minha Casa

Investimento de energia

Processo de Identificação 

Reconhecimento de Identidade 

Admiração

Amor

Gratidão 

Coerência 

com a essência 

do que se viveu,

do que se é 

e do que sempre

se quis ser.


Salvador, 22 de setembro de 2023.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

O meu impossível

 



Florbela Espanca


Minh'alma ardente é uma fogueira acesa,

É um brasido enorme a crepitar!

Ânsia de procurar sem encontrar

A chama onde queimar uma incerteza!



Tudo é vago e incompleto! E o que mais pesa

É nada ser perfeito. É deslumbrar

A noite tormentosa até cegar,

E tudo ser em vão! Deus, que tristeza!...



Aos meus irmãos na dor já disse tudo

E não me compreenderam!... Vão e mudo

Foi tudo o que entendi e o que pressinto...



Mas se eu pudesse a mágoa que em mim chora

Contar, não a chorava como agora,

Irmãos, não a sentia como a sinto!...


sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Crianças Feridas

 



Rodolfo Pamplona Filho


Crianças feridas

se reconhecem reciprocamente.

Encontros de sensibilidades

na carência de amor

e de reconhecimento.

Na precisão

do olhar do outro

com bons olhos.

No reconhecimento

não por ser brilhante,

mas por ser específico.

Ser visto com olhos normais

se limita ao senso comum;

os bons olhos veem

apenas o que é único.


Salvador, 12 de fevereiro de 2020

domingo, 23 de outubro de 2022

Discriminação por Preconceito Implícito


 





Não me importam as suas palavras

Não me interessa quem são seus amigos

Não quero saber de seus amores

Não me fale de seus ancestrais

Não me aponte os seus rituais

Não me diz nada sua religiosidade

Não me emociona sua notoriedade

Não é a palavra dita

ou a explícita intenção:

o que me afeta

é o ato que reflete

o profundo preconceito

do seu coração.

 

Salvador, 25 de setembro de 2022.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Como é a nossa escrita

 




Como é a nossa escrita

vista por outros leitores?

Causa dor?

Causa amor?

Causa raiva?

Causa tristeza?

Causa inspiração?

Que causemos um pouco de tudo

menos a solidão de não ser lido!

Justa causa amar a poesia!

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Privacidade na Pandemia

 





O que é meu

e de mais ninguém?

Qual é o local

onde alguém

não pode entrar

sem ser convidado?

No mundo das lives,

audiências e webinars,

será que ainda existe

uma esfera onde

não se possa penetrar?

Quando a privacidade

se abre de verdade,

não há, na realidade,

mais qualquer intimidade...

Quando o privado

público se tornou,

talvez não haja espaço

sequer para o pudor...

 

Salvador, 02 de julho de 2020.

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Normalidade na Pandemia

 




O que é normal?

Era o que se vivia

até então?

Era somente

a nossa percepção?

Era algo que

não existe

ou, se existiu,

nunca mais existirá...

Se o normal não voltará,

talvez nunca terá mesmo existido,

pois o normal será construído

no caminho que será vivido...

 

Salvador, 28 de junho de 2020.

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Como é a nossa escrita






Como é a nossa escrita

vista por outros leitores?

Causa dor?

Causa amor?

Causa raiva?

Causa tristeza?

Causa inspiração?

Que causemos um pouco de tudo

menos a solidão de não ser lido!

Justa causa amar a poesia!



Ludmila Costa

domingo, 1 de agosto de 2021

Como é a nossa escrita





Como é a nossa escrita

vista por outros leitores?

Causa dor?

Causa amor?

Causa raiva?

Causa tristeza?

Causa inspiração?

Que causemos um pouco de tudo

menos a solidão de não ser lido!

Justa causa amar a poesia!

sexta-feira, 9 de julho de 2021

O que fizeram, o que eu fiz e para onde fui

                                          

  


É foda, a cabeça lota em quotas de devaneio. 

Sujeira que me jogaram, amarraram e me deixaram em uma mar uivante de Abrantes.  

Não se iluda com a forma lúdica da localidade airosa, porque não existe rosas sem espinhos, nem que se for no pinho do seu ninho. 

Não importa a forma, a sonata está perdida em uma ida sem partida, mas com chegada aonada mais me consola.  


As solas nem estão gastas em lascas. Mas já sei que não há nada mais. 

Porque não há? 

Porque eu já disse, me sujaram, amarraram e me jogaram no meio do nada e eu não sei nadar, nem ao menos andar no desconhecido. 

Não sei que lugar é esse, 

Não sei se tenhas o nobre e o pobre, e se eles se importam em ouvir os meus pensamentos confusos tontos pela… a maré.   

A porta parece  torta,  cheias de discursos  de nenhures. Porque, donde eu veio pelos devaneios, não conheci achar meios a abrir. 


A cabeça tida madura, já sabe que a vida  é assim, dura igual uma pedra, que  que  esmurra em uma algazarra de sentimentos. 

Uma verdadeira surra de  momentos e tormentos em só lamentos. 

Não se engane ou encane, dizem que é apenas uma pane no sistema. 

Urge então a necessidade de saber, para não beber na fonte da ignorância, porque a ânsia em uma direção de uma ação, que nasce naquela  idade.

Naquela idade, em que você não vê as coisas do jeito que antes via. 

Você de per si, sabe que  a vida é assim, no sim ou no não, sempre serei o anão da pirâmide. 


Ahhh, se eu pudesse ja ter descobre está chave mestra para concertar ou atar os nós do que já se foi. 

Aos  amigos que você tem que não ligam, 

o  sinal de pane aparece e você não amanhece 

É, no verso da canção, no abrir da chave, que a ave ligeira já sabe antes  que você, que é só ela e mais nada. 

Não existe amor no clamor da dor de um sociedade doente. 

Quem fala que sim mente, pela  simples mediocridade que transforma a terra em letra de funeral. 

Não existe compaixão, nem paixão. 

Não existe nada além dessa vida, porque na ida, você sabe que  somos meros passageiros prestes a partir. 

Desligue os castelos do tetris, que moldam quem está certo ou errado na peça de encaixe, desligue a máquina, desligue a cina.  

Porque nada importa, nem a forma, nem o como e o porque.


Vitor Henrique

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Normalidade na Pandemia


O que é normal?

Era o que se vivia

até então?

Era somente

a nossa percepção?

Era algo que

não existe

ou, se existiu,

nunca mais existirá...

Se o normal não voltará,

talvez nunca terá mesmo existido,

pois o normal será construído

no caminho que será vivido...

 

Salvador, 28 de junho de 2020.

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Como é a nossa escrita




Como é a nossa escrita

vista por outros leitores?

Causa dor?

Causa amor?

Causa raiva?

Causa tristeza?

Causa inspiração?

Que causemos um pouco de tudo

menos a solidão de não ser lido!

Justa causa amar a poesia!



Ludmila Costa

quarta-feira, 7 de abril de 2021

O que fizeram, o que eu fiz e para onde fui



 É foda, a cabeça lota em quotas de devaneio. 

Sujeira que me jogaram, amarraram e me deixaram em uma mar uivante de Abrantes.  

Não se iluda com a forma lúdica da localidade airosa, porque não existe rosas sem espinhos, nem que se for no pinho do seu ninho. 

Não importa a forma, a sonata está perdida em uma ida sem partida, mas com chegada aonada mais me consola.  


As solas nem estão gastas em lascas. Mas já sei que não há nada mais. 

Porque não há? 

Porque eu já disse, me sujaram, amarraram e me jogaram no meio do nada e eu não sei nadar, nem ao menos andar no desconhecido. 

Não sei que lugar é esse, 

Não sei se tenhas o nobre e o pobre, e se eles se importam em ouvir os meus pensamentos confusos tontos pela… a maré.   

A porta parece  torta,  cheias de discursos  de nenhures. Porque, donde eu veio pelos devaneios, não conheci achar meios a abrir. 


A cabeça tida madura, já sabe que a vida  é assim, dura igual uma pedra, que  que  esmurra em uma algazarra de sentimentos. 

Uma verdadeira surra de  momentos e tormentos em só lamentos. 

Não se engane ou encane, dizem que é apenas uma pane no sistema. 

Urge então a necessidade de saber, para não beber na fonte da ignorância, porque a ânsia em uma direção de uma ação, que nasce naquela  idade.

Naquela idade, em que você não vê as coisas do jeito que antes via. 

Você de per si, sabe que  a vida é assim, no sim ou no não, sempre serei o anão da pirâmide. 


Ahhh, se eu pudesse ja ter descobre está chave mestra para concertar ou atar os nós do que já se foi. 

Aos  amigos que você tem que não ligam, 

o  sinal de pane aparece e você não amanhece 

É, no verso da canção, no abrir da chave, que a ave ligeira já sabe antes  que você, que é só ela e mais nada. 

Não existe amor no clamor da dor de um sociedade doente. 

Quem fala que sim mente, pela  simples mediocridade que transforma a terra em letra de funeral. 

Não existe compaixão, nem paixão. 

Não existe nada além dessa vida, porque na ida, você sabe que  somos meros passageiros prestes a partir. 

Desligue os castelos do tetris, que moldam quem está certo ou errado na peça de encaixe, desligue a máquina, desligue a cina.  

Porque nada importa, nem a forma, nem o como e o porque.


Vitor Henrique

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Como é a nossa escrita

 




Como é a nossa escrita

vista por outros leitores?

Causa dor?

Causa amor?

Causa raiva?

Causa tristeza?

Causa inspiração?

Que causemos um pouco de tudo

menos a solidão de não ser lido!

Justa causa amar a poesia!



Ludmila Costa