domingo, 2 de agosto de 2026

Amar, nunca me coube




(Mario Quintana)


Mas sempre transbordou

O rio de lembranças

Que um dia me afogou



E nesta correnteza

Fiquei a navegar

Embora, com certeza,

Não possa me salvar



Amar nunca me trouxe

Completo esquecimento

Mas antes me somou

Ao antigo tormento


E assim, cada vez mais,

Me prendo neste nó

E cada grito meu

Parece ser maior





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