quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Soneto da Mão Boba


Soneto da Mão Boba

Rodolfo Pamplona Filho

Quero esquecer minha mão
no toque de seu corpo
e ter a gostosa sensação
de que não estou morto

Fazer de conta que não percebe
que o contato, mesmo breve,
permite viajar, ainda que sozinho,
que se está trocando carinho.

É uma travessura amena,
não havendo qualquer problema
que você cole em meu fundo.

Então, pare com papagaiada:
Que mão boba, que nada!
É a melhor coisa do mundo!

No vôo de Salvador
para Imperatriz-MA (via Brasília),
09 de novembro de 2011.

6 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Querida Layanna

      É a mais pura verdade!
      Abraços,

      RPF

      Excluir
  2. A mão boba, na hora certa, é daqueles coisas que me faz lembrar Ovídio e o seu A Arte de Amar...
    Esse poema me faz sorrir, não importa quantas vezes eu o releia!
    Beijos,
    Beatriz.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Querida Beatriz

      Fico feliz que tenha gostado!
      Este é um poema muito especial para mim!
      Beijos,

      RPF

      Excluir
  3. como sempre, o poeta mais divertido que eu conheço. ótimo soneto!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Erick!
      Que bom reencontrá-lo aqui no blog!
      Volte sempre!
      Fico feliz que tenha gostado do soneto!
      Abraços,
      RPF

      Excluir