quarta-feira, 1 de julho de 2026

Oásis




(Negra Luz)








Quando a minha sede não encontrava os olhos d’água 


Que sempre saciavam meu coração


Ou tão secas as almas


Sem que houvesse ninguém 


Para a dança da chuva aventurar


Ou se, só, quisesse ouvir A Banda e passar


Sem me olharem como um disco velho que nunca emplacou


Era você que se apresentava


Toda a seca, por um instante, se convertia em ilusão


Havia coqueiros


Rio fluindo


Roupa encharcada


Eu na beira do mar


Acalmava-se meu furacão


Nimbus se dissipavam


Enxergava outras estradas


Em vicinais, achava bicas onde molhava o rosto


Bebia um gole d’agua fazendo de concha a mão 


E muito do que me faltava 


Por você, poesia, me fartava 


Um oásis para minha emoção


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