Blog para ler e pensar... Um texto por dia... é a promessa... Ficarei muito feliz em ler e saber o que cada palavra despertou... Se você quiser compartilhar um texto, não hesite em mandar para rpf@rodolfopamplonafilho.com.br. Aqui, não compartilho apenas os meus textos, mas de poetas que eu já admiro e de todas as pessoas que queiram viajar comigo na poesia... Se quiser conhecer somente a minha poesia, acesse o blog rpf-poesia.blogspot.com.br. Espero que goste... Ficarei feliz com isso...
domingo, 11 de novembro de 2018
Nem sempre
Rodolfo Pamplona Filho
Nem sempre os melhores
tomam as melhores atitudes
Nem sempre os competentes
Agem com racionalidade
Nem sempre os belos
praticam boas ações
Nem sempre a banda
toca nossas canções
Nem sempre se pode
ter tudo da vitrine
Nem sempre se explode
com quem só te oprime
Nem sempre a resposta
é o que se espera
Nem sempre que se pode
reprimir a sua fera.
Salvador, 03 de setembro de 2018.
sábado, 10 de novembro de 2018
Reflexão do século XXI
João Victor Caires Souza Braga
Para aonde vamos?
Seguindo o caminho da injustiça institucionalizada
Percorrendo à estrada da intolerância
Defendendo a ideia da utopia representativa
Consagrando à sacarificação democrática
Somada pela desintegração da nação
Por que estamos assim?
Será que decorre da colonização!
Consequência da segregação!
Inobservância do dever legal!
Ou falta de militância!
O que define a ética atual?
É escolher!
Esconder!
Parecer!
Arbitrar à própria emoção!
Pergunta-me e agora José?
Quais são as respostas atuais?
O que será do novo Severino?
24/10/ 2018, Teixeira de Freitas Bahia.
sexta-feira, 9 de novembro de 2018
Não é fácil perder um pai
Rodolfo Pamplona Filho
Não é fácil perder um pai...
Não é fácil perder dois pais
em uma mesma vida...
Se o tempo fecha a ferida,
há uma dor que nunca sai.
Não é fácil chorar sozinho...
Não é fácil chorar só no ninho
de um afeto moldado
com parceria e cuidado
do mais puro carinho.
Não é fácil enfrentar a morte!
Não é fácil enfrentar a sorte
de não ter presente a referência
de elegância e excelência
de quem sempre será seu norte.
Salvador, 22 de agosto de 2018.
quinta-feira, 8 de novembro de 2018
Efervescência
Mariana Souza Baroni
Eu sozinha em meus pensamentos
E é tanto barulho que você deixou aqui
Dentro de mim
Efervesço
Com seu toque em minha pele
O seu olhar penetrante
Seu abraço carinhoso
Eu ardo de paixão e efervesço
Seu beijo me inebria
E tudo cabe dentro desse abraço
Eu já não posso mais responder por mim
E então, efervesço
Nada mais é como antes
A rotina não pode competir com todas essas sensações
O ardor da paixão me consome
E ainda, efervesço
E assim me vejo à espera do próximo encontro
Do próximo olhar
Do próximo toque
Como viciada em nossa efervescência
São Paulo/SP, 23 de outubro de 2018.
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
Valorize enquanto há tempo
Rodolfo Pamplona Filho
Valorize enquanto há tempo
Tempo para dizer eu te amo
Tempo para estar junto
Tempo para não fazer nada
Valorize enquanto há vida
Vida para ser compartilhada
Vida para ser sentida
Vida para ser vivida
Valorize enquanto há amor
Amor para se sentir presente
Amor para se viver de frente
Amor para investir na gente
Valorize enquanto há tempo
Valorize enquanto há vida
Valorize enquanto há amor
e não lamente depois o que passou.
Salvador, 27 de agosto de 2018.
terça-feira, 6 de novembro de 2018
Amor Violeta
Adélia Prado
O amor me fere é debaixo do braço,
de um vão entre as costelas.
Atinge meu coração é por esta via inclinada.
Eu ponho o amor no pilão com cinza
e grão de roxo e soco. Macero ele,
faço dele cataplasma
e ponho sobre a ferida.
segunda-feira, 5 de novembro de 2018
Sobre o Medo da Morte
Rodolfo Pamplona Filho
O único jeito de aceitar a realidade
é parando de lutar.
Em vez de espantar o medo,
a solução é convidá-lo a andar ao lado... como parceiro, não inimigo.
A flor de lótus não cresce longe da lama
e não se vive sem dor.
Por isso, o jeito é aceitar o todo,
com seus lados bons e ruins,
amor e compaixão.
Não é possível se livrar do medo da morte, mas se pode aprender a conviver com ele.
Salvador, 29 de julho de 2018.
domingo, 4 de novembro de 2018
sábado, 3 de novembro de 2018
Sobre frustrações
Rodolfo Pamplona Filho
É horrível
mandar mensagens
que nunca chegam...
É terrível
ouvir sermões
pelo que não se fez...
É deplorável
ser condenado
sem contraditório
É lamentável
viver todo dia
com medo de falar.
Salvador, 25 de agosto de 2018.
sexta-feira, 2 de novembro de 2018
Ai, Amor
Anavitória
Ei, fiz questão da promessa lembrar
Tu jurou minha mão não soltar
E se foi junto dela
Tu jurou minha mão não soltar
E se foi junto dela
Ei, 'cê não sabe a falta que faz
Será que teus dias tão iguais?
Eu me pego pensando
Será que teus dias tão iguais?
Eu me pego pensando
Ai, amor
Será que tu divide a dor
Do teu peito cansado
Com alguém que não vai te sarar?
Será que tu divide a dor
Do teu peito cansado
Com alguém que não vai te sarar?
Meu amor
Eu vivo no aguardo
De ver você voltando, cruzando a porta
Pararara
Eu vivo no aguardo
De ver você voltando, cruzando a porta
Pararara
Ei, diz pra mim o que eu quero escutar
Só você sabe adivinhar
Meus desejos secretos
Só você sabe adivinhar
Meus desejos secretos
Ei, faz de conta que não percebi
Que você não esteve aqui
Com teu jeito singelo
Que você não esteve aqui
Com teu jeito singelo
Ai, amor
Será que tu divide a dor
Do teu peito cansado
Com alguém que não vai te sarar?
Será que tu divide a dor
Do teu peito cansado
Com alguém que não vai te sarar?
Meu amor
Eu vivo no aguardo
De ver você voltando, cruzando a porta
Eu vivo no aguardo
De ver você voltando, cruzando a porta
Sem hora pra voltar
Sem rota pra tua fuga aiaaaa
Sem rota pra tua fuga aiaaaa
Com tempo pra perder
Teu olho degradê pra colorir
Pra colorir
Teu olho degradê pra colorir
Pra colorir
Sem hora pra voltar
Sem rota pra tua fuga aiaaaa
Sem rota pra tua fuga aiaaaa
Com tempo pra perder
Teu olho degradê pra colorir, iiiiir
Teu olho degradê pra colorir, iiiiir
Ai, amor
Será que tu divide a dor
Do teu peito cansado
Com alguém que não vai te sarar?
Será que tu divide a dor
Do teu peito cansado
Com alguém que não vai te sarar?
Meu amor
Eu vivo no aguardo
De ver você voltando, cruzando a porta
Pararara
Eu vivo no aguardo
De ver você voltando, cruzando a porta
Pararara
quinta-feira, 1 de novembro de 2018
Medo de Viver
Rodolfo Pamplona Filho
A vida pode estar te esperando
em algum beco no caminho
e o sofrimento sempre fará parte
em qualquer trilha que decida seguir:
ou você se junta a ele e se acomoda
ou luta para sobreviver,
pois, maior do que qualquer dor,
é o medo paralisante de viver!
Lembre-se:
A vida pode estar te esperando
Salvador, 29 de julho de 2018.
quarta-feira, 31 de outubro de 2018
Eduardo e Mônica
Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?
Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram
Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse
Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir
Festa estranha, com gente esquisita
Eu não tô legal, não aguento mais birita
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
É quase duas, eu vou me ferrar
Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram, então, no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camelo
O Eduardo achou estranho e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo
Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol de botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema
Escola, cinema, clube, televisão
E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser
Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar (não!)
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz
Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram
Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação
E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?
terça-feira, 30 de outubro de 2018
Equiparação (a Buck)
Rodolfo Pamplona Filho
Eu não me contento
com as sobras
da sua refeição
Eu não me acerto
nas dobras
de seu coração
Eu não me acabo
em ciúme corrosivo
da relação
Eu não me mato
de inveja, emotivo
sem qualquer razão
Eu não quero muito:
apenas sua atenção!
No final de tudo,
somente equiparação.
Salvador, 16 de setembro de 2018.
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
Como Nossos Pais
Elis Regina
Não quero lhe falar
Meu grande amor
Das coisas que aprendi
Nos discos
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa
Por isso cuidado, meu bem
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado pra nós
Que somos jovens
Para abraçar seu irmão
E beijar sua menina na rua
É que se fez o seu braço
O seu lábio e a sua voz
Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantada
Como uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento
Cheiro de nova estação
Eu sinto tudo na ferida viva
Do meu coração
Já faz tempo
Eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Essa lembrança
É o quadro que dói mais
Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais
Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer
Que eu tô por fora
Ou então
Que eu tô inventando
Mas é você
Que ama o passado
E que não vê
É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem
Hoje eu sei
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Tá em casa
Guardado por Deus
Contando o vil metal
Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais
domingo, 28 de outubro de 2018
Sina de Injustiçado
Rodolfo Pamplona Filho
Minha sina parece ser
nunca ser ouvido por você...
Pelo menos, não na primeira ouvida,
no início da partida
ou na compreensão de minha vida...
Salvador, 05 de setembro de 2018.
sábado, 27 de outubro de 2018
Meu Abrigo
Melim
Uh, uh, uh, uh
Uh, uh
Desejo a você
O que há de melhor
A minha companhia
Pra não se sentir só
O Sol, a Lua e o mar
Passagem pra viajar
Pra gente se perder
E se encontrar
Vida boa, brisa e paz
Nossas brincadeiras ao entardecer
Rir à toa é bom demais
O meu melhor lugar sempre é você
Você é a razão da minha felicidade
Não vá dizer que eu não sou sua cara-metade
Meu amor, por favor, vem viver comigo
O seu colo é o meu abrigo
Uh, uh, uh, uh
Uh, uh
Quero presentear
Com flores Iemanjá
Pedir um paraíso
Pra gente se encostar
Uma viola a tocar
Melodias pra gente dançar
A bênção das estrelas
A nos iluminar
Vida boa, brisa e paz
Trocando olhares ao anoitecer
Rir à toa é bom demais
Olhar pro céu, sorrir e agradecer
Você é a razão da minha felicidade
Não vá dizer que eu não sou sua cara-metade
Meu amor por favor, vem viver comigo
O seu colo é o meu abrigo
Meu abrigo
O seu colo é o meu abrigo
O meu abrigo
Uh, uh, uh, ah
Ah
Você é a razão da minha felicidade
Não vá dizer que eu não sou sua cara-metade
Meu amor por favor, vem viver comigo
O seu colo é o meu abrigo
Meu abrigo
O seu colo é o meu abrigo
sexta-feira, 26 de outubro de 2018
Resumo da vida
Rodolfo Pamplona Filho
Meu caminho foi repleto
de presentes nunca abertos
que só foram descobertos
no momento da separação
Minha vida é uma sequência
de perdas da inocência,
pois não há inteligência
que impeça a frustração
Minha tristeza é uma constante,
que está presente a todo instante,
não por medo do que está adiante,
mas pela opressão da solidão.
Salvador, 02 de setembro de 2018.
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
O Mundo É Bão, Sebastião
Nando Reis
Por que o Sol saiu?
Por que seu dente caiu?
Por que essa flor se abriu?
Por que iremos viajar no verão?
Por que aqui o mundo não será cão?
Quando o Godzilla atacar
Quando essa febre baixar
Quando o mamute voltar
Descongelado a caminhar na Sibéria
Quando invento, o mundo é feito de ideias
O mundo é bão, Sebastião
O mundo é bão, Sebastião
O mundo é bão, Sebastião
O mundo é teu, Sebastião
Como escrever certo o seu nome?
Como comer se der fome?
Como sonhar pra quem dorme?
E deixa o cansaço acalmar lá em casa
Como soltar o mundo inteiro com asas
Tiranossauro Rex Tião
Dentro dos seus olhos virão
Monstros imaginários ou não
Tão forte somos todos Os Infernais
E agora eu vivo em paz
O mundo é bão, Sebastião
O mundo é bão, Sebastião
O mundo é bão, Sebastião
O mundo é teu, Sebastião
O mundo é bão, Sebastião
O mundo é bão, Sebastião
O mundo é bão, Sebastião
O mundo é teu, Sebastião
Por que seu dente caiu?
Por que essa flor se abriu?
Por que iremos viajar no verão?
Por que aqui o mundo não será cão?
Quando o Godzilla atacar
Quando essa febre baixar
Quando o mamute voltar
Descongelado a caminhar na Sibéria
Quando invento, o mundo é feito de ideias
O mundo é bão, Sebastião
O mundo é bão, Sebastião
O mundo é bão, Sebastião
O mundo é teu, Sebastião
Como escrever certo o seu nome?
Como comer se der fome?
Como sonhar pra quem dorme?
E deixa o cansaço acalmar lá em casa
Como soltar o mundo inteiro com asas
Tiranossauro Rex Tião
Dentro dos seus olhos virão
Monstros imaginários ou não
Tão forte somos todos Os Infernais
E agora eu vivo em paz
O mundo é bão, Sebastião
O mundo é bão, Sebastião
O mundo é bão, Sebastião
O mundo é teu, Sebastião
O mundo é bão, Sebastião
O mundo é bão, Sebastião
O mundo é bão, Sebastião
O mundo é teu, Sebastião
quarta-feira, 24 de outubro de 2018
Toda dor passa
Rodolfo Pamplona Filho
Toda dor passa
A única coisa que fica na vida
são as lembranças de bons momentos
Então tente ter
mais momentos bons
do que ruins
Salvador, 18 de julho de 2018.
terça-feira, 23 de outubro de 2018
Por Onde Andei
Nando Reis
Desculpe
Estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei errado
E eu entendo
As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias
Até pra uma criança
Por onde andei
Enquanto você me procurava?
Será que eu sei
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava?
Amor, eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança
Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama
Por onde andei
Enquanto você me procurava?
E o que eu te dei?
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava?
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!
Amor, eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança
Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama
Por onde andei
Enquanto você me procurava?
E o que eu te dei?
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava?
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!
Por onde andei
Enquanto você me procurava?
E o que eu te dei?
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava?
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