domingo, 11 de novembro de 2018

Nem sempre




Rodolfo Pamplona Filho

Nem sempre os melhores
tomam as melhores atitudes

Nem sempre os competentes
Agem com racionalidade

Nem sempre os belos
praticam boas ações

Nem sempre a banda
toca nossas canções

Nem sempre se pode
ter tudo da vitrine

Nem sempre se explode
com quem só te oprime

Nem sempre a resposta
é o que se espera

Nem sempre que se pode
reprimir a sua fera.

Salvador, 03 de setembro de 2018.

sábado, 10 de novembro de 2018

Reflexão do século XXI



João Victor Caires Souza Braga

Para aonde vamos?
Seguindo o caminho da injustiça institucionalizada
Percorrendo à estrada da intolerância
Defendendo a ideia da utopia representativa
Consagrando à sacarificação democrática
Somada pela desintegração da nação

Por que estamos assim?
Será que decorre da colonização!
Consequência da segregação!
Inobservância do dever legal!
Ou falta de militância!

O que define a ética atual?
É escolher!
Esconder!
Parecer!
Arbitrar à própria emoção!

Pergunta-me e agora José?
Quais são as respostas atuais?
O que será do novo Severino?


24/10/ 2018, Teixeira de Freitas Bahia.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Não é fácil perder um pai



Rodolfo Pamplona Filho

Não é fácil perder um pai...
Não é fácil perder dois pais
em uma mesma vida...
Se o tempo fecha a ferida,
há uma dor que nunca sai.

Não é fácil chorar sozinho...
Não é fácil chorar só no ninho
de um afeto moldado
com parceria e cuidado
do mais puro carinho.

Não é fácil enfrentar a morte!
Não é fácil enfrentar a sorte
de não ter presente a referência
de elegância e excelência
de quem sempre será seu norte.

Salvador, 22 de agosto de 2018.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Efervescência



Mariana Souza Baroni

Eu sozinha em meus pensamentos
E é tanto barulho que você deixou aqui
Dentro de mim
Efervesço

Com seu toque em minha pele
O seu olhar penetrante
Seu abraço carinhoso
Eu ardo de paixão e efervesço

Seu beijo me inebria
E tudo cabe dentro desse abraço
Eu já não posso mais responder por mim
E então, efervesço

Nada mais é como antes
A rotina não pode competir com todas essas sensações
O ardor da paixão me consome
E ainda, efervesço

E assim me vejo à espera do próximo encontro
Do próximo olhar
Do próximo toque
Como viciada em nossa efervescência


São Paulo/SP, 23 de outubro de 2018.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Valorize enquanto há tempo



Rodolfo Pamplona Filho

Valorize enquanto há tempo
Tempo para dizer eu te amo
Tempo para estar junto
Tempo para não fazer nada

Valorize enquanto há vida
Vida para ser compartilhada
Vida para ser sentida
Vida para ser vivida

Valorize enquanto há amor
Amor para se sentir presente
Amor para se viver de frente
Amor para investir na gente

Valorize enquanto há tempo
Valorize enquanto há vida
Valorize enquanto há amor
e não lamente depois o que passou.

Salvador, 27 de agosto de 2018.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Amor Violeta



Adélia Prado

O amor me fere é debaixo do braço,
de um vão entre as costelas.
Atinge meu coração é por esta via inclinada.
Eu ponho o amor no pilão com cinza
e grão de roxo e soco. Macero ele,
faço dele cataplasma
e ponho sobre a ferida.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Sobre o Medo da Morte



Rodolfo Pamplona Filho

O único jeito de aceitar a realidade
é parando de lutar.
Em vez de espantar o medo,
a solução é convidá-lo a andar ao lado... como parceiro, não inimigo.
A flor de lótus não cresce longe da lama
e não se vive sem dor.
Por isso, o jeito é aceitar o todo,
com seus lados bons e ruins,
amor e compaixão.
Não é possível se livrar do medo da morte, mas se pode aprender a conviver com ele.

Salvador, 29 de julho de 2018.

sábado, 3 de novembro de 2018

Sobre frustrações



Rodolfo Pamplona Filho

É horrível
mandar mensagens
que nunca chegam...

É terrível
ouvir sermões
pelo que não se fez...

É deplorável
ser condenado
sem contraditório

É lamentável
viver todo dia
com medo de falar.

Salvador, 25 de agosto de 2018.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Ai, Amor


Anavitória

Ei, fiz questão da promessa lembrar
Tu jurou minha mão não soltar
E se foi junto dela
Ei, 'cê não sabe a falta que faz
Será que teus dias tão iguais?
Eu me pego pensando
Ai, amor
Será que tu divide a dor
Do teu peito cansado
Com alguém que não vai te sarar?
Meu amor
Eu vivo no aguardo
De ver você voltando, cruzando a porta
Pararara
Ei, diz pra mim o que eu quero escutar
Só você sabe adivinhar
Meus desejos secretos
Ei, faz de conta que não percebi
Que você não esteve aqui
Com teu jeito singelo
Ai, amor
Será que tu divide a dor
Do teu peito cansado
Com alguém que não vai te sarar?
Meu amor
Eu vivo no aguardo
De ver você voltando, cruzando a porta
Sem hora pra voltar
Sem rota pra tua fuga aiaaaa
Com tempo pra perder
Teu olho degradê pra colorir
Pra colorir
Sem hora pra voltar
Sem rota pra tua fuga aiaaaa
Com tempo pra perder
Teu olho degradê pra colorir, iiiiir
Ai, amor
Será que tu divide a dor
Do teu peito cansado
Com alguém que não vai te sarar?
Meu amor
Eu vivo no aguardo
De ver você voltando, cruzando a porta
Pararara

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Medo de Viver



Rodolfo Pamplona Filho

A vida pode estar te esperando
em algum beco no caminho
e o sofrimento sempre fará parte
em qualquer trilha que decida seguir:
ou você se junta a ele e se acomoda
ou luta para sobreviver,
pois, maior do que qualquer dor,
é o medo paralisante de viver!
Lembre-se:
A vida pode estar te esperando

Salvador, 29 de julho de 2018.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Eduardo e Mônica



Legião Urbana

Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram

Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse
Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir

Festa estranha, com gente esquisita
Eu não tô legal, não aguento mais birita
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
É quase duas, eu vou me ferrar

Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard

Se encontraram, então, no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camelo
O Eduardo achou estranho e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo

Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês

Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol de botão com seu avô

Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema
Escola, cinema, clube, televisão

E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser

Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar

Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar (não!)
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular

E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz

Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram

Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação

E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Equiparação (a Buck)



Rodolfo Pamplona Filho

Eu não me contento
com as sobras
da sua refeição

Eu não me acerto
nas dobras
de seu coração

Eu não me acabo
em ciúme corrosivo
da relação

Eu não me mato
de inveja, emotivo
sem qualquer razão

Eu não quero muito:
apenas sua atenção!
No final de tudo,
somente equiparação.

Salvador, 16 de setembro de 2018.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Como Nossos Pais



Elis Regina

Não quero lhe falar
Meu grande amor
Das coisas que aprendi
Nos discos
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo

Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa

Por isso cuidado, meu bem
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado pra nós
Que somos jovens

Para abraçar seu irmão
E beijar sua menina na rua
É que se fez o seu braço
O seu lábio e a sua voz

Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantada
Como uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento
Cheiro de nova estação
Eu sinto tudo na ferida viva
Do meu coração

Já faz tempo
Eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Essa lembrança
É o quadro que dói mais

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais

Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém

Você pode até dizer
Que eu tô por fora
Ou então
Que eu tô inventando

Mas é você
Que ama o passado
E que não vê
É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem

Hoje eu sei
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Tá em casa
Guardado por Deus
Contando o vil metal

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais

domingo, 28 de outubro de 2018

Sina de Injustiçado




Rodolfo Pamplona Filho

Minha sina parece ser
nunca ser ouvido por você...
Pelo menos, não na primeira ouvida,
no início da partida
ou na compreensão de minha vida...

Salvador, 05 de setembro de 2018.

sábado, 27 de outubro de 2018

Meu Abrigo



Melim

Uh, uh, uh, uh
Uh, uh

Desejo a você
O que há de melhor
A minha companhia
Pra não se sentir só

O Sol, a Lua e o mar
Passagem pra viajar
Pra gente se perder
E se encontrar

Vida boa, brisa e paz
Nossas brincadeiras ao entardecer
Rir à toa é bom demais
O meu melhor lugar sempre é você

Você é a razão da minha felicidade
Não vá dizer que eu não sou sua cara-metade
Meu amor, por favor, vem viver comigo
O seu colo é o meu abrigo

Uh, uh, uh, uh
Uh, uh

Quero presentear
Com flores Iemanjá
Pedir um paraíso
Pra gente se encostar

Uma viola a tocar
Melodias pra gente dançar
A bênção das estrelas
A nos iluminar

Vida boa, brisa e paz
Trocando olhares ao anoitecer
Rir à toa é bom demais
Olhar pro céu, sorrir e agradecer

Você é a razão da minha felicidade
Não vá dizer que eu não sou sua cara-metade
Meu amor por favor, vem viver comigo
O seu colo é o meu abrigo

Meu abrigo
O seu colo é o meu abrigo
O meu abrigo

Uh, uh, uh, ah
Ah

Você é a razão da minha felicidade
Não vá dizer que eu não sou sua cara-metade
Meu amor por favor, vem viver comigo
O seu colo é o meu abrigo

Meu abrigo
O seu colo é o meu abrigo

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Resumo da vida



Rodolfo Pamplona Filho

Meu caminho foi repleto
de presentes nunca abertos
que só foram descobertos
no momento da separação

Minha vida é uma sequência
de perdas da inocência,
pois não há inteligência
que impeça a frustração

Minha tristeza é uma constante,
que está presente a todo instante,
não por medo do que está adiante,
mas pela opressão da solidão.

Salvador, 02 de setembro de 2018.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

O Mundo É Bão, Sebastião


Nando Reis

Por que o Sol saiu?
Por que seu dente caiu?
Por que essa flor se abriu?
Por que iremos viajar no verão?
Por que aqui o mundo não será cão?

Quando o Godzilla atacar
Quando essa febre baixar
Quando o mamute voltar
Descongelado a caminhar na Sibéria
Quando invento, o mundo é feito de ideias

O mundo é bão, Sebastião
O mundo é bão, Sebastião
O mundo é bão, Sebastião
O mundo é teu, Sebastião

Como escrever certo o seu nome?
Como comer se der fome?
Como sonhar pra quem dorme?
E deixa o cansaço acalmar lá em casa
Como soltar o mundo inteiro com asas

Tiranossauro Rex Tião
Dentro dos seus olhos virão
Monstros imaginários ou não
Tão forte somos todos Os Infernais
E agora eu vivo em paz

O mundo é bão, Sebastião
O mundo é bão, Sebastião
O mundo é bão, Sebastião
O mundo é teu, Sebastião

O mundo é bão, Sebastião
O mundo é bão, Sebastião
O mundo é bão, Sebastião
O mundo é teu, Sebastião

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Toda dor passa



Rodolfo Pamplona Filho

Toda dor passa
A única coisa que fica na vida
são as lembranças de bons momentos
Então tente ter
mais momentos bons
do que ruins

Salvador, 18 de julho de 2018.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Por Onde Andei



Nando Reis

Desculpe
Estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei errado
E eu entendo

As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias
Até pra uma criança

Por onde andei
Enquanto você me procurava?
Será que eu sei
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava?

Amor, eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança

Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama

Por onde andei
Enquanto você me procurava?
E o que eu te dei?
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava?

Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!

Amor, eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança

Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama

Por onde andei
Enquanto você me procurava?
E o que eu te dei?
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava?

Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Uh! Uh! Uh!

Por onde andei
Enquanto você me procurava?
E o que eu te dei?
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava?