segunda-feira, 19 de março de 2012

DEUS EM NOSSA CAIXINHA

                                                               DEUS EM NOSSA CAIXINHA
Numa conversa com uma amiga minha, de quem eu gosto muito, muito mesmo, que não partilha da mesma fé que eu, mas que crê em Deus, ela me questionou: como achar que Jesus é Deus e não somente Seu filho já que a Ele sempre se referia como “Pai”, meu “Pai”.  Meu filho de oito anos, dias destes, com veemência, me disse: “Não mãe! Jesus não é Deus, Ele é filho de Deus, Ele só chama Deus de Pai!”         A primeira vista, numa visão humana sobre tal questionamento, não se pode negar a inteligência da pergunta e da afirmação. Quase que de resposta encontrada na Física: dois corpos não podem ocupar ao mesmo tempo o mesmo espaço.  Ou quem sabe uma resposta Biológica: o pai não pode ser o filho e o filho não pode ser o pai. Pior será conceber a Santíssima Trindade, nestes parâmetros humanos! Daí o equívoco na resposta. A medida usada é inadequada (com um olhar mais flexível à colocação de meu filho, que só tem oito anos!). Queremos colocar o Senhor em nossa caixinha. Nossa inteligência! Nossa percepção humana do que vivenciamos, do que sentimos, do que desejamos, do que conseguimos atestar num estudo científico, ou meramente lógico. Deus não cabe nos nossos limites! Temos a necessidade de “enquadrar” Deus dentro de nossas referências, como se isso pudesse nos fazer conhecê-lo mais, ou prever o seu agir, ou sondar os seus desígnios. Que bom que o Senhor é  Deus, um Deus cuja fita métrica não dá para medir.  Deus pode TUDO! Pode ser a Santíssima Trindade, pode ser insondável, pode ser imensurável.  Deus pode TUDO! E possivelmente isso seja o incômodo que deseja gerar em nós uma resposta adequada à nossa compreensão. Mas o que é melhor nessa condição imensurável deste nosso Deus é que a primeira medida que escapa de qualquer referência de metragem que possamos usar é o seu amor, INFINITO, INCONDICIONADO, INABALÁVEL por nós. Esqueçamos as medidas e nos atiremos nos braços deste Deus, que num desejo louco de nos salvar se fez a maior e insuperável “medida” entre nós: JESUS CRISTO. Só para nos dizer que a medida de seu amor por nós NÃO TEM MEDIDA!  Portanto, deixemos DEUS SER DEUS e, por isso, toda graça, todo louvor, toda glória seja dada a Ele que se fez, por amor a nós, HUMANO AMOR!  
Andréia Luísa

4 comentários:

  1. Com todo respeito (o tema é delicado demais), Deus não pode tudo... Ele não pode mentir.

    Procurar entendê-lo não é colocá-lo em uma caixinha, ou, senão, a própria Bíblia perderia a sua utilidade maior.

    O nome nos é indelével, enquanto direito da personalidade. Por que afastamos de Deus o direito a sua real identidade? Como conceber que o Criador não queira que suas criaturas não o saibam tal como é de verdade?
    Tanto quer que nos fez a sua imagem e
    semelhança...

    O desejo de conhecer a Deus não é aprisoná-lo em nossas limitações humanas; é, antes de tudo, humildade de tentar concebê-lo como deseja e reação ao comodismo que atola a fé e hospeda nossas conveniências.

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    1. Oi, Anônimo!
      Excelente reflexão!
      Quem sabe a autora não debate com vc por aqui?
      Abs,
      RPF

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  2. "Sou humano demais pra compreender, humano demais pra entender"
    Como a música toca... se deixe tocar.
    Cada um tem seu tempo.
    Por isso não entendo e por isso rezo.
    As pessoas que você não gosta, Ele ama.
    As pessoas que você julga, Ela proteje.
    As pessoas que você rejeita, Ele acolhe.
    Quando eu era pequeninha, perguntei à mamãe:
    - Mamãe, como é Deus?
    Mamãe respondeu:
    - Deus, minha filha querida, é como o açúcar que a mamãe coloca no teu leite. Você não vê, mas Ele adoça a vida.

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  3. Linda metafora, Maristela Josiane!
    Abracos,
    RPF

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