REDE SOCIAL?
Juntos e distantes
Não choram, não riem
Não ouvem. Não falam.
Tão perto, tão longe.
Presença ausente.
Um na rede
Com amigo estranho
Ali na máquina.
Lê uma crônica
De morte lenta
E vida trágica.
O outro reclama
Caído ao léu,
Janela trancada
Não vê o sol
Nem o azul do céu.
Luz só da máquina.
Escuro ao redor,
Chora de dor.
Ninguém escuta.
Só tem a rede
Que é de isopor.
Um ao celular
Tecla , tecla, sem parar.
Um amigo presente
E ele nem sente.
O outro zomba
Do amigo virtual
Que saiu da rede
E que nunca viu
E da amizade
Que não sentiu.
E cadê o amigo
Que estava aqui?
Foi-se a tempo,
Sem ninguém saber,
Procurar alguém
De carne e osso
Pro bem-querer.
Maria Francisca-novembro/2012.
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