sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Madrugada( e esse Amor).

Madrugada (e esse Amor).

Beatriz A.M.

Você cheira o meus cabelos e morde o meu ombro esquerdo, quando a gente faz amor.
Você puxa os meus cabelos, e une ansiosamente os fios no topo da cabeça,  lá no alto, num penteado que me faz lembrar a coroa de uma santa moderna, quando a gente faz amor.
Quando a gente faz amor, você alterna a suavidade do encaixe perfeito com um desejo bruto que me joga de quatro, que me suspende as pernas, que me penetra sem pedir, que me arranha os seios, que me deixa roxa, que me faz tremer.
E tem os teus gemidos, que são como uma sinfonia e que carregam, até a garganta, um grito que explode agudo e lindo, um grito que me deixa boba, quando a gente faz amor..
E tem a tua fome dos meus seios, a minha sede do teu gosto, a tua barba no meu rosto, quando a gente faz amor.
E assim, noventa e três dias e sete encontros depois, sinto, nessa pele que é tão tua, um arrepio ao perceber que é esse amor que tem feito a gente, menino.  É Esse amor que tem nos feito mais gente...

Salvador, 26 de outubro de 2011

2 comentários:

  1. Luiz Augusto Pamplona1 de novembro de 2012 15:39

    Beatriz até agora vc não tinha nenhum comentário pq não e para se comentar o que sua sensibilidade transmite apenas sentir...
    Curta muito. Isso é muito bom. rsrsrs.

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    Respostas
    1. Amado irmão
      É isso aí mesmo!
      O que Beatriz poetiza é para sentir e curtir, não apenas para falar...
      Beijos,
      RPF

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