segunda-feira, 13 de julho de 2026

Mãe

 

 









Poema de Adriano Espínola,


in: Praia provisória, 2006








De terra a tua voz,


de terra os teus gestos,


de terra a tua bênção,


de terra a tua mágoa,


de terra os teus restos


agora enraizados:


árvore crescendo


às avessas - lá onde


tudo começa e finda:


no silêncio do sangue


que me dói ainda.





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