domingo, 19 de julho de 2026

Receita de poema




Antonio Carlos Secchin.




Um poema que desaparecesse

à medida que fosse nascendo,

e que dele nada então restasse

senão o silêncio de estar não sendo.


Que nele apenas ecoasse

o som do vazio mais pleno.

E depois que tudo matasse

morresse do próprio veneno.


Nenhum comentário:

Postar um comentário