Soneto de bem-querer
Roseane Freitas
Meu bem querer, tanto me espanto.
Com o bem que te tenho dedicado sempre e tanto
Queria não querer-te como quero
Mas meu coração fraco já não resiste ao seu encanto.
Querendo, deposito-o em teus altares
Meu amor bendito irei te dedicar
Com tal bem hei de querer-te
Que cheguei um dia a te amar
Com um amor puro e verdadeiro
Da vida errante e do amor inteiro
Se bem que já o tenho amado tanto
Que minha vida outrora desencanto
Fez-se riso incandescente transcendendo
O bem que me quero ao te amar tanto.
Blog para ler e pensar... Um texto por dia... é a promessa... Ficarei muito feliz em ler e saber o que cada palavra despertou... Se você quiser compartilhar um texto, não hesite em mandar para rpf@rodolfopamplonafilho.com.br. Aqui, não compartilho apenas os meus textos, mas de poetas que eu já admiro e de todas as pessoas que queiram viajar comigo na poesia... Se quiser conhecer somente a minha poesia, acesse o blog rpf-poesia.blogspot.com.br. Espero que goste... Ficarei feliz com isso...
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
terça-feira, 7 de agosto de 2012
"O Homem Velho"
pasquale cipro neto
02/08/2012 - 03h30
"O02/08/2012 - 03h30
"O Homem Velho"
DE SÃO PAULO
Pensei e repensei se devia escrever "antes da hora" sobre os (quase) 70 anos
do amado Caetano Veloso. Abro o site de Caetano e vejo que ele (o site) mudou.
Os 70 anos do mestre já estão estampados ("Caetano Veloso 70"), então perco o
receio de falar antes do aniversário (no próximo dia 7).Faz mais de um mês que penso em escrever sobre isso e, quando me imaginava fazendo-o, a primeira coisa que me vinha à mente era a monumental canção "O Homem Velho", que está no não menos monumental disco "Velô", de 1984. Caetano dedica a canção "à memória de meu pai, a Mick Jagger e a Chico Buarque, que agora tem 40 anos, mas aos 20 fez uma canção belíssima sobre o tema".
A canção a que Caetano se refere é a também monumental "O Velho", que está no disco "Chico Buarque Vol. 3", de 1968 (Chico tinha 24 anos): "O velho vai-se agora / Vai-se embora / Sem bagagem / Não sabe pra que veio / Foi passeio / Foi passagem / Então eu lhe pergunto pelo amor / Ele me é franco / Mostra um verso manco / De um caderno em branco / Que já se fechou...".
O homem velho da canção de Caetano é outro. Parece saber pra que veio -e não foi passeio, nem passagem: "Os filhos, filmes, ditos, livros como um vendaval / Espalham-no além da ilusão do seu ser pessoal / Mas ele dói e brilha único, indivíduo, maravilha sem igual / Já tem coragem de saber que é imortal".
Caetano já tinha feito um "acordo" com o deus Tempo, na inesquecível "Oração ao Tempo" (do disco "Cinema Transcendental", anterior a "Velô"): "És um senhor tão bonito / Quanto a cara do meu filho / Tempo Tempo Tempo Tempo / Vou te fazer um pedido (...) Peço-te o prazer legítimo / E o movimento preciso (...) Quando o tempo for propício (...) De modo que o meu espírito / Ganhe um brilho definido / (...) E eu espalhe benefícios / (...) O que usaremos pra isso / Fica guardado em sigilo (...) / Apenas contigo e migo (...) / E quando eu tiver saído / Para fora do teu círculo (...) / Não serei nem terás sido (...) / Ainda assim acredito / Ser possível reunirmo-nos (...) / Num outro tipo de vínculo (...) / Portanto peço-te aquilo / E te ofereço elogios (...) / Nas rimas do meu estilo / Tempo Tempo Tempo Tempo".
O homem velho da letra de Caetano parece mesmo ser esse nobre ser que fez um pedido ao deus Tempo (e caminha para ser merecedor da anuência desse deus). Lembra o que diz Drummond em seu antológico poema "Os Ombros Suportam o Mundo": "Pouco importa venha a velhice, que é a velhice? / Teus ombros suportam o mundo / e ele não pesa mais que a mão de uma criança".
Volto à letra de "O Homem Velho" e a alguns de seus fortes versos: "O homem velho deixa vida e morte para trás / (...) O homem velho é o rei dos animais / A solidão agora é sólida, uma pedra ao sol / As linhas do destino nas mãos a mão apagou / Ele já tem a alma saturada de poesia, soul e rock'n rol / As coisas migram e ele serve de farol...".
Detenho-me neste belíssimo verso: "As linhas do destino nas mãos a mão apagou". Como se não bastassem a beleza e a profundidade do sentido desse verso, há nele a quinta-essência da construção linguístico-literária. Ao inverter a ordem "natural" da frase ("A mão apagou as linhas do destino nas mãos") e, consequentemente, mantê-la na voz ativa (a passiva seria "As linhas do destino nas mãos foram apagadas pela mão"), Caetano é certeiro: mostra com ênfase e sabedoria o que faz a "mão" (que aí é metáfora e metonímia da vida, da passagem do tempo) com as linhas do destino que temos nas mãos.
Um beijo na alma, Caetano. É isso
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Interpretando Camões...
O vestibular de uma determinada instituição de ensino superior, em um determinado ano, cobrou dos candidatos a interpretação do seguinte trecho de Camões:
'Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói e não se sente,
é um contentamento descontente,
dor que desatina sem doer '.
Uma vestibulanda de 16 anos deu a sua interpretação :
'Ah, Camões!, se vivesses hoje em dia,
tomavas uns antipiréticos,
uns quantos analgésicos
e Prozac para a depressão.
Compravas um computador,
consultavas a Internet
e descobririas que essas dores que sentias,
esses calores que te abrasavam,
essas mudanças de humor repentinas,
esses desatinos sem nexo,
não eram feridas de amor,
mas somente falta de sexo!'
A Vestibulanda ganhou nota DEZ, pela originalidade, pela estruturação dos versos, e das rimas insinuantes.
Foi a primeira vez que, ao longo de mais de 500 anos, alguém desconfiou que o problema de Camões era apenas falta de mulher.
domingo, 5 de agosto de 2012
NOSSO JARDIM DENTRO DOS MEUS OLHOS
NOSSO JARDIM DENTRO DOS MEUS OLHOS
Vou te contar, meu amor, por que eu acho que você é a mulher mais interessante do mundo.
Primeiro, naturalmente, porque você é alta, tem as costas largas e uma pinta bem embaixo do olho direito - uma combinação que é só sua. E, há quatro anos, minha também.
Depois, porque a sua pele é cor de mel, a sua sobrancelha é grossa e, embora esteja quase sempre deliciosamente despenteada, é moldada aos seus olhos, que têm um desenho perfeitamente assimétrico, sendo o esquerdo levemente menos arredondado do que o direito - apenas mais uma de suas sublimes imperfeições.
Tem também o seu jeito marrento de andar, que não deixa dúvidas sobre a pegada que você impõe à vida: forte, determinada, sem muita margem para erros. Tem o cabelo cheio de volume e longo, que sempre brilha muito e cai suavemente sobre suas costas largas - e sobre o meu rosto na cama.
Tem o jeito que você mexe a cabeça quando dança e o ritmo cadenciado com que as suas mãos passeiam pelo meu rosto, dizendo, numa linguagem que é só delas - e minha há 50 meses -, que me amam. O jeito que você segura o cigarro, que mexe naquele pelinho do queixo que é só seu - e, vá lá, faz algum tempo, meu também.
Tem o bico que se instala no seu rosto sem que você perceba e a maneira como você fala com a sua mãe ao telefone, inigualavelmente doce e atenta.
Tem ainda o jeito esparramado que você deita de bruços na cama, desafiando meu poder de encaixe, que sempre te surpreende. E o sacolejo que só você sabe dar para fazer com que aquela calça abençoadamente mais justa suba até onde você quer que ela suba. E então eu vejo seu corpo moldado pela calça (ou a calça moldada pelo seu corpo, mais correto) e entendo que aquelas curvas são só suas, intensamente suas - e, há alguns anos, orgulhosamente minhas.
Banalidades
Posso também falar do jeito moleque que você anda de bicicleta, eu atrás, temendo que minha mulher derrape e se estatele no asfalto. Mas isso não acontece, porque você é a única senhora de seus domínios, e eles são vários.
Tem o jeito que você se veste, que vai do largado ao clássico, passando pelo pop sofisticado. Tem o jeito cheio de ritmo que você faz amor, e que me beija na cama. E os pelos que crescem em sentido contrário na sua perna, e que são só seus - e meus, há inacreditáveis 50 meses.
Tem a forma como você tempera a salada, alternando, com os talheres, as folhas, suavemente de cima para baixo, de baixo para cima, a fim de que o azeite que você acabou de jogar possa lambuzar todas as folhas, sem um único centímetro de exceção.
Tem o jeito que você se comporta nas festas, buscando uma nova forma de ver a realidade, e o jeito que você mexe e remexe o maxilar sempre que está com seus sentidos superaguçados.
Tem o jeito sério e maduro que você vê a vida, e a variada lista de assuntos que fazem parte do nosso menu de conversas, que vão do futebol - sempre fundamental - ao futuro da humanidade, passando - para meu delírio - pelas fundamentais banalidades.
Tem o jeito que você prende a toalha no cabelo molhado e passa creme no corpo depois do banho, enquanto acha que eu ainda durmo. Você coloca o pé direito sobre a cama (o direito primeiro, sempre) antes de espalhar, com a palma da mão bem aberta, o creme pelos pés, canelas, coxas - incluindo, de forma quase displicente, a parte interna delas -, barriga, peitos, colo, ombros, braços. Nessa ordem - imaculadamente sua, e minha há tantos e indescritíveis meses.
Doce futuro
Tem o jeito manhoso que você me pede um beijo, que esfrega seu rosto no meu, que diz "eu banana". E o jeito que você seca o cabelo de manhã, de salto alto e sem mais nenhuma peça de roupa, para brincar com minha libido e me fazer delirar. E o jeito que você desafia minha timidez, minhas manias, meus traumas.
O jeito que você me fala sobre o seu trabalho, sobre seus sonhos, sobre nossa casa na montanha. O jeito que você me tira para dançar no meio da sala numa quarta qualquer à noite, enquanto a cidade dorme. O jeito que você passa gloss no carro e deita sobre meu ombro na cama. O jeito único que você me lê e me vê. O jeito que você me sente, me seduz e me conduz.
E tem, finalmente - embora eu pudesse continuar a listar os motivos que me levam a ter certeza de que a minha mulher é a mais interessante do mundo -, o jeito travesso e poético com que você sonha com nosso incerto, mas cada dia mais doce, futuro.
Mas, talvez, mais do que tudo, tem o jeito como você, com gestos, palavras e sentimentos, não para de me surpreender. E consegue, numa manhã qualquer de domingo, ver nosso jardim dentro dos meus olhos.
A carioca Milly Lacombe, 42 anos, éjornalista
http://revistatpm.uol.com.br/revista/99/colunas/nosso-jardim-dentro-dos-meus-olhos.html
http://revistatpm.uol.com.br/revista/99/colunas/nosso-jardim-dentro-dos-meus-olhos.html
sábado, 4 de agosto de 2012
Soneto do Instinto de Caçador
Soneto do Instinto de Caçador
Rodolfo Pamplona Filho
Olhos de Tigre, presa localizada.
Desejo de Leão, cheiro de morte.
Respiração Controlada
como a preparar um bote
Entender como necessidade,
o que pode ser pura vontade...
Loucura e/ou sede quente
na manifestação de sua mente
Fazer do seu próprio ambiente
seu locus de caça consciente
como um terreno a demarcar
Instinto de caçador que não cessa
é essa sua sina e promessa
que vem te mover ou assustar.
Desejo de Leão, cheiro de morte.
Respiração Controlada
como a preparar um bote
Entender como necessidade,
o que pode ser pura vontade...
Loucura e/ou sede quente
na manifestação de sua mente
Fazer do seu próprio ambiente
seu locus de caça consciente
como um terreno a demarcar
Instinto de caçador que não cessa
é essa sua sina e promessa
que vem te mover ou assustar.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
O Cético e o Lúcido
O Cético e o
Lúcido
>
> No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês. O primeiro pergunta ao outro:
>
> - Você acredita na vida após o nascimento?
>
> - Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui
> principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
>
> - Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?
>
> - Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
>
> - Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída - o cordão umbilical é muito curto.
>
> - Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
>
> - Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas
> encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia
> prolongada na escuridão.
>
> - Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.
>
> - Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?
>
> - Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.
>
> - Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não
> existe nenhuma.
>
> - Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando, ou sente, como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela...
>
>
> PENSE NISSO.....
>
>
> M A R A V I L H O S O ! ! !
>
> A pessoa que escreveu este texto foi muito iluminada pelo nosso CRIADOR.
>
> Eu nunca havia pensado dessa maneira. Adorei a forma utilizada para
> esclarecer uma dúvida que atormenta a maioria da humanidade.
>
> Como achar que não exista vida após o nascimento??? Esta questão é a mesma de não acreditar em vida após a morte!!!
>
> Tudo depende de um ponto de referência. Usar o óbvio para explicar o
> duvidoso.
>
> No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês. O primeiro pergunta ao outro:
>
> - Você acredita na vida após o nascimento?
>
> - Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui
> principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
>
> - Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?
>
> - Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
>
> - Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída - o cordão umbilical é muito curto.
>
> - Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
>
> - Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas
> encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia
> prolongada na escuridão.
>
> - Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.
>
> - Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?
>
> - Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.
>
> - Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não
> existe nenhuma.
>
> - Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando, ou sente, como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela...
>
>
> PENSE NISSO.....
>
>
> M A R A V I L H O S O ! ! !
>
> A pessoa que escreveu este texto foi muito iluminada pelo nosso CRIADOR.
>
> Eu nunca havia pensado dessa maneira. Adorei a forma utilizada para
> esclarecer uma dúvida que atormenta a maioria da humanidade.
>
> Como achar que não exista vida após o nascimento??? Esta questão é a mesma de não acreditar em vida após a morte!!!
>
> Tudo depende de um ponto de referência. Usar o óbvio para explicar o
> duvidoso.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
A mentira e a fantasia
A mentira e a fantasia
Rodolfo Pamplona Filho
É preciso diferenciar
A mentira e a fantasia.
Enquanto a primeira
é pura destruição,
a segunda ajuda
no processo de construção.
Na mentira, há intenção
de iludir com uma enganação,
em que não há possibilidade
de dizer ser outra visão da verdade,
já na fantasia, o que há
é uma nova forma de encarar
a nua, crua e dura realidade
com uma pitada de criatividade.
Seja Papai Noel
ou a inocente cegonha,
não há porque ter vergonha
do que um dia se creu,
pois mesmo um Deus
já foi desacreditado,
por quem está do seu lado
e nada aconteceu...
A mentira e a fantasia.
Enquanto a primeira
é pura destruição,
a segunda ajuda
no processo de construção.
Na mentira, há intenção
de iludir com uma enganação,
em que não há possibilidade
de dizer ser outra visão da verdade,
já na fantasia, o que há
é uma nova forma de encarar
a nua, crua e dura realidade
com uma pitada de criatividade.
Seja Papai Noel
ou a inocente cegonha,
não há porque ter vergonha
do que um dia se creu,
pois mesmo um Deus
já foi desacreditado,
por quem está do seu lado
e nada aconteceu...
Brasília, 15 de outubro de 2011.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
A importância do doutorado
QUANDO SE TEM DOUTORADO, lê-se assim:
O dissacarídeo de fórmula C12H22O11, obtido através da fervura e da evaporação de H2O do líquido resultante da prensagem do caule da gramínea Saccharus officinarum, (Linneu, 1758), isento de qualquer outro tipo de processamento suplementar que elimine suas impurezas, quando apresentado sob a forma geométrica de sólidos de reduzidas dimensões e arestas retilíneas, os quais configuram pirâmides truncadas de base oblonga e pequena altura, uma vez submetido a um toque no órgão do paladar de quem se disponha a um teste organoléptico, impressiona favoravelmente as papilas gustativas, sugerindo impressão sensorial equivalente provocada pelo mesmo dissacarídeo em estado bruto, que ocorre no líquido nutritivo da alta viscosidade, produzido nos órgãos especiais existentes na Apis mellifera (Linneu, 1758) . No entanto, é possível comprovar experimentalmente que esse dissacarídeo, no estado físico-químico descrito e apresentado sob aquela forma geométrica, apresenta considerável resistência a modificar apreciavelmente suas dimensões quando submetido a tensões mecânicas de compressão ao longo do seu eixo em conseqüência da pequena capacidade de deformação que lhe é peculiar.
QUANDO SE TEM MESTRADO, lê-se assim:
A sacarose extraída da cana de açúcar , a qual ainda não tenha passado pelo processo de purificação e refino e apresentando- se sob a forma de pequenos sólidos tronco-piramidais de base retangular, impressiona agradavelmente o paladar, lembrando a sensação provocada pela mesma sacarose produzida pelas abelhas em um peculiar líquido espesso e nutritivo. Entretanto, não altera suas dimensões lineares ou suas proporções quando submetida a uma tensão axial em conseqüência da aplicação de compressões equivalentes e opostas.
QUANDO SE TEM GRADUAÇÃO, lê-se assim:
O açúcar, quando ainda não submetido à refinação e apresentando- se em blocos sólidos de pequenas dimensões e forma tronco-piramidal tem similaridade com o sabor deleitável da secreção alimentar das abelhas; todavia não muda suas proporções quando sujeito à compressão.
QUANDO SE TEM ENSINO MÉDIO, lê-se assim
Açúcar não refinado, sob a forma de pequenos blocos, tem o sabor agradável do mel, porém não muda de forma quando pressionado.
QUANDO SE TEM ENSINO FUNDAMENTAL, lê-se assim:
Açúcar mascavo em tijolinhos tem o sabor adocicado, mas não é macio ou flexível.
QUANDO NÃO SE TEM ESTUDO, lê-se assim:
Rapadura é doce, mas não é mole, não!
terça-feira, 31 de julho de 2012
Sensação de Anonimato
Sensação de Anonimato
Rodolfo Pamplona Filho
Ficar sozinho na multidão,
sem ser reconhecido,
como apenas mais um peão
no tabuleiro vivido,
apenas observando
o que se passa na confusão,
em silêncio,
arrebatado pela admiração,
como se as palavras
fossem completamente inúteis
para transmitir
o estranho sentimento
de total isolamento,
em que viver o momento
é mero passatempo,
ansiando por um contato
que possa gerar, de fato,
alguma forma de conforto
em um espirito já morno,
cujo único retrato
é a sensação de anonimato.
sem ser reconhecido,
como apenas mais um peão
no tabuleiro vivido,
apenas observando
o que se passa na confusão,
em silêncio,
arrebatado pela admiração,
como se as palavras
fossem completamente inúteis
para transmitir
o estranho sentimento
de total isolamento,
em que viver o momento
é mero passatempo,
ansiando por um contato
que possa gerar, de fato,
alguma forma de conforto
em um espirito já morno,
cujo único retrato
é a sensação de anonimato.
Salvador, 11 de outubro de 2011.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Sobre Ele
Uma pulseira de pérolas de água doce para adornar os seus braços de sereia(um moço me disse).
Sua pele é de mel e sol, cheira a canela e resguarda alvuras(me cantou um outro)
Quero a curva do seu queixo, a elegancia do pescoço, repousar as mãos cansadas no topo de seus ombros macios(um deles me pediu).
Me morde com os seus dentes brancos, me cala a boca com o serpentear de sua lingua, nunca sorria para mim, porque eu não consigo ver o seu sorriso e seguir sob a terra(um outro me ordenou um dia).Seus quadris são fruta madura, balançam como o vento no mar, hipinotizam a rua(disse um, um dia, envolvendo minha bunda com mãos decididas).
Mas se para Ele eu não sou bonita, quebro o espelho, raspo a cabeça, cego de chorar e ensurdeço, para nunca mais ouvir.
Beatriz A.M
Sua pele é de mel e sol, cheira a canela e resguarda alvuras(me cantou um outro)
Quero a curva do seu queixo, a elegancia do pescoço, repousar as mãos cansadas no topo de seus ombros macios(um deles me pediu).
Me morde com os seus dentes brancos, me cala a boca com o serpentear de sua lingua, nunca sorria para mim, porque eu não consigo ver o seu sorriso e seguir sob a terra(um outro me ordenou um dia).Seus quadris são fruta madura, balançam como o vento no mar, hipinotizam a rua(disse um, um dia, envolvendo minha bunda com mãos decididas).
Mas se para Ele eu não sou bonita, quebro o espelho, raspo a cabeça, cego de chorar e ensurdeço, para nunca mais ouvir.
Beatriz A.M
domingo, 29 de julho de 2012
Resiliência
Resiliência
Rodolfo Pamplona Filho
É preciso
Gentileza
Nobreza
Compreensão
Atenção
É preciso
Amor incomensurável
Carinho inesgotável
Gratidão inestimável
Dedicação interminável
É preciso
Receber o porvir
Resistir
Reagir
Reconstruir
É preciso
Decência
Obediência
Paciência
Insistência
É preciso
Resiliência
Gentileza
Nobreza
Compreensão
Atenção
É preciso
Amor incomensurável
Carinho inesgotável
Gratidão inestimável
Dedicação interminável
É preciso
Receber o porvir
Resistir
Reagir
Reconstruir
É preciso
Decência
Obediência
Paciência
Insistência
É preciso
Resiliência
Salvador, 11 de outubro de 2011.
sábado, 28 de julho de 2012
Irmandade
Irmandade
Octavio Paz
Homenagem a Claudio Ptolomeo
Sou homem: duro pouco
E é enorme a noite.
Mas olho para cima:
As estrelas escrevem.
Sem entender, compreendo:
Também fui escrito
E neste mesmo instanteAlguém me soletra.
Octavio Paz
Homenagem a Claudio Ptolomeo
Sou homem: duro pouco
E é enorme a noite.
Mas olho para cima:
As estrelas escrevem.
Sem entender, compreendo:
Também fui escrito
E neste mesmo instanteAlguém me soletra.
Capturado em http://www.releituras.com/opaz_menu.asp, no dia 08/09/11.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Soneto da Compreensão
Soneto da Compreensão
Rodolfo Pamplona Filho
O que custa, sinceramente,
olhar com os olhos dos outros,
sentir a apreensão alheia
e dividir as dores vividas?
Custa o inestimável preço
da coragem de sair do casulo,
descobrir um novo mundo,
saber existir algo oculto.
Eu quero beleza do riso inesperado,
da lágrima e choro compartilhado,
da solidariedade sem explicação.
Viver de verdade é não ser algoz:
nada é de pedra entre nós,
salvo a indestrutível compreensão.
olhar com os olhos dos outros,
sentir a apreensão alheia
e dividir as dores vividas?
Custa o inestimável preço
da coragem de sair do casulo,
descobrir um novo mundo,
saber existir algo oculto.
Eu quero beleza do riso inesperado,
da lágrima e choro compartilhado,
da solidariedade sem explicação.
Viver de verdade é não ser algoz:
nada é de pedra entre nós,
salvo a indestrutível compreensão.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Esquece...
Esquece...
Esquece
de tudo,
desses jornais de ontem,
do mofo das palavras
embriagadas
em botequins noturnos
e descobre,
em tua completa ida,
que de pascácio és pouco
quando se sonha
e quando se tem
os outros.
Esquece
e descobre
que o azul
deste marcéu,
a passear tuas vistas,
é a doce alma da vida
a te solicitar sorrisos...
Germano Viana Xavier,nascido na Chapada Diamantina, publicado na obra Clube de CArteado-2006.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Sobre o Ato de Cultuar
Sobre o Ato de Cultuar
Rodolfo Pamplona Filho
Será que há uma mínima pista
do mistério que envolve os seus
seguidores fiéis de um artista,
de um político ou um Deus?
A idolatria ou fascinação
é de tamanha proporção
que não faz diferença
qual é o motivo da crença:
o encantamento estético,
um projeto técnico ou ético
ou a esperança da salvação,
na busca visceral por redenção.
Embora em qualquer lugar
se possa exercitar o louvar,
há sempre um lugar para tal ato,
seja um templo, palácio ou teatro.
Somente as suas canções
merecem ser entoadas,
como se outras versões
devessem ser rejeitadas...
E suas palavras impõem respeito,
proporcionando ordens ou prazer,
seja "Aleluia", "Eu Prometo",
"Toca Raul" ou "Bota pra fuder"...
Mas, ao contrário do que se pensa,
cultuar não é um problema,
desde que se saiba o que se avença,
para não cair em um velho esquema
de ser mera bucha de canhão,
vitima inocente de manipulação,
por quem quer apenas dominar
o que você tem a lhe dar:
sua vida, sua alma ou seu dinheiro,
doando-se por inteiro,
não, infelizmente, para seu bem,
mas para o deleite de alguém
que nem acredita no que você crê,
mas faz questão de parecer
que está além do que se vê,
sonhando pelo que ainda há de ser...
Por isso, pratique o seu culto,
da forma que lhe soar normal,
não cedendo ao interesse oculto
de pouco valer seu gosto pessoal...
... e seja feliz...
do mistério que envolve os seus
seguidores fiéis de um artista,
de um político ou um Deus?
A idolatria ou fascinação
é de tamanha proporção
que não faz diferença
qual é o motivo da crença:
o encantamento estético,
um projeto técnico ou ético
ou a esperança da salvação,
na busca visceral por redenção.
Embora em qualquer lugar
se possa exercitar o louvar,
há sempre um lugar para tal ato,
seja um templo, palácio ou teatro.
Somente as suas canções
merecem ser entoadas,
como se outras versões
devessem ser rejeitadas...
E suas palavras impõem respeito,
proporcionando ordens ou prazer,
seja "Aleluia", "Eu Prometo",
"Toca Raul" ou "Bota pra fuder"...
Mas, ao contrário do que se pensa,
cultuar não é um problema,
desde que se saiba o que se avença,
para não cair em um velho esquema
de ser mera bucha de canhão,
vitima inocente de manipulação,
por quem quer apenas dominar
o que você tem a lhe dar:
sua vida, sua alma ou seu dinheiro,
doando-se por inteiro,
não, infelizmente, para seu bem,
mas para o deleite de alguém
que nem acredita no que você crê,
mas faz questão de parecer
que está além do que se vê,
sonhando pelo que ainda há de ser...
Por isso, pratique o seu culto,
da forma que lhe soar normal,
não cedendo ao interesse oculto
de pouco valer seu gosto pessoal...
... e seja feliz...
Rio de Janeiro, 10 de outubro de 2011.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Despedida do TREMA
Despedida do TREMA
Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema. Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüíferos, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüentas anos.
Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!...
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. Os dois pontos disse que eu sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé.
Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C cagão que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?... A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K e o W, "Kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER. Che ga de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem, vou-me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar!...
Nós nos veremos nos livros antigos. Saio da língua para entrar na história.
Adeus,
Trema.
Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema. Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüíferos, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüentas anos.
Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!...
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. Os dois pontos disse que eu sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé.
Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C cagão que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?... A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K e o W, "Kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER. Che ga de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem, vou-me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar!...
Nós nos veremos nos livros antigos. Saio da língua para entrar na história.
Adeus,
Trema.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Sobre um aprazível por do sol
Sobre um aprazível por do sol
Rodolfo Pamplona Filho
Qual é o sentido de parar
para simplesmente admirar
o instante perfeito do por do sol?
Ver o que todos vêm e não percebem
Guardar o que nem todos captam
Entender o que ninguém apreende
O por do sol
é mais do que
um horário de crepúsculo:
é a intensidade de um momento,
é o cessar de todo lamento,
é a força de um movimento..
Há muitas formas
e diversos ângulos
de se ver um por do sol:
tentando descrever o indizível,
testemunhando o incrível,
descobrindo o aprazível...
É preciso sentir a luz,
compreender o que seduz
e descobrir o que induz
a treinar um novo olhar,
acelerar o raciocinar
e viver para fotografar...
para simplesmente admirar
o instante perfeito do por do sol?
Ver o que todos vêm e não percebem
Guardar o que nem todos captam
Entender o que ninguém apreende
O por do sol
é mais do que
um horário de crepúsculo:
é a intensidade de um momento,
é o cessar de todo lamento,
é a força de um movimento..
Há muitas formas
e diversos ângulos
de se ver um por do sol:
tentando descrever o indizível,
testemunhando o incrível,
descobrindo o aprazível...
É preciso sentir a luz,
compreender o que seduz
e descobrir o que induz
a treinar um novo olhar,
acelerar o raciocinar
e viver para fotografar...
Rio de Janeiro, no Restaurante “Aprazível”, 09 de outubro de 2011.
domingo, 22 de julho de 2012
Proposta de Amor Eterno
Proposta de Amor Eterno
Rodolfo Pamplona Filho
Quero fazer uma promessa
de encontrar a felicidade,
registrando-a na pele
como uma linda tatuagem,
marcada a ferro e fogo,
em carne viva e pulsante,
como nunca feito antes.
É a proposta definitiva
de um amor fortíssimo,
eterno e entregue,
que não vai deixar você
nunca mais se sentir
sem o arrebatamento
que faz a vida valer a pena.
Desejo poder levar você
aonde ninguém mais levou...
Quero ensinar o poder
do mais puro e sincero amor...
Você vai aprender a ser amado
com uma força tão intensa,
como ninguém amou até então!
Preciso fazer você entender
o quanto é lindo, fisicamente
(porque a beleza da sua alma,
você já conhece definitivamente).
Quero ser a amiga, a companheira,
a amante gostosa, fogosa parceira,
doida de tesão por seu cheiro...
Serei a mulher, a aluna, a inspiração que só dá amor, prazer, emoção.
Eu quero ser a cura efetiva
para os males do seu coração,
o aconchego da sua atávica solidão, seu divertimento, sua leveza,
sua sina, sua única certeza.
Porque é isso que você merece ter...
E é o que eu tenho para dar...
Esta é uma proposta para valer,
sem prazo para expirar...
Por isso, depois de tudo discorrer,
somente me cabe perguntar:
você me aceita assim?
de encontrar a felicidade,
registrando-a na pele
como uma linda tatuagem,
marcada a ferro e fogo,
em carne viva e pulsante,
como nunca feito antes.
É a proposta definitiva
de um amor fortíssimo,
eterno e entregue,
que não vai deixar você
nunca mais se sentir
sem o arrebatamento
que faz a vida valer a pena.
Desejo poder levar você
aonde ninguém mais levou...
Quero ensinar o poder
do mais puro e sincero amor...
Você vai aprender a ser amado
com uma força tão intensa,
como ninguém amou até então!
Preciso fazer você entender
o quanto é lindo, fisicamente
(porque a beleza da sua alma,
você já conhece definitivamente).
Quero ser a amiga, a companheira,
a amante gostosa, fogosa parceira,
doida de tesão por seu cheiro...
Serei a mulher, a aluna, a inspiração que só dá amor, prazer, emoção.
Eu quero ser a cura efetiva
para os males do seu coração,
o aconchego da sua atávica solidão, seu divertimento, sua leveza,
sua sina, sua única certeza.
Porque é isso que você merece ter...
E é o que eu tenho para dar...
Esta é uma proposta para valer,
sem prazo para expirar...
Por isso, depois de tudo discorrer,
somente me cabe perguntar:
você me aceita assim?
New York, 15 de setembro de 2011.
sábado, 21 de julho de 2012
O Papel na Peça da Vida
O Papel na Peça da Vida
Rodolfo Pamplona Filho
Shakespeare disse que
todo o mundo é um palco
e que todos os seres humanos
são atores desta peça...
Só que nem todos querem ser
e atuar como protagonista,
porque a cena exige coadjuvantes
e até mesmo alguns figurantes,
já que o hoje não cede espaço
para amadores e principiantes,
e o universo não conspira o bem, como se pensava antes.
Mas isso não deve reprimir
o que cada um carrega em si
como manifestação de sua arte,
a mostrar em todo parte
que o script não precisa ser assim
e é possível sempre dar uma mexida,
já que você é ator principal, sim,
pelo menos, da peça de sua vida!
todo o mundo é um palco
e que todos os seres humanos
são atores desta peça...
Só que nem todos querem ser
e atuar como protagonista,
porque a cena exige coadjuvantes
e até mesmo alguns figurantes,
já que o hoje não cede espaço
para amadores e principiantes,
e o universo não conspira o bem, como se pensava antes.
Mas isso não deve reprimir
o que cada um carrega em si
como manifestação de sua arte,
a mostrar em todo parte
que o script não precisa ser assim
e é possível sempre dar uma mexida,
já que você é ator principal, sim,
pelo menos, da peça de sua vida!
Brasília, 14 de outubro de 2011.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Aos Presentes e Futuros Amigos
Aos Presentes e Futuros Amigos
A amizade não é coisa pueril, de criança
Ela Permite a troca de experiências e esperanças.
Belos gestos e palavras, quando vindos do coração
Só podem trazer, nos amigos, fortes emoções.
É coisa divina, abençoada.
Por isto deve ser cultivada.
Manter ou fazer um amigo, é ouro
A ser guardado no coração, igual tesouro.
A qualquer momento podemos precisar
Sabendo, de antemão, que ele lá vai estar
Sempre pronto a ajudar, a dar um alento.
Para se manter e fazer amizades
Devemos empenhar talento.
O que tento, com criatividade.
(Paulo Basílio - 20/07/2011)
A amizade não é coisa pueril, de criança
Ela Permite a troca de experiências e esperanças.
Belos gestos e palavras, quando vindos do coração
Só podem trazer, nos amigos, fortes emoções.
É coisa divina, abençoada.
Por isto deve ser cultivada.
Manter ou fazer um amigo, é ouro
A ser guardado no coração, igual tesouro.
A qualquer momento podemos precisar
Sabendo, de antemão, que ele lá vai estar
Sempre pronto a ajudar, a dar um alento.
Para se manter e fazer amizades
Devemos empenhar talento.
O que tento, com criatividade.
(Paulo Basílio - 20/07/2011)
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