quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Chérie ou Cheri?

Chérie ou Cheri?

Rodolfo Pamplona Filho

Oi, Chérie!
O que tu fazes aqui?
Pensando em sair
para a vida curtir?
O tempo te fez bem,
a maturidade também...
Pronta estás para o que vem?
Oi, Cheri!
Onde vais partir?
Nunca fujas daqui!
Onde é que tu estás?
Em algum lugar capaz
de tornar o tempo fugaz?
Talvez para pensar
que ele não queira se domar,
nem seja fácil de organizar...
Chérie ou Cheri?
Pouco importa para ti,
desde que ao, este poema, ouvir,
eu consiga te fazer sorrir...


Salvador, 30 de julho de 2011.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Quando eu tiver setenta anos

Quando eu tiver setenta anos

Paulo Leminski

Quando eu tiver setenta anos
então vai acabar esta adolescência

vou largar da vida louca
e terminar minha livre docência

vou fazer o que meu pai quer
começar a vida com passo perfeito

vou fazer o que minha mãe deseja
aproveitar as oportunidades
de virar um pilar da sociedade
e terminar meu curso de direito

então ver tudo em sã consciência
quando acabar esta adolescência

de "Caprichos e relaxos"

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

TUDO QUE EU DIGA SEJA POESIA

TUDO QUE EU DIGA SEJA POESIA
Paulo Leminski

moinho de versos
movido a vento
em noites de boemia

vai vir o dia
quando tudo que eu diga
seja poesia

http://www.ponto.altervista.org/Livros/Doc/leminski.html

domingo, 12 de fevereiro de 2012

MORFOLOGIA

MORFOLOGIA

Marta Torres

Você é minha interjeição
Minha expressão do sentir mais forte
Minha preposição
Que me liga do real a uma viagem no pensamento
É uma conjunção
Carnal, viva
Conectando as fases da vida antes e depois de seu beijo

Você é meu pronome
Meu eu, meu nós
E até o meu artigo
Que diz quando serei determinada
É meu numeral
Meu um, meu dois, sempre primeiro
Meu adjetivo que me define, me modifica

Você consegue ser o meu verbo
Me faz agir, me faz sentir, diz o meu tempo
Me faz sonhar
E é também meu advérbio
Me influenciando de várias maneiras
Em modo, em lugar, em intensidade

Mas, além de tudo isso
Você passou a ser tantas coisas
Sentido, definição, conceito
Se você não existisse eu te inventaria
Meu substantivo concreto!

Palavras...
São só palavras.
Palavras...
Não só palavras...

(jan/2006)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

TAG DER DICHTUNG

TAG DER DICHTUNG

Rodolfo Pamplona Filho

Heute ist Tag der Dichtung.
Ich will alle dichten sehen.
Ich will nicht arbeiten!
Ich will nicht studieren.
Ich will kein ernster Mensch sein.

Der Richter wird nicht richten.
Der Professor wird nicht lehren.
Der Richter wird dichten.
Der Professor wird dichten.
Ich will wirklich leben.

Nur die Dichtung macht das Leben lebenswert.
Salvador, Freitag, Der Fünfzehnte Juli Zweitausendelf (15. Juli.2011).

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O INFERNO É EXOTÉRMICO OU ENDOTÉRMICO?

"O inferno é exotérmico ou endotérmico?"

Um determinado professor do Dep. de Física de uma Universidade é conhecido por fazer perguntas do tipo:
"Porque é que os aviões voam?"

A sua única questão na prova final de Maio de 1997 para a turma de Transmissão de Momento, Massa e Calor II foi: "O inferno é exotérmico ou endotérmico? Justifique a sua resposta." (ou seja, se o Inferno é um sistema que liberta calor ou que recebe calor).

Vários alunos justificaram as suas opiniões baseados na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma, mas um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:

"Primeiramente, postulamos que, se as almas existem, então elas devem ter alguma massa. Se tiverem, então uma mol de almas também tem massa. Então, em que percentagem é que as almas estão a entrar e a sair do inferno? Eu acho que podemos assumir seguramente que uma vez que uma alma entra no inferno nunca mais sai. Por isso, não há almas a sair. Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhadela às diferentes religiões que existem no mundo hoje em dia. Algumas dessas religiões pregam que, se não pertenceres a ela, então vais para o inferno. Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projectar que todas as pessoas e almas vão para o inferno. Com as taxas de natalidade e mortalidade da maneira que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno. Agora vamos olhar para a taxa de mudança de volume temperatura e a pressão no inferno serem constantes, a relação entre a massa das almas e o volume do Inferno também deve ser constante. Existem então duas opções:." ........
>1) Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura e a pressão no Inferno vão aumentar até ele explodir.
>2) Se o inferno se estiver a expandir numa taxa maior do que a de entrada de almas, então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno se congele.
Então, qual das duas afirmações é correcta? Se nós aceitarmos o que a aluna Teresa Maria me disse no primeiro ano: "Haverá uma noite fria no inferno antes de eu ir para a cama contigo", e levando em conta que ainda NÃO obtive sucesso na tentativa de ter relações sexuais com ela, então a opção 2 não é verdadeira. Por isso, o inferno é exotérmico

O aluno tirou a única nota máxima da turma.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

DEUS CAPACITA OS ESCOLHIDOS

DEUS CAPACITA OS ESCOLHIDOS

 


Conta certa lenda,
que estavam duas crianças
patinando num lago congelado.
Era uma tarde nublada
e fria e as crianças brincavam despreocupadas.
De repente, o gelo se quebrou
e uma delas caiu,
ficando presa na fenda que se formou.
A outra, vendo seu amiguinho preso
e se congelando, tirou um dos patins
e começou a golpear o gelo com todas
as suas forças, conseguindo por fim
quebrá-lo e libertar o amigo.
Quando os bombeiros chegaram
e viram o que havia acontecido,
perguntaram ao menino:
- Como você conseguiu fazer isso?
É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo,
sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!
Nesse instante, um ancião que passava pelo local,
comentou:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
- Pode nos dizer como?
- É simples - respondeu o velho.
- Não havia ninguém ao seu redor,
para lhe dizer que não seria capaz..


Mt 22:14 - Porque muitos são chamados.
Mas poucos os escolhidos.


Confie...

As coisas acontecem na hora certa.
Exatamente quando devem acontecer!
Momentos felizes, louve a Deus.
Momentos difíceis, busque a Deus.
Momentos silenciosos, adore a Deus.
Momentos dolorosos, confie em Deus.
Cada momento, agradeça a Deus.



"Deus nos fez perfeitos e não escolhe os capacitados,
CAPACITA OS ESCOLHIDOS.
Fazer ou não fazer algo só depende
de nossa vontade e perseverança

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Sobre a Vírgula

Sobre a Vírgula

Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI
(Associação Brasileira de Imprensa).

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere..

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!


Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.


Detalhes Adicionais:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.


* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...

* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Oásis

Oásis

Rodolfo Pamplona Filho
Quando sinto sede,
você é a fonte;
Quando sinto frio,
você é o abrigo;
No desespero,
é horizonte;
Na sua presença,
não há vazio!

Meu oásis no deserto,
que eu quero sempre perto!
É o único seguro porto:
meu refúgio e conforto!

Na solidão,
é o meu consolo:
quem seca a lágrima e
renova o ânimo e o coro;
Na alegria,
é o meu sorriso;
Na minha vida,
é o sentido...
Salvador, 10 de julho de 2011.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

LAMPIÃO MODERNO

LAMPIÃO MODERNO


Poesia Popular no Alerta Total – www.alertatotal.net
Dando um tom lírico ao Organograma Globalitário do Crime Organizado


Por Carlos Araujo
Alguém aí tem resposta
Pra pergunta que eu faço?
Lampião, rei do cangaço
Foi bandido ou foi herói?
Nem sei se esta é a questão,
Pois hoje a corrupção
Tem um punhal cangaceiro
Sem dó e sem piedade,
Sangrando a dignidade
De quem é bom brasileiro.

O Virgulino moderno
É bandido refinado:
Exibe carro importado,
Tem jatinho e muito mais.
A caneta é seu fuzil,
Com ela assalta o Brasil
Do jeito que sempre quis:
Feito cupim na madeira,
Fazendo uma buraqueira
Nas finanças do País.

Esse novo Virgulino
Não tem chapéu estrelado,
Não sabe dançar xaxado,
Nem canta Mulher Rendeira.
Ele não dorme no mato,
Ama o conforto e o bom trato.
E não agüenta repuxo:
Com seu dinheiro e malícia,
Quando foge da polícia,
Se esconde em hotel de luxo.

Não anda pelas caatingas,
Nem cruza moita de espinho,
Mas constrói o seu caminho
Com muito nome esquisito:
É fraude, é clientelismo,
É pilhagem, é nepotismo,
É propina, é malandragem.
Mas ele não se contenta:
A tudo isso acrescenta
A mentira e a rapinagem.

Quando chega a eleição,
Sendo ele candidato,
Promete roupa, sapato,
Dentadura, leite e lote.
Se tem amigo disposto
A sonegar o imposto,
Ele segura a peteca
Com uma frase canalha:
- Se eu vencer a batalha
Eu perdôo essa merreca!

No palanque faz de Deus
O seu cabo eleitoral,
Criando o clima ideal
À exploração da fé.
Seu discurso é de devoto,
Mas sua fé é o voto
Da humilde multidão
Que, inocente, se dobra:
Vira massa de manobra
Nas garras do Lampião.

O seu instinto perverso
É muito sofisticado:
Ele mata no atacado,
Quando desvia milhões
Em cada cheque que assina
O bandoleiro assassina
Gente em escala brutal.
De onde vem a matança?
Da falta de segurança,
De médico, hospital...

É direito da criança
Ensino de qualidade,
Mas dessa realidade
Pouca criança desfruta.
E quanto ao saneamento,
Não existe investimento
Neste importante setor,
Porque o nosso dinheiro
Vai parar no estrangeiro,
Na conta do malfeitor.

O cangaceiro de hoje
Tem site na Internet
E grava até em disquete
Os seus planos de ação.
Certo da impunidade,
Ele se sente à vontade
Pra dizer sem embaraço,
Justificando a orgia:
- Lampião nada fazia
Já eu roubo mas eu faço!

Penso até ser injustiça
Comparar o Virgulino
Lá do sertão nordestino
Com esses cabras de hoje.
Pois de uma coisa estou certo:
Lampião nem chega perto
Desses que, de forma vil
E com bastante requinte,
Saqueiam o contribuinte
Que ainda crê no Brasil.

Ah, capitão Virgulino,
Que andas fazendo agora?
Chega de tanta demora.
Sai dessa cova ligeiro,
Vem retomar teu reinado!
Anda logo, desgraçado,
Chama teus cabras de fama,
Traz Corisco e Ventania,
Quinta-Feira e Pontaria,
Tira o país dessa lama!

Chama Dadá, traz Maria,
Pra te dar inspiração,
Traz Canário e Azulão.
Onde andam Moita Brava,
Jararaca e Zé Sereno,
Que provaram do veneno
Da refrega sertaneja?
E Bem-Te-Vi, bom de briga,
Cantando a mesma cantiga,
Não vai fugir da peleja.

Não esquece Volta Seca,
Sabonete e Jitirana,
Que viravam caninana,
Nos instantes de combate.
Chama também Zé Baiano,
Pois entra ano e sai ano
E a coisa fica mais feia.
Já são muitos excluídos
E a culpa é de bandidos
Que precisam levar peia!


Anda logo, que o Brasil
Já se cansou do teu mito,
Ouve o apelo e o grito
Do povo deste país.
Mas cuidado, Capitão,
Cuidado com a mangação
Que pode ser um horror.
Já tem corrupto espalhando
Que, em formação de bando,

Lampião era amador!


Este poema de Carlos Araujo circula pela internet.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

JESUS TE AMA MUITO

Todos os domingos à tarde, depois da missa da manhã na igreja, o
velho padre e seu sobrinho de 11 anos saíam pela cidade e entregavam
folhetos sacros.

Numa tarde de domingo, quando chegou à hora do padre e seu sobrinho
saírem pelas ruas com os folhetos, fazia muito frio lá fora e também
chovia muito. O menino se agasalhou e disse:

-Ok, tio padre, estou pronto. '

E o padre perguntou:

-'Pronto para quê?':

-'Tio, está na hora de juntarmos os nossos folhetos e sairmos. '

O padre respondeu:


-'Filho, está muito frio lá fora e também está chovendo muito. '

O menino olhou surpreso e perguntou:

-'Mas tio, as pessoas não vão para o inferno até mesmo em dias de chuva?'

O padre respondeu:

-'Filho, eu não vou sair nesse frio. '

Triste, o
menino perguntou:

-'Tio, eu posso ir? Por favor!'

O padre hesitou por um momento e depois disse:

-'Filho, você pode ir. Aqui estão os folhetos. Tome cuidado, filho. '

-'Obrigado, tio!'

Então ele saiu no meio daquela chuva. Este menino de onze anos
caminhou pelas ruas da cidade de porta em porta entregando folhetos
sacros a todos que via.

Depois de caminhar por duas horas na chuva, ele estava todo molhado,
mas faltava o último folheto. Ele parou na esquina e procurou por
alguém para entregar o folheto, mas as ruas estavam totalmente
desertas. Então ele se virou em direção à primeira casa que viu e
caminhou pela calçada até a porta e tocou a campainha. Ele tocou a
campainha, mas ninguém respondeu. Ele tocou de novo, mais uma vez, mas
ninguém abriu a porta. Ele esperou, mas não houve resposta.

Finalmente, este soldadinho de onze anos se virou para ir embora, mas
algo o deteve. Mais
uma vez, ele se virou para a porta, tocou a campainha e bateu na porta
bem forte. Ele esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda. Ele
tocou de novo e desta vez a porta se abriu bem devagar.
De pé na porta estava uma senhora idosa com um olhar muito triste. Ela
perguntou gentilmente:

-'O que eu posso fazer por você, meu filho?'

Com olhos radiantes e um sorriso que iluminou o mundo dela, este
pequeno menino disse:

-'Senhora, me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de
dizer que JESUS A AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu
último folheto que lhe dirá tudo sobre JESUS e seu grande AMOR. '

Então ele entregou o seu último folheto e se virou para ir embora.
Ela o chamou e disse:

-'Obrigada, meu filho!!! E que
Deus te abençoe!!!'

Bem, na manhã do seguinte domingo na igreja, o Padre estava no altar,
quando a missa começou ele perguntou:

- 'Alguém tem um
testemunho ou algo a dizer?'

Lentamente, na última fila da igreja, uma senhora idosa se pôs de pé.
Conforme ela começou a falar, um olhar glorioso transparecia em seu rosto.

- 'Ninguém me conhece nesta igreja. Eu nunca estive aqui. Vocês sabem
antes do domingo passado eu não era cristã. Meu marido faleceu a algum
tempo deixando-me totalmente sozinha neste mundo. No domingo passado,
sendo um dia particularmente frio e chuvoso, eu tinha decidido no meu
coração que eu chegaria ao fim da linha, eu não tinha mais esperança
ou vontade de viver.

Então eu peguei uma corda e uma cadeira e subi as escadas para o sótão
da minha casa. Eu amarrei a corda numa madeira no telhado, subi na
cadeira e coloquei a outra ponta da corda em volta do meu pescoço.
De pé naquela cadeira, tão só e de coração partido, eu estava a ponto
de saltar, quando, de repente, o toque da campainha me assustou. Eu
pensei:

-'Vou esperar um
minuto e quem quer que seja irá embora. '

Eu esperei e esperei, mas a campainha era insistente; depois a pessoa
que estava tocando também começou a bater bem forte. Eu pensei:

-'Quem neste mundo pode ser? Ninguém toca a campainha da minha casa ou
vem me visitar. '

Eu afrouxei a corda do meu pescoço e segui em direção à porta,
enquanto a campainha soava cada vez mais alta.

Quando eu abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na
minha varanda estava o menino mais radiante e angelical que já vi em
minha vida. O seu SORRISO, ah, eu nunca poderia descrevê-lo a vocês!
As palavras que saíam da sua boca fizeram com que o meu coração que
estava morto há muito tempo SALTASSE PARA A VIDA quando ele exclamou
com voz de querubim:,

-'Senhora, eu só vim aqui para dizer QUE JESUS A AMA MUITO. '

Então ele me entregou este folheto que eu agora tenho em minhas mãos.

Conforme aquele anjinho
desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e atenciosamente li
cada palavra deste folheto.

Então eu subi para o sótão para pegar a minha corda e a cadeira. Eu
não iria precisar mais delas. Vocês vêem - eu agora sou uma FILHA
FELIZ DE DEUS!!!

Já que o endereço da igreja estava no verso deste folheto, eu vim aqui
pessoalmente para dizer OBRIGADO ao anjinho de
Deus que no momento certo livrou a minha alma de uma eternidade no inferno. '

Não havia quem não tivesse lágrimas nos olhos na igreja.
o Velho Padre desceu do altar e foi em direção a primeira fila onde o
seu anjinho estava sentado. Ele tomou o seu sobrinho nos braços e
chorou copiosamente.

Provavelmente nenhuma igreja teve um momento tão glorioso como este.

Bem aventurados são os olhos que vêem esta mensagem. Não deixe que ela
se perca, leia-a de novo e passe-a adiante.

Lembre-se: a mensagem de
Deus pode fazer a diferença na vida de alguém próximo a você.

Por isso...

- Me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de
dizer que JESUS TE AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu
último folheto.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

MINHA IDA À UM RESTAURANTE CHIQUE

MINHA IDA À UM RESTAURANTE CHIQUE
Rapaz. Que frescura é essa história de restaurante chique, viu?

Eu jurava que nunca iria gastar meus suados real num restaurante cheio de frescuras. Um lugar onde você pede um prato e vem um pedacinho de carne do tamanho e da espessura de meia folha de papel de ofício, dobrada ao meio acompanhada de uma migalha de arroz com um molhinho e uma folha de louro e que custam os olhos da cara. E se duvidar, o de baixo também. E onde todos tiram uma onda retada.

Mas eis que Deus, sem ter nada melhor pra fazer, olhou pra mim e disse:´"-Tú vai sim, sacana" e num belo dia, após ligar para a Rádio Metrópole de seu Mário Quértiz, ganhei uma cortesia de 50 badarós para gastar num desses restaurantes, no caso específico, aquele que fica no Rio Vermelho. O que tem o nome daquele pintor espanhol, xará de nossa cidade. Não é o daqui. É o Dali.

E lá fui eu devidamente acompanhado para o restaurante burguês e pensando: “Hoje vou tirar onda, minha porra!!!”

Botei aquela roupa comprada em 7 vezes na Riachuelo que eu só uso em ocasiões especiais e me piquei pra lá.

Chegando no local, fui recebido por um negão do tamanho da zorra na porta. Pensei: "Esse filadaputa vai me barrar" Que nada. O cara veio com um “Boa noite senhor" Senhor, sacana... Me senti até gente. Lá no Cai Duro, a maior reverência que recebo é quando o garçom me chama de “bróder”. O negão era manobrista, só que não precisava de manobrista já que eu tinha um motorista. Um motorista e um cobrador.

O negão me passou prum outro cara, que perguntou se eu queria ficar no bar ou ir pro lounge? E eu pensando "Ué, em vez de ficar aqui, por que eu iria pra longe, porra??? Mas aí o cara me apontou a parte de cima do bar, que era bem perto, de longe não tinha nada, esses ricos são uns frescos mesmo, porra, que frescura do caralho. Bastava perguntar "Vai ficar no bar ou quer subir?"

Esse outro cara me passou para uma morena que me levou pra minha mesa. Eu já tava ficando cansado daquela paletada e de falar com tanta gente só pra chegar na mesa. Me deu saudade do Boca de Galinha em Plataforma que é só chegar e sentar e pedir e comer, nada dessas frescuras todas.  Eu vim comer ou fazer treqin? E o pior é que naquele ritmo, quando eu chegasse na mesa já teria dado meia noite e eu não teria mais buzu pra voltar pra casa!

Fui acomodado na varanda que fica sobre o mar. O mesmo cheiro de maresia da Ribeira. Mas era uma maresia chique da zorra. As algas deveriam ser daquelas que eu vi na TV na casa do meu cunhado, que tem SKY e é também metido a rico, e fica assistindo aqueles documentaro do National Geográfico que fala daquelas algas criadas nas águas tem mais ou termais, sei lá, porra, dos mares da Grécia, colhidas em Mikomos, lá ele! importadas de avião e jogadas embaixo da sacada do restaurante daqui.

O restaurante era massa. Velas por todos os lados. Um telão. Uma decoração bala. E um daqueles quadros borrados. Daqueles em que os endinheirados ficam parados na frente, não entendem porra nenhuma da pintura, mas ficam olhando com a mão no queixo, a testa franzida fazendo tipo e dizendo coisas do tipo: “este quadro representa toda a magnitude do ser, expressada pelas linhas assimetricamente delineadas pelo traço introspecto do artista e não sei mais o que... Pra mim era um quadro borrado. Não gostou? Me bata!

Arte abstrata uma banana. Lembrei logo daquele cartaz/ propaganda antigo da Marlboro que fica na parede do pirão do Bar do Pascoal no Santo Antônio. Pode ser sintoma de pobreza mais achei mais legal a foto daquele cowboy que se fudeu de câncer no pulmão, do que esse quadro borrado chique.

Ao fundo tocava uma música internacional. Não entendi nada do que a cantora cantava, mas pelo menos não era arrocha, axé, pagode e nem Ana Carolina. Não agüento mais ouvir "Eu queeero te roubar pra mim"...

Já as pessoas nem respiram. Um ar soturno de museu de cera. Se você olha muito para alguém, essa pessoa já pensa que você tá ali pra roubar, sei lá. Rico quando conversa, não ri. Parecem estar em coma. E as caras e bocas daquela gente bonita? Vão pra merda, enquanto é tempo.

Ao fundo, um bigodudo fumava um charuto do tamanho de um tubo daTigre, daqueles de passar tolete. Dava cada baforada, como se escrevesse no ar com a fumaça "eu tenho uma Land Rover e um C5 Pallas" Eu tenho uma cobertura no Le Parc" "Eu sou o fodão". E eu pensando: "Esse filadaputa deve estar devendo duas parcelas do lise do CIVIC. Mais uma e o banco toma."

Chega o garçom e oferece o cuvér. Eu pensei que era alguma banda cover, mas não tinha ninguém tocando. Tinha sim um telão enorme. Será que eu teria que pagar pra assistir tv nessa zorra?

O garçom trouxe o tal do couvert. Era comida. Na verdade, era uma cenoura cortada na horizontal, em quatro, com um pão cacetinho torrado cortado em rodelas com duas cumbuquinhas, uma com manteiga e outra com patê. O preço? R$ 7,90. Que porra é essa? No restaurante "O Líder" do Largo Dois de Julho eu bato um sanduichão de pernil de porco e queijo de cuia que tem aquele molho secreto maravilhoso com uma Coca e ainda sobram R$ 1,50. Gentilmente recusei o couvert. "Não estava disposto". Olhe que agá da porra...

E as bebidas? Cada 8 latinhas lá no chique daria para tomar uma caixa no bar de Oliveira em Plataforma.

Resolvemos pedir o prato. O cardápio tinha um monte de nomes que mais pareciam a escalação da seleção da Thecoslováquia da copa de 86. Pedimos um tal de "Salmão ao molho Nagóia". Olhando a descrição do prato, era uma posta de salmão com arroz, acompanhada de um molho à base de Inhame e ervilhas. Eu nem sabia que tinha inhame no Japão.

Enquanto esperávamos o prato, mostrei à gata que estava comigo, um coroa que estava acompanhado de uma deliciosa morena que eu acho que vi naquele site
www.elitegr...deixa pra lá.

Bem. O cara estava numa marra danada tirando uma de que entendia de vinho (ou finge que sabe) e faz questão de se mostrar na frente de todo mundo como se só ele entendesse da bebida, e eu de cá, explicando à minha gata os movimentos. Porra. Eu também sei sobre vinhos, eu navego na internet, tem Lan House lá em Plataforma, caralho. Sei algumas coisas sobre vinhos, mas, não fico tirando onda de muita merda. E não tenho besteira. Eu bebo um autêntico "Pinô No ar " da mesma forma que bebo um "Cantina da Serra" com Coca-Cola e gelo, sem problemas.

E o cara seguia cheirando a rolha, olhando o rótulo, colocando a taça contra a vela, dizia que tava abrindo o buquê, que tava sentindo o tanino e o escambau e eu zoiando tudo.  Aquele não era um bebedor de vinho. Era praticamente um técnico da NASA. Ou um enrolão da porra, tava levando a gata na gaiva e ela comendo.

Chega o prato.

Cara, que mizera era aquilo? Um taquinho de salmão do tamanho de um celular N-73 da Nokia, só que mais fino, acompanhado de uma cumbuca de arroz virada de cabeça pra baixo e três ervilhas de cada lado, melecado por um molhinho derramado em forma de "S". O estômago disse, "Você é viado, porra? Quer me fuder? E eu? Como é que eu fico?"

E ainda por cima, como todo bom pobre neo-classe média, perguntei à minha gata porque o peixe era rosa.

- "É salmão, tabaréu".

E eu lá tenho obrigação de saber que salmão é rosa? Além de fresco é cor de rosa??? Isso é coisa de viado!!!! Peixe rosa eu só vi uma vez e era porque estava estragado. Mas aí decidi ficar na minha e nem pedi farinha pra ela não se retar comigo, se me chamasse de tabaréu de novo quem ia se retar era eu e aí a noitada no restaurante chique ia virar barraco, não podia fazer isso, o que seu Mario Quértiz ia pensar de mim, e o Aragão, que todo mundo ouve mas ninguém vê, perigava aparecer ali pra me dar um esporro, melhor deixar pra lá e tentar pelo menos encher o buraco do dente com aquela comida que até pinto comendo ficava com fome, e eu bem que queria que no fim da noite meu pinto comesse a gata, melhor dizer umas coisas bestas como o cara da mesa do lado tava dizendo pra gata dele, tava se dando bem, eu também queria me armar, pobre também tem vez e na hora do vamos ver eu sou mais eu que aquele cara que tava com tanto perfume que nem o cheiro das algas do Mikomo (lá ele!) eu tava sentindo mais, puta merda.

Enquanto eu comia, pensava “Como é que gente rica se sustenta?” Aquilo não dá sustança, como dizia meu avô. Se eu comer meu feijão sem farinha, fico logo com fome depois, imagine aquela merreca? Morreria de nanição  em dois dias, se muito.

Mas ainda tinha a sobremesa!

Seguindo a indicação de minha amiga Camila Cintra, que é assim quase mobília do tal restaurante, porque não sai de lá, como também não sai dos melhores locais de Salvador e Austrália,  eu acho que essa tal de Austrália deve ser bem longe de Plataforma, porque eu não conheço ninguém lá que já tenha ido pra tal de Australia, nem mesmo o Nerismar, que é fiscal da Limpurb e anda viajando pra caramba, já foi até Bariloche, que deve ser longe pra caramba,  diga-se de passagem, aí me lembrei da Camila, que ´´e burguesa mas é bróder e pedi um tal de "petit gateau" que tava no cardápio, falei gateau, a gata disse que era gatô, aí eu me lembrei que Camila falou gatô mesmo, e ela disse ser de cair os dente de tão gostos, como eu já uso perereca mesmo, nem liguei pra isso e pedi o tal do gato pequeno (tradução minha) e ele me disse em tom de mistério armado, para valorizar a sobremesa, que "era uma sobremesa que congressava harmonicamente o calor com o frio num misto de encantamento e vigor saboroso das duas sobremesas".

Cara, pela descrição aquilo não era só uma sobremesa, era o conteúdo do cálice sagrado. Do Santo Grau, aquele que o próprio Jesus deu o maior grau num vinho na Santa Ceia.

Fiquei numa expectativa retada e quando chegou a sobremesa era um bolinho de chocolate quente, nada demais, que vinha acompanhado de uma bola de sorvete de creme. Era gostosinho sim, mas não vi nada de mais.

Sei que minha amiga Camilinha ao ler isso, dirá que eu tenho o paladar prejudicado pela pobreza, isso porque eu disse uma vez que as trufas do Tango Café de Praia do Forte, que ela e metade da Bahia barona achavam deliciosas, eram meia boca, amargas e caras e que eu preferia uma boa caixa de bombons Lacta.

Mas na moral, o sorvete da Cubana do Elevador Lacerda era mais gostoso do que aquele que acompanhava o Petit Gateau.

No final das contas, gastei mais R$ 25,00 além da cortesia e saí com a barriga urrando de fome.

A salvação foi me picar pro Mercado do Rio Vermelho ao lado e forrar o estômago com uma deliciosa moqueca de siri-catado regada com algumas gelosas, sentado numa legítima cadeira de prástico. Ou de prásco, como eu dizia até que miinha gata ficou enchendo meu saco e me ensinou que o certo é prástico, essa gata é sabida feito a porra, mais tarde eu vou saber das outra sabedoria dela, sabe bem a senhora como é essas coisa.

Voltar prum restaurante chique? Claro.

Se descolar uma cortesia de novo, claro que vou. Só que vou passar primeiro no Abaixadinho do Zé, bato uma rabada e chego lá com aquela bossa de rico, comendo tudo de pouquinho, fazendo caras e bocas e olhando pra tudo com cara de paisage. Vou até comprar um perfume e castigar na nega, melhor cheirar o cangote da nega que aquela maresia das algas de Mikomo, lá ele!!!!

Autor desconhecido.

 
 (alguns pitacos a mais colocados por Alberto Saraiva)
 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Lição fundamental: Jamais faça uma pergunta sem ter certeza da resposta

Lição fundamental: Jamais faça uma pergunta sem ter certeza da resposta(Contada como fato verídico, acontecido em uma Vara da cidade de São Paulo, na Inquirição em Juízo de um policial pelo advogado de defesa do réu, na tentativa de abalar sua credibilidade)

Advogado: Você viu meu cliente fugir da cena do crime?
Policial: Não senhor. Mas eu o vi a algumas quadras do local do crime e o prendi como suspeito, pois ele é, e se trajava conforme a descrição dada do criminoso.

Advogado: E quem forneceu a descrição do criminoso?
Policial: O policial que chegou primeiro ao local do crime.

Advogado: Um colega policial forneceu as características do suposto criminoso.. Você confia nos seus colegas policiais?
Policial: Sim, senhor.. Confio a minha vida.

Advogado: A sua vida? Então diga-nos se na sua delegacia tem um vestiário onde vocês trocam de roupa antes de sair para trabalhar.
Policial: Sim, senhor, temos um vestiário.

Advogado: E vocês trancam a porta com chave?
Policial: Sim, senhor, nós trancamos.

Advogado: E o seu armário, você também o tranca com cadeado?
Policial: Sim, senhor, eu tranco.

Advogado: Por que, então, policial, você tranca seu armário, se quem divide o vestiário com você são colegas a quem você confia sua vida?
Policial: É que nós estamos dividindo o prédio com o Tribunal de Justiça, e algumas vezes nós vemos advogados andando perto do vestiário.

Uma gargalhada geral da platéia obrigou o Juiz a suspender a sessão ...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Arrependimento e Remorso

Arrependimento e Remorso

Rodolfo Pamplona Filho

Arrependimento
é reconhecer
que foi dado
um passo errado,
mas aprendeu com isso.
Remorso
é saber que
também errou,
mas ruminar uma culpa
que exige punição

Arrependimento
é uma situação de fato
Remorso
é um estado psicológico
Arrependimento
é didático e engrandecedor
Remorso
é destruidor e devastador

Arrepender-se
é libertar-se...
Remoer-se
é aprisionar-se...
Arrepender-se
é crescer...
Remoer-se
é retroceder

O que se quer em sua folha?
É uma questão de escolha
ou somente de determinação
do espirito ou do coração?

O que se quer para sua vida?
É conhecer a sua trilha?
Aprender com os erros
ou chorar os desmazelos?

Só com o tempo se descobre
ou se condiciona saber,
pois o que se planta é o que se colhe
e o inevitável é apenas viver...

Salvador, 13 de julho de 2011.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

CARPE DIEM

CARPE DIEM
Marta Torres 

Não imaginava estar sentindo meu coração bater assim
Tão forte e com tanta intensidade
A ponto de perder o contre dos pensamentos por todo o dia
Ah! Como eu não consigo parar de pensar em você...
Mas é tão bom...! Lembrar de você!
Recordar o seu sorriso, os seus olhos, o seu carinho
E sentir aquela vontade de estar ao seu lado exatamente agora
Largar tudo e explodir de êxtase com você.

Viva: é assim que você me faz sentir
Uma sensação de descoberta, de surpresa, de contemplação
De sentir o momento, o agora, de uma maneira que
cada segundo parece ser o último,
gerando uma mistura de ansiedade e tranqüilidade,
de êxtase e sossego,
de embriaguez e sobriedade.

Indefinível
Não há conceitos, não há fórmulas, não há regras
Não há armas para dominar esse sentimento
Inexiste controle sobre palavras ou atos
As emoções transparecem, os gestos transcendem os pensamentos
A resistência é inútil
Faltam forças para deter tal impulso.

Querer estar junto, querer fazer feliz
E estar feliz apenas por isso
Sem medos, sem ilusões
Deixar de lado as lições aprendidas
Para lembrar que só é feliz quem vive intensamente,
quem ama, quem ri, quem chora
Pois a vida só dá algo a quem se doa de verdade.

Agarrar o dia, aproveitar o hoje
e estar com você... sempre.

(Abril de 2004)

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Carpe Diem

Carpe Diem

Clivia Filgueiras.


Sentada na janela eu gosto de esperar

Um mundo mais bonito alcançar

Ofereço meu corpo pra quem quiser comigo voar

E entre as nuvens começar a gritar:

Quero receber amor

E quero também amar!

Então alguém se aproximou  e no meu ouvido sussurrou:

- Seu interior é belo

- Mas por que choras?

E não obteve resposta.

Como um raio de luz na escuridão

Foi uma faca no meu coração

E agora só me resta morrer!

Morrer pelo que foi e pelo que será

Pelo que é belo e pelo que é feio...

De repente o céu se abre

Uma voz com um infinito som

Vem como música no meu ouvido e diz:

- A hora chegou... Vamos?!

E eu fui sabendo que era a morte quem me chamava.

Quando já estava morta queria voltar à vida

Retirar dela tudo de bom que tivesse para oferecer

Pois só ao morrer percebi que

Nasci

Cresci

E esqueci de viver.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Soneto da Sintonia

Soneto da Sintonia

Rodolfo Pamplona Filho
Descobrir a perfeição
no toque e no calor
e a perfeita identificação
do significado do amor.

Absoluta falta
de estranhamento
no mais perfeito
entrosamento.

Intimidade. Conexão.
Um age e o outro reage,
em preciso encaixe.

Estímulo. Adoração.
O símbolo efetivo da harmonia
é a mais pura e simples sintonia.

Salvador, 17 de janeiro de 2012.

domingo, 29 de janeiro de 2012

VESTAIS DE SATÃ

VESTAIS DE SATÃ

Azrael


Tiros no átrio escolar,
Sangue em lugar de divã.
Mata quem quer se imolar,
Canta-se a morte mal-sã!

Caça-se o mouro histrião,
E vinga-se o mal com a dor.
Dobram-se as leis e as fronteiras
Diante de um «justo» fragor.

Dão-se os cobrões da miséria
Aos povos agora emergentes.
China, Coréia ― Brasil?
E foi-se o «trabalho decente»...
                                
Água, unguento finito,
Que, rara, rareia a vida.
Lixos, dejetos, venenos,
Espólios da raça suicida.



Eis a cruenta ribalta
Na récita de um Fausto infausto.
O último grito da malta
No opróbrio do último claustro.
E, em proclamas do não-amanhã,
Anunciou-se o festim de Satã...

sábado, 28 de janeiro de 2012

TATUAGEM NA ALMA


TATUAGEM NA ALMA
*MMendes

Em minha alma está tatuado teu nome,
para que eu nunca possar esquecer-me de ti.
Fotografei tua face em minha memória,
para nunca esquecer-me de teu sorriso.

Conto os anos de minha vida em segundos,
para saborear cada momento vivido.
No amor aprendi a somar, multiplicar e dividir.
Subtrair? Só as diferenças entre nós.

Nunca irei sem antes deixar-te meu coração,
nem ficarei sem antes pedir-te que me leves.
Quando tivermos que partir, que seja juntos,
pelo mesmo caminho e para o mesmo destino.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Indagação



Indagação


  

Paixão...

Coisa ruim

E quando não correspondida

Ilude o coração...

Sentimento de perda

Ainda que não se tenha intenção.

Que sentimento é esse que me invade

E que toma conta do meu ser?

Gostaria de não ter vergonha

De declarar-me com um beijo

E um simples Amo Você!



Paixão...

Sentimento constrangedor

Deixa-nos abobalhados

Sem saber o que fazer com tanto amor

Faz-nos delirar...

Causa-nos medo

E só faz nos machucar...

Afinal por que é mesmo

Que temos que nos apaixonar?