segunda-feira, 26 de março de 2012

Vida

Vida


Vida...
Vida minha
Mostre-me onde moras
Onde tu caminhas

Vida...
Doce lembrança
Concede-me o desejo
De voltar a ser criança

Vida...
De ti tenho saudade
Faz-me sentir novamete
O que é ter liberdade

Vida...
Perdoe-me se estou a lamentar
É que estão cortando as minhas asas
E me impedindo de voar.

domingo, 25 de março de 2012

Porque Shrek e Fiona ?

Uma verdadeira lição... Olhando por esse ponto de vista, a FIONA é mesmo a mais LINDA! :D
 "Volta teu rosto sempre na direção do sol, e então, as sombras ficarão para trás."
(Sabedoria Oriental)



Porque Shrek e Fiona ?

Uma profressora pergunta ao alunos qual personagem elas queria ser ela pergunta:
- Qual personagem de conto de fadas vocês querem ser?
Uma aluna responde :
Eu queria ser Branca de Neve
A professora diz:
-Por que?
A aluna responde:
- Ela é linda, e tem um príncipe que à ama, com cavalos, castelos, e ela tem um final feliz.
A professora pergunta a outra aluna:
- E você?
A 2ª aluna responde:
-Eu quero ser a Rapunzel
.
A professora pergunta:
- Por que?
A 2ª aluna responde:
-Porque ela é linda, e tem um principe que lutou por ela. E ela mora em um castelo gigante, o mais bonito de todos!
A Professora: (virando-se para uma menina especial) pergunta:
-E você Marina, qual você quer ser?
Mariana responde:
-Eu quero ser a princesa Fiona, do Shrek.

 

A professora abismada pergunta:
- Mas por que? Você não quer ser a Cinderela, ou outra mais bonita?.....
Mariana responde:
- Não. A Fiona é a mais bonita. Ela se aceita como ela é, diferente de todos como eu, pra viver com quem ela realmente ama e que também ama ela de verdade. Ela tem um burro que fala, isso não é mais legal do que cavalos pró? Veja só, ela é feliz e não precisa de castelos nem de um homem bonito por fora. Eu queria um Shrek pra mim. Queria que alguém me aceitasse por quem eu sou. E ele me ensinou que eu não preciso ser perfeita pra ter um final feliz.

sábado, 24 de março de 2012

Observando o coração

Observando o coração
  
O amor quando acontece
O coração pensa que é para sempre
A gente porém responde:
Não é sério... é coisa da mente!

O amor quando acontece
O coração pergunta se é verdade
A gente porém responde:
Não... não é realidade!

O amor quando acontece
O coração não quer que acabe
Quer continuação...
A gente porém responde:
Deixa disso... é ilusão!

O amor quando acontece
O coração arruma tudo
E espera a felicidade
A gente porém responde:
Que tolice essa vaidade!

O amor quando acontece
E finalmente a gente corre atrás
O coração porém responde:
É tarde... tarde demais.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Racionar para Raciocinar

Racionar para Raciocinar

Rodolfo Pamplona Filho

No conflito da razão
com a mais pura emoção,
nem sempre se pode fazer
aquilo que manda o querer.

Limitar o toque e o contato
Conter a palavra e o tesão
Sofrer a angústia, de fato,
é chorar de sofreguidão

No debate entre a vontade
e a dureza da realidade,
é preciso ter coragem
para superar a viagem

de finalmente materializar
o que se está a desejar,
como se não houvesse salvação,
com toda a força do coração.

O alvo, a meta, o plano
exigem o esforço sobrehumano
de aprender a se controlar
e de racionar para racionalizar.

Salvador, 07 de agosto de 2011.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Olimpia

Olimpia

Ó Vaidade lancinante!!
Necessidade brutal da última lágrima e do último suspiro.
Cupido, cruel e preciso
Com seu arco fere a Musa e o Deus.

A Arte chora a doentia paixão de um Deus incréu
- Como ousas duvidar de mim, Apolo?
- Como ousas duvidar da força dos sentimentos?
Não há remédio para a sua doirada dor.

O chumbo feriu Dafne
que fugiu, incansavelmente,
daquele que, também, passou a odiar.
Era o mais belo dos deuses...

A terra, neutra e justa,
Paternalmente, pôs fim à perseguição inciada
Pelas setas estúpidas e indiferentes.
E o Belo chorou eternamente...

José Antonio 20.3.2011

quarta-feira, 21 de março de 2012

Inventário e Partilha

Inventário e Partilha


Com a morte da pessoa natural
É necessário apurar a integralidade dos seus bens
Definir o que passou ao domínio dos sucessores:
Os legítimos e os testamentários também

É um procedimento com dois estágios:
Há a descrição de todo o acervo previamente
Bem como a divisão entre os diversos sucessores
É o Inventário e a Partilha, respectivamente

A lei prevê para isso ritos diferentes
Para cada caso um ensinamento:
Um completo, que é o inventário
Outro sumário, chamado arrolamento

Sobre os bens, o juiz determinará o administrador
É uma escolha algumas vezes difícil, mas relevante
Respeitando uma ordem lógica de preferência
Nasce, assim, a figura do inventariante

Tem legitimidade para o intento
Antes de tudo o administrador provisório do espólio
Logo após o cônjuge supértite, o legatário, etc
Não se trata, pois, de um monopólio

Se o morto nada deixou
E tem-se dívidas ou a viúva quer novamente casar
Basta obter um provimento judicial
Para um inventário negativo declarar

Quanto à competência para julgamento
Existe aqui uma regra geral:
O foro do último domicílio do autor da herança
Ainda que a morte não tenha sido no mesmo local

Tendo o morto vários domicílios
A competência pela prevenção será
Se o morto não tinha domicílio certo
Será competente o foro onde o bem está

Se domicílio incerto e bens em lugares diferentes
Uma solução a legislação nos deu
O foro que pode não agradar a todos os herdeiros
Pois será o do lugar onde o óbito ocorreu
O tempo passou...
O processo de inventário e partilha extrajudicial nasceu
Uma mudança que a muitos veio beneficiar
Basta não ter um testamento e que os herdeiros capazes estejam de acordo
E por escritura pública tudo se realizará

E, para finalizar, lanço sobre o assunto uma indagação:
Se foi o morto quem trabalhou para um bom patrimônio ter
Por que as outras pessoas tem que dar um quinhão?
A solução é a não acumulação, ouso dizer
Se não podemos dispor livremente da totalidade dos bens
Melhor seria nenhum bem ter!

terça-feira, 20 de março de 2012

Soneto de todos os Lados

Soneto de todos os Lados

Rodolfo Pamplona Filho

Para cada laço,
sinto dar novo passo,
pois, para onde olho,
eu realmente me consolo

já que vejo intenso
que quero todos seus lados:
do mais sério e denso
ao mais leve e engraçado;

do mais lírico e poético
ao mais gostoso e safado;
do mais maduro e ponderado

ao mais adolescente e revoltado...
Quero te ter por todos os lados
e nunca mais me sentir abandonado.

Salvador, 14 de agosto de 2011.

segunda-feira, 19 de março de 2012

DEUS EM NOSSA CAIXINHA

                                                               DEUS EM NOSSA CAIXINHA
Numa conversa com uma amiga minha, de quem eu gosto muito, muito mesmo, que não partilha da mesma fé que eu, mas que crê em Deus, ela me questionou: como achar que Jesus é Deus e não somente Seu filho já que a Ele sempre se referia como “Pai”, meu “Pai”.  Meu filho de oito anos, dias destes, com veemência, me disse: “Não mãe! Jesus não é Deus, Ele é filho de Deus, Ele só chama Deus de Pai!”         A primeira vista, numa visão humana sobre tal questionamento, não se pode negar a inteligência da pergunta e da afirmação. Quase que de resposta encontrada na Física: dois corpos não podem ocupar ao mesmo tempo o mesmo espaço.  Ou quem sabe uma resposta Biológica: o pai não pode ser o filho e o filho não pode ser o pai. Pior será conceber a Santíssima Trindade, nestes parâmetros humanos! Daí o equívoco na resposta. A medida usada é inadequada (com um olhar mais flexível à colocação de meu filho, que só tem oito anos!). Queremos colocar o Senhor em nossa caixinha. Nossa inteligência! Nossa percepção humana do que vivenciamos, do que sentimos, do que desejamos, do que conseguimos atestar num estudo científico, ou meramente lógico. Deus não cabe nos nossos limites! Temos a necessidade de “enquadrar” Deus dentro de nossas referências, como se isso pudesse nos fazer conhecê-lo mais, ou prever o seu agir, ou sondar os seus desígnios. Que bom que o Senhor é  Deus, um Deus cuja fita métrica não dá para medir.  Deus pode TUDO! Pode ser a Santíssima Trindade, pode ser insondável, pode ser imensurável.  Deus pode TUDO! E possivelmente isso seja o incômodo que deseja gerar em nós uma resposta adequada à nossa compreensão. Mas o que é melhor nessa condição imensurável deste nosso Deus é que a primeira medida que escapa de qualquer referência de metragem que possamos usar é o seu amor, INFINITO, INCONDICIONADO, INABALÁVEL por nós. Esqueçamos as medidas e nos atiremos nos braços deste Deus, que num desejo louco de nos salvar se fez a maior e insuperável “medida” entre nós: JESUS CRISTO. Só para nos dizer que a medida de seu amor por nós NÃO TEM MEDIDA!  Portanto, deixemos DEUS SER DEUS e, por isso, toda graça, todo louvor, toda glória seja dada a Ele que se fez, por amor a nós, HUMANO AMOR!  
Andréia Luísa

domingo, 18 de março de 2012

BORBOLETAS

 
BORBOLETAS

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco desse decepcionar é grande.
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

Mário Quintana

sábado, 17 de março de 2012

Estratégia do Coração

Estratégia do Coração

Rodolfo Pamplona Filho

A vida conduz o jogo,
determina o destino,
sugere direções cheias de promessas ...
abre portões enganosos ...
atrai... seduz...
e ainda assim
nada pode
contra o imprevisível
daqueles que jogam com o coração.
Porque está enfrentando
o mais temível dos jogadores:
o jogador irracional.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Strategia del cuore

Strategia del cuore

La vita conduce la partita,
determina il destino, 
imbocca mosse promettenti...
apre varchi illusori...
alletta... seduce...
Eppure
nulla può
contro l'imprevedibilità
di chi gioca col cuore.
Perchè ha di fronte
il più temibile dei giocatori:
il giocatore irrazionale.

Marisa Barbato

quinta-feira, 15 de março de 2012

Uma Pequena Dose de Niilismo Ético

Uma Pequena Dose de Niilismo Ético

Desde que comecei a me interessar por política, filosofia e direito, sempre me movi por uma enorme paixão interior, voltada para uma tentativa (talvez vã) de materialização textual dos valores que aprendi ao longo da minha vida pessoal. Creio que tal situação não é exclusividade minha. Nunca me senti muito confortável em seguir rebanhos, ideologias constituídas, palavras de ordem, movimentos coletivos. Sempre me atraí por aqueles doutrinadores impopulares ou por interpretações minoritárias dos clássicos da literatura humanística. Via em Nietzsche o parâmetro correto de desconstrução do moralismo hipócrita. Em Locke e Thoreau o sinal de alerta aos desmandos da autoridade estatal, burocrática. Em Wilde o verdadeiro libertarismo, aquele que não se ajoelha no altar das conveniências conservadoras. Conheci também Orwell, Saint-Exupery e Bobbio, equânimes na necessidade de se conciliar a liberdade formal e a igualdade material – o homem deve ser protegido tanto do autoritarismo estatal quanto das imposições do mercado e dos costumes. Dos evangelhos cristãos, absorvi a necessidade de autoconhecimento do homem e de distanciamento das influencias externas em seu processo de construção da sua convicção ética e moral (o que depois seria resgatado, quase dezenove séculos adiante, por Kant). Não preciso prosseguir muito para que o leitor perceba, desde já, que nenhuma das interpretações acima coaduna com o que está escrito nos manuais de filosofia acerca desses autores. E talvez por isto a minha vida acadêmica tenha sido tão caótica e improdutiva: fruto da minha miopia voluntária e direcionada.

Mas não foi apenas essa incrível atração pelo “ser do contra” que me colocou sempre na irremediável situação de contendor solitário de (ou por) uma ideia. É inconveniente para uma sociedade aceitar a ideia do livre arbítrio. A premissa de que “a sua liberdade termina onde começa a do outro” esbarra na seríssima dessintonia hermenêutica do significado desse enunciado para cada indivíduo. Marxistas entenderão que a injustiça social e as desigualdades econômicas existentes são fruto de uma movimentação plurivetorial da sociedade, de modo que este diagnóstico, por si só, já justificaria a intervenção na esfera individual de liberdades (e a doutrina social-democrata se baseia na mesma premissa intervencionista). Conservadores entenderão que condutas autodestrutivas (ou moralmente condenáveis, sob a ótica religiosa, nacionalista ou tradicional) levam a uma corrupção gradativa da sociedade, de tal forma que um indivíduo não pode ser visto como um mal isolado, mas como o primeiro passo para uma epidemia moral (ressalve-se: sob uma ótica moral particular de quem julga). Essas duas correntes de pensamento podem ser igualmente consideradas “coletivistas”, ou seja: adotam uma interpretação maleável do que seja livre arbítrio ou direito à busca da felicidade, sempre submetendo tais conceitos/garantias à prévia existência de uma sociedade sem mazelas – ao mínimo sinal de um desequilíbrio na utopia coletiva imaginada (e talvez nunca antes atingida), revoga-se a capacidade do indivíduo de fazer suas próprias escolhas éticas (adotando-se aqui o conceito de ética como “a capacidade de se relacionar de forma não danosa com o próximo”).

Da mesma forma, o liberalismo clássico de cunho econômico, depois descambado em anarco-capitalismo, ignora dois fatos históricos que se repetem constantemente: a) a elite econômica tende a se proteger das condições isonômicas prévias (ideais) a qualquer aferição meritocrática de justa bonificação; b) a elite política tende a se imiscuir com os detentores dos meios de produção, para garantir a sua própria permanência no controle dos instrumentos burocráticos de exercício do poder. Logo, a fusão entre os interesses desses dois grupos tende a tornar fictícias as conquistas sociais transpostas em lei – e, como se tornou regra em todas as socialdemocracias ao redor do mundo (a chamada “terceira via”), acaba se instituindo medidas/regras mitigatórias, que mantêm essa situação de poder bipartido, com compensações não emancipatórias para as populações de média e baixa rendas. Uma corrente de pensamento que delega a microcoletividades privadas um monopólio compartilhado das engrenagens de jurisdição não pode ser jamais individualista – nem sequer egocentrista – mas igualmente de um coletivismo cínico e dissimulado. Logo, o liberalismo meramente econômico difere do marxismo e do conservadorismo (com o qual tangencia em muitas questões) apenas na construção retórica: ao invés de flexibilizar o livre arbítrio, deturpa sua conceituação, pura e simplesmente.

E no que acredito? Em um direito que se baseie na busca histórica, antropológica e neurológica do homem por uma conciliação entre segurança e liberdade – de modo que para garantir a minha segurança pessoal, eu precise ceder apenas o mínimo possível da minha liberdade. Acredito em uma democracia que despersonifique as instituições de poder (de preferência por instrumentos contrapostos de representação multicameral), transformando o agente público em um dos muitos atores de uma construção dialética dos trâmites burocráticos e de reconhecimento de direitos, sem jamais deixar de se submeter à premissa acima enunciada: proteção do indivíduo contra mitigações desnecessárias à sua liberdade. Em uma economia que desenvolva as mais diversas formas de produção e usufruto de riquezas, adaptando um maior ou menor grau de intervenção estatal em cada microrregião (o conceito de “emancipação comunitária” passa pela autossustentabilidade financeira), sempre como um complemento (e não uma oposição) ao livre mercado e suas tecnologias inovadoras.

Agora fica mais nítido ainda ao leitor a minha facilidade (diria até “predisposição”) em apanhar de direita e esquerda de forma quase unânime. Mas todo esse rodeio foi para chegar ao ponto que motivou a redação deste texto: minha repentina necessidade de abraçar o niilismo mais puro e descarado. Não me entenda mal: não é que eu esteja renunciando aos meus valores (aqueles enunciados nos parágrafos acima). Eu apenas os considero de uma inutilidade atroz, quando insisto em ser voz solitária, sem aliados, perdido na minha própria consciência, e em devaneios pouco pragmáticos do que poderia ser uma eventual sociedade melhor – mesmo sabendo da ausência total de vontade política (e popular) em implementá-la. Em suma: podemos ser bons, puros, bravos e honestos (e não digo que de fato seja o meu caso, apenas “acredito” que seja), mas se não formos fortes o suficiente (politicamente, belicamente, economicamente) para implementarmos coletivamente os nossos valores, eles não se materializarão por si só apenas por serem belos. Este é o verdadeiro significado do niilismo. Vai da frase de Sean Connery em “Os Intocáveis” (“se seu inimigo te ameaçar com uma faca, puxe um revólver”), até o verso irônico de Raul Seixas em “Porque os Sinos Dobram”: “convence as paredes do quarto e dorme tranquilo”.

O único problema é quando o exercício dessa força e a obtenção do poder de impor suas convicções acabam se opondo e deturpando as suas próprias convicções (que motivaram esse processo no início). Foi o que aconteceu com um certo partido marxista da ética na política brasileira, que ao chegar ao poder buscou comprar a base aliada com PAC, Bolsa-Família e mensalão, o que resultou em um quadro de cinismo institucionalizado, de modo que aquele outrora paladino da moral pública cruzou uma linha não retornável de transgressão da ética, e se igualou àqueles a quem sempre combateu. Ou como bem traduziu Jesus Cristo, o filósofo (não a divindade): “o que adianta a um homem ganhar o mundo inteiro e perder a própria alma?”.

Assisti ao filme “Capitão América – O Primeiro Vingador” ontem. Uma bela história de um jovem do Brooklyn que tinha coragem e nobreza, mas era raquítico e insignificante demais para ser um herói. Na minha opinião, o simples fato de alguém ser nobre e corajoso já faz dele um herói, em uma sociedade majoritariamente dominada por cínicos, céticos e covardes (e muito provavelmente eu me encaixe em uma dessas três categorias, ou nas três). Mas o niilismo nos puxa para a realidade e nos joga na cara a total ineficácia da sua coragem e da sua nobreza, sem o elemento da força para lhes fazer valer. Uma vez de posse dessa última prerrogativa, o protagonista não abriu mão dos seus valores – ou talvez justamente por ser uma obra de ficção, não precisou (!) abrir mão nem da sua nobreza nem da sua coragem para obter a força e o poder. Mas quem disse que escolhas éticas são fáceis? Podemos almejar ganhar o mundo inteiro (e impor nossos bons valores), mas temos que ser sempre vigilantes para não perdermos a nossa própria alma. Eis um desafio verdadeiramente interessante!

Victor C. F. De Sousa, agosto de 2011, Brasília-DF.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Antes e depois do casamento


Antes e depois do casamento

DIZEM QUE A ORDEM DOS FATORES NÃO ALTERA... PERAÍ, NÃO ALTERA?

Antes do casamento:

Ele: - Finalmente. Custou tanto esperar por este momento.
Ela: - Você quer que eu vá embora?
Ele: - De jeito nenhum! Nem pense nisso.
Ela: - Você me ama?
Ele: - Claro! Muito, muito!
Ela: - Alguma vez você já me traiu?
Ele: - NÃO! Nunca!!
Ela: - Me beija.
Ele: - Claro! Sempre que você chegar pertinho de mim!
Ela: - Você seria capaz de me bater?
Ele: - Você só pode estar doida!?!
Ela: - Posso confiar em ti?
Ele: - Sim!
Ela: - Meu querido...

Depois do casamento...
"Ler de baixo para cima"

terça-feira, 13 de março de 2012

RESSURREIÇÃO

    RESSURREIÇÃO
O que fazer
Quando sua alma
Não reconhece mais em você 
sua morada?
O que fazer para acabar
Com a saudade
Do seu lugar comum
Mas que, agora
lhe causa estranheza?
O que fazer se, chorosa
Sua alma deseja voltar
Mas o caminho,
Antes tão conhecido
Não lhe mostra a direção?
Quedar-se
Diante da incongruência
Ou, guerreira
Fazer como a lagarta
Que depois da escuridão do casulo
Ressurge, Esplêndida
Agora com asas de vida nova?
Senhor Jesus
Meu bom pastor
Fortalece-me
Pois só em Ti
Minhas asas
Serei borboleta
e, Contigo
Encontrarei
O caminho de volta

                                ANDRÉIA LUÍSA

segunda-feira, 12 de março de 2012

Soneto de todos os Beijos

Soneto de todos os Beijos

Rodolfo Pamplona Filho

Perdoe-me se assusto,
por ser tão atirado...
Releve o meu impulso
de querer estar ao seu lado

sentindo o seu corpo
explodindo de prazer,
até eu ficar completamente louco
e não saber mais o que fazer...

Como é bom saber
que você quer ter
todos os beijos que eu possa dar...

Como é bom ter
alguém que quer saber
como são os beijos que quero dar...

Salvador, 10 de agosto de 2011.

domingo, 11 de março de 2012

MEDIDA

MEDIDA

Busco a Ti, Senhor
Na dor mais cortante
Na pedra em que tropeço
e no passo que não dou
A mim dizes: sede forte!
E com todas as minhas forças
Busco em Ti minha medida,
Ainda sofrida, mas a caminho
Busco a tua face
E,sei, verei Nela o esplendor
De um amor que é fiel
E que transfigura meu ser
Tua destra me sustenta
És meu pão e meu maná
Busco em Ti minha medida
E, sei, em Ti vou repousar
E contigo de mãos dadas
Minha vida Te entregar
Quem é igual a Tu?
Só em Ti vou me abrigar
Busco em Ti minha medida
Contigo vou ficar...


                                ANDRÉIA LUÍSA

sábado, 10 de março de 2012

Desejo de Loucura

Desejo de Loucura

Malu Calado
Eu não tenho essa competência!
Louco é para quem pode...
Um dia chego lá
e, aí, o fardo da responsabilidade, da culpa, da realidade
cairá
e eu, na minha loucura,
seguirei feliz e sem angústia...
E já tendo reencarnado mosquito, rato, vaca, sereia...
Serei Carmen de Bizet,
vestirei vermelho
seduzirei homens lindos
e os apunhalarei,
caso os meus desejos ignorem
e serei rica,
uma aranha
viúva negra...
Também serei Antígona de Sófocles...
Farei drama...
O sistema sucumbirá...
Tentarei, na caverna escura,
por pura teimosia,
e matar
e ficarei famosa...
Lá, do limbo, sorrirei.
Serei Dorian Gray,
Oscar Wilde
terá orgulho
do violento e agressivo,
mas serei lindo,
ou monstro?
Dexter?
Uma fraude,
mas não importa...
Estarei louca e não saberei.
Que descanso não saber!
E ainda dizem que doente sou eu!
Serei a Flor do mal
de Vicente Celestino:
hipócrita fingida,
de coração satânico
e de gelo.
Que sonho!
Queria eu!
Desejo é fazer mantra
com o crucifixo que a avó me deu.
Querendo poder tudo
naquele que me fortalece,
e que, infelizmente
não sou.
Volto-me para a santíssima trindade...
Simbólica, real, Imaginária...
Lutando com o verbo
SAIR
Pânico, depressão,
sentada em casa,
acompanhada da solidão
e de mim!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Sophia de bello Breyner Andersen

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

(Sophia de bello Breyner Andersen)

http://www.astormentas.com/andresen.htm

quinta-feira, 8 de março de 2012

Envelhecer


Envelhecer

Clivia Filgueiras



Envelhecer é tentar sugar a vida

É pensar no que foi perdido

No tempo que teve e jogou fora

Realizar o que não tinha conseguido



Não é para o ser humano uma experiência fácil

Passar tranqüilo por ela tem que ser valente

Nega-se a chegada, se acha sempre jovem

Outro diz que não envelhece, fica mais experiente



O fato é que é difícil dela escapar

Pode-se tentar o sintoma das rugas esconder

Um retoque aqui e outro ali, pode ser

Mas em algum momento elas irão aparecer



A memória é outro notório infeliz sintoma

Dos fatos passados é o que mais recordamos

Esquecemos de pequenas e grandes coisas

Sobre o que é mesmo que eu estava tratando?



Não se pode esquecer a limitação física

Alguns dela tem deveras pavor

Não sabem aproveitar a dependência

Aceitar cada ajuda como gesto de amor



Deveríamos nascer velhos e experientes

Aproveitar tudo que tem até se tornar um bebê

Muitos gastam toda força na conquista

Mal sobra tempo e energia pra viver



Difícil aceitar que chega-se ao fim

Apesar da certeza de que um dia vamos morrer

Não é um caminho agradável de trilhar

Por isso muitos não querem envelhecer



Já que esse caminho é quase inevitável

Busquemos enxergar outra possibilidade:

Ajudar quem precisa e fazer o que se ama

Envelhecer feliz e com dignidade.

quarta-feira, 7 de março de 2012

O dia está só começando!

O dia está só começando!

Rodolfo Pamplona Filho

O dia está só começando!
A vida renasce no amanhecer...
O dia está só começando!
A esperança renova no florescer...
Não importa se faz sol
Não importa se faz chuva
O que interessa é que
a noite foi deixada de lado
e, com ela,
toda a incerteza do passado...
O hoje é a vitória
do sonho sobre o pesadelo,
do projeto sobre o desespero,
da saudade sobre a solidão
e da luz sobre a escuridão.
Por isso, toda vez que pensar
que a energia está acabando,
lembre-se que, a cada novo raiar,
o dia está só começando!

Salvador, 06 de agosto de 2011.