sexta-feira, 8 de junho de 2012

10 coisas para NÃO fazer em Nova York - segundo o Concierge.com




10 coisas para NÃO fazer em Nova York - segundo o Concierge.com

10 coisas para NÃO fazer em Nova York, segundo o Concierge.com:

1. Comer no Tavern on the Green, no meio do Central Park, sem vista nenhuma (prefira torrar sua grana no River Café, no Brooklyn)

2. Pegar um velotáxi, o riquixá de branco (em vez disso, vá de metrô, é muito mais nova-iorquino) Concordo plenamente!!

3. Comer hot-dog de carrinho (guarde seu paladar para um cachorro-quente de delicatessen, como o da Katz’s) Não comi na rua! Achei tudo com cara de meio sujo. Depois que vi um cara colocando a mão sobre um pãozinho, como se estivesse amassando, desisti!

4. Subir no Empire State; a vista é linda, mas quando chegar lá em cima você já vai ter passado por tantas filas que não vai estar no clima (em vez disso, vá tomar um drink no Rainbow Room ou, se não quiser beber, suba alguns andares até o Top of the Rock) - Eu nao conheci o Top of the Rock - não deu tempo - porém aconselho a ir sim no Empire State, obviamente ha filas, mas onde não tem filas, ainda mais em New York?

5. Comer uma cupcake na Magnolia da Bleecker Street, que ficou insuportavelmente cheia depois de “Sex and the City” (ande mais um pouquinho e experimente o cannoli da Rocco’s Pastry Shop, na mesma rua)

6. Andar de charrete ao pôr-do-sol no Central Park (é mais gostoso acordar cedo e atravessar o Central Park de manhã antes de todos chegarem)

7. Comer num restaurante em Times Square; são todos insossos (caminhe até a Nona Avenida, em Hell’s Kitchen; na rua 49 e na Nona há restaurantes bons, autênticos e em conta)

8. Assistir a um número de comédia stand-up no Times Square Comedy Show (se você gosta de stand-up, vá direto ao Upright Citizens Brigade, em Chelsea)

9. Fazer compras na Macy’s; a Herald Square é um circo! (dirija-se à Lord & Taylor, na 5a. Avenida com rua 38) - olha, fui lá e não me arrependo. Talvez não seja a melhor loja de departamentos de New York, mas é boa.

10. Não faça sua noitada no Meatpacking District; vá de dia, pelas lojas (à noite saia no Lower East Side, que está bombando)

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Meu menino, meu viver!

Meu menino, meu viver!
Beatriz A.M
Meu menino, meu viver,
e não é que a razão mora com você?
É que a gente se acostuma à vida padrão
e esquece que não existe lei para o coração.
Tomara mesmo que a gente nunca brigue,
que a gente sempre se entenda, perdoe, avalize,
porque seu amor me inaugurou nova era:
me faz ser mais fina, elegante e sincera...
Mas se houver uma briga, aqui ou ali,
que a gente nunca pense em desistir,
porque não se pode abdicar sem razão
do que expande a alma, o corpo e a emoção.
Quero a gente junto a cada manhã,
se dando coragem, poesia e elã.
Que o nosso "para sempre" seja o que sempre principia
e o nosso eterno, a eternidade e um dia.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Soneto de Infidelidade

Soneto de Infidelidade
(Releitura do Soneto de Fidelidade-
Vinicius de Moraes)

Roseane Freitas

De tudo ao meu amor serei relapso.
Desta vez com tal desprezo e sempre e muito.
Que mesmo em face do maior desencanto,
Ele se desencante mais do meu destrato.

Quero revê-lo em cada triste momento.
E em louvor a seu pesar hei de espalhar meu canto,
E rir meu riso e não mais derramar meu pranto.
À sua dor ou seu descontentamento.

E assim quando vier a mim
Quem sabe a morte, único escape de quem sofre,
Quem sabe a desilusão, fim de quem ama.

Eu possa dizer do infeliz (que tive),
Que sejas triste, posto que me traíste.
E que essa dor te dilacere enquanto dure.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Pra você (de Danilo Gaspar para Gabriela Curi)

Pra você (Danilo Gaspar)

Te empresto meus olhos
para que assim possa ver
Te empresto meus ouvidos
para que possa assim escutar
Te empresto meu corpo
para que possa se aquecer
Te empresto minhas lagrimas
para que possa chorar

Te empresto meus sonhos
para que possa sonhar
Te empresto meu medo
para que possa parar
Te empresto meu otimismo
para que possa sonhar
Te empresto meu ceticismo
para que possa enfrentar

Te empresto meus dedos
para que possa apontar
Te empresto meu suor
para que possa labutar
Te empresto minha mente
para que possa viajar
Te empresto meu orgulho
para que possa se orgulhar

Te empresto meu carinho
para que possa acordar
Te empresto me sorriso
para que possa levantar
Te empresto minha Fe
para que possa caminhar
Te empresto minha seguranca
para que possa voltar

Te empresto tudo que posso
para que possa transformar
Te empresto tudo que tenho
para que possa se alegrar
Te empresto tudo que sou
sem nada em troca esperar
Só nao empresto o meu amor
porque esse eu escolhi te dar!


Vôo Brasília-Salvador, 16 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Adélia Prado

Adélia Prado


Com licença poética

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo.  Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou

http://www.releituras.com/aprado_bio.asp

domingo, 3 de junho de 2012

Aprendendo a Andar de Bicicleta


Aprendendo a Andar de Bicicleta

Rodolfo Pamplona Filho

Eu quero estar do seu lado,
mesmo quando, para isso,
tenha de ficar escondido,
com você apenas ouvindo
a segurança de minha voz.

Eu sei que você tem medo,
mas isso é normal...
Eu quero que você seja
mais forte que o mal
e não o deixe tomar seu corpo...

Eu quero superar
o receio de cair e machucar
(e, nessa fase de concreto,
o chão é a coisa
mais dura do universo)

Eu quero, por um fio,
ver o seu sorriso,
ao constatar que conseguiu
vencer o desafio
que lhe dava, na barriga, frio...

Tudo isso só ocorre
uma única vez em cada viver,
em que o coração se inquieta,
enfrentando a missão de aprender
a finalmente andar de bicicleta...


Salvador, 25 de julho de 2011.

sábado, 2 de junho de 2012

Copa do Mundo


Copa do Mundo





Quatro anos de espera mundial

Classificações e diversos amistosos

Torcedores munem-se de aparatos

Se sentem quase vitoriosos



Enfim chega a época esperada

Apelam-se para os santos Antonio, João e Pedro

Os jogos competem com os juninos festejos

Preparam-se petiscos e bebidas variadas

Inúmeros são os desejos



O Brasil entra em campo

E os pensamentos chegam onde acontece o mundial

Enfeitam as ruas de verde e amarelo

Ensaiam até os passos da canção oficial



De repente um único grito se ouve

Um gooooooolllll quase ensurdecedor

É a seleção canarinho goleando

Atendendo ao brasileiro clamor



Esse é o povo brasileiro

Que nessa época torce apesar das adversidades

Gasta o que não tem nos preparativos

Numa cômica e quase trágica ingenuidade



Mas a vida segue apesar desse grande evento

Foi assim também nos mundiais passados

Que o diga a revisão da nossa Constituição e diversos projetos de leis

Nesse período é que são sancionados



E mesmo com toda a sujeira

Todo mundo quer ser campeão

Só pensam em Copa do Mundo.

Mas esquece de ser cidadão.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Olho de lince

Olho de lince

(Jards Macalé e Waly Salomão)

Quem fala que sou esquisita hermética
É porque não dou sopa estou sempre elétrica
Nada que se aproxima nada me é estranho
Fulano sicrano e beltrano
Seja pedra seja planta seja bicho seja humano
Quando quero saber o que ocorre a minha volta
Ligo a tomada abro a janela escancaro a porta
Experimento tudo nunca me iludo
Quero crer no que vem por ai beco escuro
Me iludo passando presente futuro
Revir na palma da mão o dado
Presente futuro passado
Tudo sentir de todas as maneiras
É a chave de ouro do meu jogo
De minha mais alta razão
Na seqüência de diferentes naipes
Quem fala de mim tem paixão.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

guerra e paz.

Ele me tirou a paz. E me trouxe uma guerra mais intensa que as atômicas, as mundiais, a dos seis dias, a dos cem anos.
Mas o saldo não são corpos mutilados, orfãos, ditaduras ou revolução.
Dessa guerra, vejam vocês, nasce um coração tão grande que é de caber o mundo..

Beatriz A.M.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

(UL) TRAPAÇA (DA)

(UL) TRAPAÇA (DA)
Marta Torres

Sinto-me uma inútil
Uma completa idiota
Tola, impotente, débil
Uma estéril

Onde está o meu charme de fêmea?
A sedução e a confiança nordestinas?
A minha caliência latina?
O meu poder de sedução brasileiro?

A postura correta, o andar macio
Trato educado, delicado, sensível
Cultura de artes, música eclética
Esportes, viagens, filosofia
Assunto para anos de conversas
Feminilidade até nas palavras e idéias

O olhar realçado pela maquiagem
A roupa certa, nem tanto nem tão pouco
O salto fino acompanhando os passos seguros
O aroma perfeito,
suave, doce, afrodisíaco
Até o cabelo irretocável
Simplicidade da alma
mas sofisticação para se ver

A atração existia, é inconteste
Os olhares não escondiam

Mas para quê tanta produção?
Fantasia, programação, sonho
Imaginação fértil e avançada no tempo

Sinto-me uma inútil
Uma Sharon Stone sem o descruzar das pernas
Uma Sheila Carvalho sem o rebolado
Gisele Bunchein sem as passarelas
Uma cinderela completamente descalça

A timidez me venceu
Sem arma, sem tanques
Sem ordens de nenhum superior
Criança num corpo de mulher
A pura e simples timidez
Trapaceira.

(20 de março de 2006)

terça-feira, 29 de maio de 2012

Na Trilha do Corpo

Na Trilha do Corpo
Beatriz A. M
As curiosas mãos do poeta
são como tinta em minha geografia:
vão percorrendo sendas, descobrindo lagos
explorando o que nem eu mesma conhecia...
Escalam montes, descem platôs,
trafegam por planicies as mais macias,
abrem caminhos, encontram atalhos,
querem chegar aonde eu também as queria...
E são gentis, as mãos do poeta,
são amáveis, tem filosofia...
não andam com pressa, deslizam tranquilas
buscam o toque que me arrepia
E na estrada sinuosa do meu corpo de musa,
as mãos do poeta tecem uma elegia,
que fala de tempo, que me veste de amor,
que me inaugura o prazer e se torna epifania.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Caio Fernando Abreu


"... então me vens e me chegas e me invades e me tomas e me pedes e me perdes e te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos e abres a boca para liberar novas histórias e outra vez me completo assim, sem urgências, e me concentro inteiro nas coisas que me contas, e assim calado, e assim submisso, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida, que me queres assim porque é assim que és e unicamente assim é que me queres e me utilizas todos os dias, e nos usamos honestamente assim..."

Caio Fernando Abreu


domingo, 27 de maio de 2012

O FRASCO DE MAIONESE E O CAFÉ


O FRASCO DE MAIONESE E  O CAFÉ

Quando as coisas na vida parecem demasiadas, quando 24 horas por dia não são suficientes...
Lembre-se do frasco de maionese e do café.
Um professor, durante a sua aula de filosofia, sem dizer uma palavra, pega um frasco de maionese vazio e enche com bolas de ping pong.
A seguir, perguntou aos alunos se o frasco estava cheio. Os estudantes responderam, sim.
Então, o professor pega uma porção de pedrinhas e mete-as no frasco de maionese. As pedrinhas encheram os espaços vazios entre as bolas de ping pong.
O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim.
Então...o professor pegou uma porção de areia e colocou dentro do frasco de maionese. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e, uma vez mais, o professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio. Nesta ocasião os estudantes responderam em unanimidade,  "Sim !".
Em seguida, o professor acrescentou 2 xícaras de café ao frasco e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre os grãos de areia. Os estudantes, nesta ocasião começaram a rir,mas repararam que o professor estava sério e disse-lhes:

'QUERO QUE SE DÊEM CONTA QUE ESTE FRASCO REPRESENTA A VIDA'.
As bolas de ping pong são as coisas Importantes:
como a FAMÍLIA, a SAÚDE, os AMIGOS, tudo o que você AMA DE VERDADE.
São coisas, que mesmo se perdessemos todo o resto, nossas vidas continuariam cheias.
As pedrinhas são as outras coisas
que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc.
A areia é tudo o demais, as pequenas coisas.
'Se puséssemos  a areia no frasco primeiro, não haveria espaço para as pedrinhas nem para as bolas de ping pong. O mesmo acontece com a vida'.
Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teríamos lugar para as coisas realmente importantes.
Preste atenção às coisas que são cruciais para a sua Felicidade.
Brinque ensinando  os seus filhos,
Arranje tempo para ir ao medico,
Namore e vá com a sua/seu namorado(a)/marido/mulher jantar fora,
Dedique algumas horas para uma boa conversa e diversão com seus amigos
Pratique o seu esporte ou hobbie favorito.
Haverá sempre tempo para trabalhar, limpar a casa, arrumar o carro...
Ocupe-se sempre das bolas de ping pong, em  1º lugar, porque representam as coisas que realmente importam na sua vida.
Estabeleça suas prioridades, o resto é só areia...
Porém, um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representaria, então, o café.
O professor sorriu e disse:
"...o café é só para demonstrar, que não importa o quanto a nossa vida esteja ocupada, sempre haverá espaço para um cafezinho com um amigo. "

sábado, 26 de maio de 2012

Problemas de Formatação

Problemas de Formatação

Rodolfo Pamplona Filho

Algumas vezes, não consigo
expressar o que eu sinto ou sigo,
não por dificuldade de expressão,
mas por uma falha de comunicação,
em que não posso colocar para fora
tudo que faz parte da minha história.

Tenho de ter cuidado com o texto,
pois qualquer visão fora do contexto
vira um irrecusável pretexto
para jogar bola ao cesto
com cada um dos meus planos
ou com os frutos dos meus anos.

Nestas horas, preciso disfarçar
ou aprender a improvisar
para conseguir transmitir
tudo que vivo a sentir
verdadeiramente no coração,
apesar de problemas de formatação

Salvador, 28 de agosto de 2011.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Amor tarja preta



Amor tarja preta

Sou por menos Rivotril e mais carinho. Com cinco reais se compra um abraço químico
15.08.2011 | Texto por Antonia Pellegrino Ilustração Adriana Alves
O mais simpático dos tarja preta, de preço acessível e sabor doce, o Rivotril é, segundo dados da IMS Health, o segundo remédio mais vendido do país. Há anos, nós, brasileiros, estamos na pole position de seu consumo mundial. O medicamento não trata apenas distúrbios de ansiedade, mas também epilepsia e esquizofrenia. Posto que não somos uma nação de epiléticos ou esquizofrênicos, me pergunto se somos a pátria dos aflitos, fóbicos e angustiados.
Mas o existencialismo não nasceu nos trópicos. Aqui, o xarope da paz só perde em números para a pílula anticoncepcional. O que soa como uma contradição em termos. Ou não. O sexo que relaxa o corpo não necessariamente tranquiliza o coração. Como as pesquisas apontam que o brasileiro tem um dos regimes sexuais mais vigorosos do mundo, de fazer franceses babarem de inveja e britânicos bocejarem de tédio, fico com a sensação de que o excesso de Rivotril fala de escassez de amor.
Mais amor, por favorDe sexo com amor – a forma que humilha todos os outros tipo de sexo. De amor dos médicos para com seus pacientes, ao abrir sua escuta sem pressa aos problemas do outro, e medicá-los, se for o caso. Sou por menos Rivotril e mais carinho. Fornecer uma receita fácil e com cinco reais se compra um abraço químico, não. Sou por encarar com madureza as angústias, os ritos de passagem, as dores do crescer. Isso é um gesto de amor para com a própria humanidade. Retira de sobre a realidade o manto de poder ilusório que nos protege do desconcertante contado (contato) com a fragilidade. Vulnerável também pode ser bonito. Cicatrizes enfeitam a pele. Sem medo da dor, ama ao próximo como a si mesmo. E ouça a canção “Tempo de Amor”, com letra de Vinicius de Moraes,  reembalada, recentemente, na voz de Seu Jorge: “Ah! Não existe coisa mais triste que ter paz e se arrepender e se conformar e se proteger de um amor a mais. O tempo de amor é tempo de dor. O tempo de paz não faz nem desfaz. Ah! Que não seja meu, o mundo onde o amor morreu”.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Alceu Valença, Tomara


 
Tomara meu Deus, tomara
Que tudo que nos separa
Não frutifique, não valha
Tomara, meu Deus
Tomara meu Deus, tomara
Que tudo que nos amarra
Só seja amor, malha rara
Tomara, meu Deus
Tomara meu Deus, tomara
E o nosso amor se declara
Muito maior, e não pára em nós
Se as águas da Guanabara
Escorrem na minha cara
Uma nação solidária não pára em nós
Tomara meu Deus, tomara
Uma nação solidária
Sem preconceitos, tomara
Uma nação como nós
(Alceu Valença, Tomara)
 
 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Para a Arrogância da Juventude...

 
Essa é uma homenagem à turma de cabelos brancos e àqueles arrogantezinhos que imaginam saber tudo . 
Um jovem muito arrogante, que estava assistindo a um jogo de futebol, tomou para si a responsabilidade de explicar a um senhor já maduro, próximo dele, porque era impossível a alguém da velha geração entender esta geração.
"Vocês cresceram em um mundo diferente, um mundo quase primitivo!", o estudante disse alto e claro de modo que todos em volta pudessem ouvi-lo.
"Nós, os jovens de hoje, crescemos com Internet , celular , televisão, aviões a jato, viagens espaciais, homens caminhando na Lua, nossas espaçonaves tendo visitado Marte. Nós temos energia nuclear, carros elétricos e a  hidrogênio, computadores com grande capacidade de  processamento e ....," - fez uma pausa para tomar outro gole de cerveja.
O senhor se aproveitou do intervalo do gole para  interromper a liturgia do estudante em sua ladainha e disse: 
- Você está certo, filho. Nós não tivemos essas coisas quando éramos jovens porque estávamos ocupados em inventá-las. E você, um bom exemplo dos arrogante dos dias de hoje, o que está fazendo para a  próxima geração?

terça-feira, 22 de maio de 2012

Soneto da Inversão Aritmética

Soneto da Inversão Aritmética

Rodolfo Pamplona Filho

Dividir minha vida com você
é multiplicar indefinidamente o prazer,
potencializar a nossa essência
e elevar o afeto à decima potência.

Como toda simples equação,
os dois lados são igual quinhão,
pois não há matemática expressão
que explique o valor da paixão

que se tornou o maior numerador,
dividido por um duplo denominador,
que é o resultado de nossa fração.

A fórmula algébrica só é metódica,
se o sentido de toda lógica
é descobrir em você o X da questão!

Salvador, 05 de setembro de 2011.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A Promessa

A Promessa
    Beatriz A. M.
Meu menino, meu parceiro,
meu poeta, meu viver,
a promessa mais linda que a gente se fez
era a de nunca ter que prometer...
Porque a promessa é desnecessária,
quando o compromisso é só o de amar:
amor é dado no vento, é comida da alma, 
é bicho esquisito, coisa de sonhar.
Então, vamos seguindo juntinhos
e que, assim, venha o que tiver de ser
porque eu sei que você é meu caminho,
meu laço, meu passo, meu amor, meu porquê.
(Nós somos. E sempre seremos. Simples assim)