quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Soneto do Auto-Reconhecimento

Soneto do Auto-Reconhecimento

Rodolfo Pamplona Filho

Não me importo com os rótulos
que a mediocridade insiste
em colocar na minha testa
como uma placa a me identificar

Pode dizer que eu sou gay
Pode dizer que eu sou homem;
Pode dizer que eu sou mulher;
Pode dizer que eu sou o que sou;

Desde que isso seja eu mesmo.
Desde que respeite o que penso
Desde que saiba o que eu sou...

"E esse negócio de se ser
exatamente o que se é
ainda vai nos levar além..."

Rio de Janeiro, 18 de novembro de 2011.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Por que andar de ônibus faz bem ao seu caráter


Por que andar de ônibus faz bem ao seu caráter


Não confie completamente em uma pessoa que nunca andou de ônibus. Não importa se hoje você tem um Camaro Amarelo (e é doce doce doce), se você já andou de ônibus em uma fase de sua vida, você não é a mesma pessoa. Digo mais: ainda que você tenha condições de comprar um Porsche para o seu filho quando ele fizer 18 anos, permita que ele passe ainda que poucos meses andando de ‘busão’. É que, para mim, este meio de transporte forma nosso caráter como chinelada nenhuma consegue fazer. Explico nos pontos seguintes.

1) Paciência
Tudo começa no processo de espera. Você se vê encostado na parada de ônibus esperando pela boa vontade do mesmo. Você até já decorou o horário que o “seu” ônibus passa. Mas se o motorista resolver pisar forte no acelerador e passar 3 minutos antes, só resta a você esperar mais 45 minutos pelo próximo.
2) Lidar com a humilhação
Vem ao longe o ônibus. Você reconhece no letreiro luminoso que é o SEU ônibus. Seu coração acelera. Você corre atrás dele como o Super Mario corre atrás da Princesa. Ele se aproxima e você percebe que o condutor não diminuiu a velocidade. Por algum motivo, o motorista passou direto com direito a um sorriso maroto, apontando para um suposto ônibus que vem atrás. Você fica com cara de tacho e a mão apontando para o nada.
3) Respeito às diferenças
Quando o “ônibus de trás” finalmente chega após 23 minutos, é claro que ele estará parcial ou totalmente lotado. Você se depara com um misto de sons e batuques, pessoas do Manassés pedindo doação, menino vendendo balinha e o cobrador com o humor pior do que o de um siri na lata. Você toca, ainda que não queira, pessoas que você jamais tocaria na zona de conforto de seu carro. Você é obrigado a lidar com gente diferente, sentar ao lado delas e até puxar assunto sobre “como o tempo hoje está quente”. Enfim: você deixa de lado seu ego e deixa de tanta frescura.
4) Altruísmo
Ainda que contra sua própria vontade, as Leis da Ética de Ônibus™ ‏dizem que você deve ceder seu lugar aos mais velhos e se oferecer para segurar os livros do estudante de ensino médio do cabelo esquisito que está em pé ao seu lado. Resumindo: você aprende NA MARRA a ser gente boa.
5) Capacidade cognitiva e filosófica
Janela de ônibus é praticamente a janela de sua alma. Não existe um lugar melhor para refletir sobre sua vida e colocar os pensamentos em ordem. Nem seu travesseiro; nem montes no Himalaia. Você acaba encontrando soluções para seus problemas, resolvendo cálculos complexos e tendo a ideia que faltou naquele brainstorm da reunião. Ou seja, de certa forma você se torna mais inteligente.

6) Educação
É no ônibus que você coloca em prática as palavras mágicas que sua mãe ensinou: “obrigado” (para o motorista, na hora de descer), “por favor” (a Deus, para que seu ônibus não demore tanto – todo dia peço isso a Ele) e principalmente o “COM LICENÇA” (por motivos óbvios). Ou seja: 1 ano de estágio probatório pegando ônibus e você se torna um gentleman ou uma lady.
7) Histórias para contar pros netos
Quem nunca passou por situações exóticas, engraçadas e inusitadas em ônibus? Quem nunca pegou o ônibus errado e foi parar em uma boca de fumo? (eu já!) Quem nunca ia descendo do ônibus e só na escadinha disse: “eita, esqueci de pagar! Perae moço!” (eu já) Quem nunca já sentou ao lado de uma senhora que foi com sua cara e resolveu te aconselhar com muita sabedoria? (eu já…)


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Soneto do Fim do Casamento

Soneto do Fim do Casamento

Rodolfo Pamplona Filho

O casamento é um contrato,
amor não, pois se converte, é fato
não deixando de ser para sempre,
mas falta algo que o complemente

e o faça se sentir vivo e gente.
A relação não deve ser uma prisão,
em que o carcereiro desalmado
é o sujeito outrora amado.

As promessas são feitas
em um momento em que
duas almas se encontram

e realizam um projeto de entrega,
vivendo e identificando-se,
mas fazendo o principal: amando-se

Rio de Janeiro, 18 de novembro de 2011.

domingo, 7 de outubro de 2012

Amor fatal

Amor fatal

Calada, silencio este alvoroço que quer nascer
Cujo instrumento de guerra e de paz se traduz em você.

Cada passo é um palmo em vão, pois meu amor já não consegue silenciar o que me vai no coração.
Ah! quem me dera, gritar aos quatros cantos que te amo, e esfregar na cara do mundo que não foi apenas sonho.

Te tenho em meu leito, plácido e terno, como um meio termo entre o céu e o inferno.
Mas naõ posso declarar o objeto do meu desejo, e como consolo e súplica de silêncio, cala-me com um beijo.

Porém, mesmo que o mundo não possa saber o objeto do meu amor,
De forma irrefutável saberão que te amo com tudo o que tenho e com tudo o que sou.
Roseanny Freitas <portrasdovel@hotmail.com>

sábado, 6 de outubro de 2012

Soneto do Encontro Casual

Soneto do Encontro Casual

Rodolfo Pamplona Filho

Inesquecível e fogoso, como você
Inevitável e ágil, como crescer
Delicioso e poético, como querer
Romântico e sincero, como deve ser

Impulsivo e charmoso, como um bebê
Sensual e atraente, como ter você
Inesperado, como se surpreender
Necessário, como não esquecer

Verdadeiro e encantador,
sem receio de enfrentar a dor,
como vale a pena viver...

O futuro pertence a quem
encara o porvir e não tem
medo de o momento viver...

Rio de Janeiro, 18 de novembro de 2011.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

LITISCONSÓRCIO

LITISCONSÓRCIO

Dos romanos às XII tábuas
Sou nascido na antiguidade
Das Ordenações Filipinas ao ZPO alemão
Fui chegar à modernidade.

Dentro do mesmo fundamento de fato e de direito
Apareço na comunhão de direitos e obrigações
Quando houver conexão de objeto ou causa de pedir
Quando houver afinidade de questões.

Na formação do processo posso nascer
Chamar-me-ei Inicial,
Mas na lide posso ser Ulterior
E tumultuar a marcha processual.

Posso ser Ativo com muitos autores
Passivo quanto aos réus da ação
Misto pluralizando as pessoas
Em ambos os pólos da relação.

No plano material também sou pertinente:
Sou Unitário na decisão uniforme
Sou Simples nas decisões diferentes.

Necessário ou Facultativo posso ser
Alterando, assim, a minha formação
Num é a lei quem vai determinar
Noutro não há essa obrigação.

Quando sou Eventual
Mais de um é complicado!
Se um for procedente
O outro será negado.

Alternativo é mais uma opção
Em muito cresce o pedido
Ou esse Ou aquele requeiro
Alvíssaras, em um serei atendido!

Ao fazer a cumulação
Do cliente atendo o clamor
Passo a chamar-me Sucessivo
Pois o segundo será aceito se o primeiro também o for.

Ao ser Multitudinário
Convoco muita gente, sou quase uma multidão
Pode o juiz me limitar
Caso for prejudicar a ação.

De litisconsórcio fui batizado
E a esse nome sou fiel
Sou uma reunião de pessoas
Na posição de autor ou de réu.

Clivia Filgueiras <cjfilgueiras@hotmail.com>

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Soneto da Descoberta do Amor Verdadeiro

Soneto da Descoberta do Amor Verdadeiro

Rodolfo Pamplona Filho

Eu quero descobrir o amor
e superar qualquer pudor
por essa liberdade de se buscar,
de se reconhecer e de sempre amar

tantos seres e tantas pessoas,
a quem me entregarei, numa boa,
pois foi assim que eu sei
que finalmente me apaixonei...

E por descobrir alguém
que me entende de verdade,
que não tem problema de sinceridade

e sabe o que cada coisa significa,  
como não a querer, sem dica,
para o resto da vida?

Rio de Janeiro, 18 de novembro de 2011.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Ao Admirado

O feixe de luz que escapa da janela
insiste em revelar partes do corpo dela,
que a vergonha da noite teme mostrar.

O que era moreno então vira dourado...
O desejo, antes seco, fica molhado...
E até as paredes gélidas parecem queimar.

É a mulher enlaçada em lençóis perfumados
São as sinuosas formas de um corpo excitado,
na esperança que o macho chegue...
penetre...sem perguntas...sem pensar...

Com a mão, com a boca, com a língua...
Impaciente, aos soluços, com força...
Apertando a cintura da moça,
até um susurro agudo ecoar...

Então o desconhecido dos livros some,
a porta se fecha, o sol dá sinal...
e a moça não sabe se dor ou se festa,
se sonho ou real...


Andressa Raphaella

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Soneto da Sensação de Segurança

Soneto da Sensação de Segurança

Rodolfo Pamplona Filho

Sentir-se seguro, aprisionado,
como se pudesse controlar
o que é normalmente inesperado
e que ninguém pode evitar.

Pensar que detector de metais
ou fazer revista e vistoria
trarão a paz que não volta mais,
reaquecendo a alma fria,

que perdeu, há muito, a tranqüilidade
e, por isso, tem a necessidade
de buscar a sensação de segurança,

submetendo-se, de própria vontade,
e abrindo mão da sua individualidade,
mesmo que custe sua esperança.

No aeroporto de Brasília, junto do detector de metais,
vindo de Imperatriz-MA para Ilhéus, via Salvador,
10 de novembro de 2011.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Acolhe-me

Acolhe-me

Acolhe-me Pai
Sem nada dizer
Abraça-me forte
Me faz renascer
Olha em meus olhos
Vê a minh’alma
Sedenta de Ti
Me acolhe
Me acalma
Sê meu caminho
Meu tudo
Meu sim
Arrasta-me pra Ti
Me faz prisioneira
Estarei inteira
Completa de Ti
E como o rio           
Que busca o mar
Acolhe-me Pai
Quero perder-me em Ti
Sem nada, nada dizer..."
Abraço de profunda estima e admiração, Andréia.

domingo, 30 de setembro de 2012

Soneto da Oração

Soneto da Oração

Rodolfo Pamplona Filho

Oração é o que se pode fazer,
quando não se pode fazer nada,
mas não é só o que se deve fazer,
quando não se sabe o que fazer

pois nem sempre somos quem faz
o que é preciso fazer na hora,
não sendo tolo quem clama por ajuda
a quem possa talvez trazer a cura

Não há problema em pedir socorro
ou não saber se mato ou morro
na hora que se perde o caminho.

Todo apoio que se tem é importante,
pois não existe um único instante
em que se queira estar sozinho.

No vôo de Salvador
para Imperatriz-MA (via Brasília),
09 de novembro de 2011.

sábado, 29 de setembro de 2012

Brisa

Brisa
Vamos viver no Nordeste, Anarina.
Deixarei aqui meus amigos, meus livros, minhas riquezas, minha vergonha.
Deixarás aqui tua filha, tua avó, teu marido, teu amante.
Aqui faz muito calor.
No Nordeste faz calor também.
Mas lá tem brisa:
Vamos viver de brisa, Anarina.

Manuel Bandeira

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Soneto da Dor da Saudade

Soneto da Dor da Saudade

Rodolfo Pamplona Filho

Você sabe o quanto machuca
a sensação de ausência,
que espezinha e futuca
tanto quanto qualquer doença

A dor funda da saudade
dói mais que joelho ralado,
incomoda como maldade
e agonia que nem nariz constirpado.

Abusa mais que irmão mais novo,
que vírus no meio do povo
ou chuva forte sem guarida

Fere sem tirar pedaço,
Sufoca mais que o nó do laço,
Mata sem tirar a vida.

No vôo de Salvador
para Imperatriz-MA (via Brasília),
09 de novembro de 2011.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Você está em mim

Você está em mim
Eu em você
E mesmo que a distância
Arme o paradoxo
Como bote
Nós desviramos
O barco
E subimos
Cada um com o seu remo
Um de frente para o outro
Sorrindo!

Malu Calado

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Soneto da Mão Boba


Soneto da Mão Boba

Rodolfo Pamplona Filho

Quero esquecer minha mão
no toque de seu corpo
e ter a gostosa sensação
de que não estou morto

Fazer de conta que não percebe
que o contato, mesmo breve,
permite viajar, ainda que sozinho,
que se está trocando carinho.

É uma travessura amena,
não havendo qualquer problema
que você cole em meu fundo.

Então, pare com papagaiada:
Que mão boba, que nada!
É a melhor coisa do mundo!

No vôo de Salvador
para Imperatriz-MA (via Brasília),
09 de novembro de 2011.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Praia de Santos

Praia de Santos
Sei que todos, da praia,
querem: sol, luz e alegria.
Mas, é outono e não verão,
Assim, inviável o camarão.

Dia bonito, céu azul.
Crianças brincando na maré cheia.
Quantos castelos de areia
Neste lindo litoral sul.

É saudável a absorção desta energia
O caminhar na orla é pura sinergia
Entre o sentimento e a imensidão.

Mar e céu; verde e azul. Elos,
numa perfeita combinação
Para mim, sem paralelo!

(Paulo Basílio - 19/10/2011)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Soneto do Joelho

Soneto do Joelho

Rodolfo Pamplona Filho

Não importa qual seu estado,
seja novinho ou desgastado
bastante marcado ou machucado,
ou até totalmente esfolado!

O seu outro lado é uma obra-prima,
encontro perfeito em dobradiça,
e mesmo quando sente alguma dor
está sempre pronto para o que for

Não tenho receio de beijá-lo,
mostrando o quão puro e raro
é o carinho que demonstro, ao vê-lo!

pois ele é parte de quem me encanta
do fio do cabelo ao pé da planta...
Logo, eu amo o seu joelho 

Na madrugada, no vôo de São Paulo para Salvador,
depois de assistir o show do Pearl Jam,
em 05 de novembro de 2011.

domingo, 23 de setembro de 2012

LIGADURA E VASECTOMIA NO CORAÇÃO

LIGADURA E VASECTOMIA NO CORAÇÃO
Pintura de Philip Guston


Fabrício Carpinejar





Uma das explicações mais recorrentes para desistir ou enfraquecer um amor é que não se quer sofrer. Pelo receio de sofrer, a maioria deixa de se jogar, de se soltar, de acreditar na paz que vem com toda a tormenta. Pelo receio de sofrer, a maioria antecipa cobranças e insultos. Pelo receio de sofrer, casais se separam precocemente. Pelo receio de sofrer, somos mesquinhos, egoístas e primitivos. Não ampliamos a confiança. Somos juízes severos e implacáveis, prometendo o pior enquanto o melhor passa. Pelo receio de sofrer, favorecemos a desgraça, o mal-entendido e abolimos a esperança. Inventamos suspeitas, sob a alegação de prevenir a dor. Com receio de sofrer, falamos pelo tempo e o tempo nada tinha a dizer ainda, nem havia pensado no assunto. Com receio de sofrer, o vento mais forte já é tempestade. Pelo receio de sofrer, fazemos o outro sofrer mais do que sofreríamos na verdade sozinhos.


O amor é sempre sinônimo de martírio, de suplício, de disputa. É claro que o amor não é fácil, como andar de bicicleta sem rodinha para uma criança de quatro anos não será fácil, como aprender a dirigir a um adolescente de 15 anos não será fácil. Facilidade não nasceu nesta vida. Nem pescar é fácil.


Sofrimento se paga à vista. Não aceita crediário. Se surgir, arca-se com as despesas na hora. Nunca por antecipação, a dissipar o contentamento antes de se tornar memória e curva do corpo. O mundo não é limitado, reduzimos o mundo pela preguiça de enxergar.


Por que os amantes estão apagando a alegria do amor? Por que estão suspirando antes de sussurrar? Por que estão escondendo dos amigos o ímpeto de atravessar uma nudez como se fosse o próprio quarto? Por que não declarar que é simplesmente delicioso perder o prumo para se levantar com a espuma? Por que fazer da inveja uma religião? Por que não falar que um arrepio e um estremecimento significam mais do que uma noite de sono? Por que não desistir de dar conselhos pessimistas e avisos mórbidos? Por que dissuadir os apaixonados com conselhos ponderados e equilibrados? Por que se envaidecer com a tragédia? Por quê?


Com receio de sofrer, homens realizam vasectomia no coração. Com receio de sofrer, mulheres fazem ligadura no coração. Tornam-se indiferentes e descrentes. Ambos sacrificam a fertilidade, o inesperado, o porvir, a expectativa e a surpresa. São enterrados de pé.


Viver não é racionar o que se conhece. O que se conhece não basta. Os riscos fazem parte da euforia.


Como a dor, a alegria também pode ser insuportável.


Por receio da alegria, sofremos.

sábado, 22 de setembro de 2012

Soneto da Violência Contagiosa

Soneto da Violência Contagiosa

Rodolfo Pamplona Filho

A violência, como o suspiro
e o bocejo, são contagiosos,
pois, rápido como um espirro,
contagiam indivíduos numerosos

que, tal qual uma onda gigantesca,
reagem rapidamente à provocação,
agindo, de forma grotesca,
e causando dor e confusão.

É preciso cuidado com a massa,
pois, em um momento de desgraça,
tudo pode explodir

em um movimento infinito,
em que qualquer ato é motivo
para a agressividade fluir.

No vôo de Salvador para São Paulo,
para assistir o show do Pearl Jam,
em 04 de novembro de 2011.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Siiiiiiiiii

Siiiiiiiiii
Hoje eu tive um sonho
sonhei em um novo começo
sonhei com um paixão arrebatadora
com algo que fazia meu coração disparar
Sonhei com um alguém que me fazia sorrir
com alguém que eu não podia tocar
com alguém que eu não queria mais largar
sonhei que eu tive medo de você não estar lá
Sonhei sonhos difíceis de realizar
que só essa paixão podia alcançar
um sentimento de dentro pra fora
que não se sabe onde chegará
Sonhei que estava perdido
confuso procurando um lugar
insano a te esperar
estranho mas só nós
chegamos a lugares que ninguém mais está
vimos coisas que ninguém pode ver
acreditamos em sonhos que ninguém ousaria
sonhei com uma paixão diferente
sem regras nem amarras
com uma distancia que as vezes machuca
com uma força que alimenta
não sei mas em que sonhar
só sei que não quero parar
sofrer, viajar, sorrir, cantar
não sei, só sei que não parar
continuar um sonho imperfeito
que tem vida própria
que as vezes parece perfeito demais
que não sei onde vai me levar
o pouco que sei
é que seu pudesse
não queria acordar

Escrever á minha forma de falar com vc
a qualquer hora em qualquer lugar
acalma a falta que vc me faz
me ajuda  a não sufocar com tudo isso dentro de mim
escrever é minha arma, meu refúgio
me dá uma sensação de vitória quando fico triste

porque as minhas palavras ninguém pode tolir
beijos com lágrimas

Rafael Tonassi Souto